Arquivo do autor:Danyelle Fioravanti

Sobre Danyelle Fioravanti

Nasci em São Paulo, mas adotei a vida pertinho do mar, no Rio de Janeiro. Sou curiosa por essência e planejadora de comunicação por consequência. Apaixonada pelas pessoas e suas esquisitices, comecei a viajar por aí, sozinha e de mochila, em busca de boas histórias que conto aqui no Levo na Mochila.

Mochilão América do Sul – Planejar e cruzar fronteiras

Cruzando fronteiras

Cruzando fronteiras

Depois de decidir viajar, chegou o momento de planejar.

Horas e horas em frente ao mapa, entendendo caminhos e distâncias (geografia nunca foi o meu forte), conhecendo ainda sem sair de casa sobre as culturas dos países que gostaria de visitar, entendendo as roubadas e o melhor de cada lugar.

Gosto bastante dessa etapa, para mim a viagem já começa aí.

Ler os relatos de viagem de outros viajantes ajudou muito. Viajar sozinho e de mochila é mais simples do que parece, mas é importante estar sempre o mais informado o possível. Para isso o Levo na Mochila está aqui e mais um montão de blogs e fóruns de viagens. Os guias de viagem ajudam muito nessa etapa também e meu grande amigo foi o Guia Criativo do Viajante Independente na América do Sul.

Após analisar quais seriam os possíveis pontos de partida do meu mochilão, escolhi a Argentina. Opção que me pareceu a mais  tranquila para começar e me adaptar a vida de mochileira.

A princípio eu teria 3 meses para viajar e a difícil decisão de escolher quais países visitar, os que cabiam na verba e na coragem de uma viajante principiante. Deixei o Brasil pensando em conhecer Argentina, Chile, Peru, Bolívia, Equador e Colômbia, mas estava super aberta a mudar a rota conforme as descobertas e sim, tudo mudou ao longo do caminho.

Dia 28 de junho de 2012 deixei São Paulo rumo a Foz do Iguaçu, de avião, o único de toda a viagem. Sabia que de Foz saia um coletivo para Puerto Iguazú e logo que desembarquei, busquei informações de onde pegá-lo. Não conheci o lado brasileiro das Cataras do Iguaçu neste primeiro momento, a pedido da minha família que planejava uma viagem para lá e gostaria que fizéssemos essa viagem juntos. Eu ainda não sabia que terminaria meu mochilão no Brasil, exatamente nas maravilhosas cataratas ao lado das pessoas que mais amo <3

Nunca tinha cruzado uma fronteira por terra e estava bastante nervosa, atrapalhada com a mochila, sem entender bem a lógica de onde entra, onde sai, com o motorista do ônibus falando rápido, apressando a todos. Os cartazes desbotados de pessoas e crianças desaparecidas dava um clima um pouco pesado. Atravessar fronteiras de ônibus é bem diferente do que de avião, mas acabou sendo fácil, percebi que era bobagem o nervosismo.

Vale lembrar que, salvo Guiana Francesa, nós brasileiros não precisamos de visto para nenhum país da América do Sul. Em geral os países nos dão uma permissão de 3 meses de permanência. Diferente da Europa, a permissão vale para cada país e não para toda a região. 

E quando se entra na Argentina por Puerto Iguazú é preciso avisá-los caso vá continuar viagem Argentina a dentro, muitas vezes eles só registram no sistema e não dão o carimbo com a permissão de 90 dias, o que te dará problemas ao tentar sair do país por outras fronteiras.

Tudo perfeito no meu primeiro cruze de fronteiras. O único problema foi a polícia argentina não me pedir o carimbo de saída do Brasil, que eu só descobri ser necessário depois na volta, o que quase me causou um problema para entrar no Brasil.

Em terras hermanas, ainda na rodoviária me informei que dali saem ônibus para  às cataratas, que visitaria no dia seguinte e já aproveitei para rodar em busca das passagens mais baratas a Buenos Aires.

Foram 3 dias na pequena Puerto Iguazú, confiram o post com algumas dicas do que aproveitar, onde comer e se hospedar por lá. A viagem tinha começado, mas ainda não me sentia em terras estrangeiras.  Puerto por sua proximidade com o Brasil ainda tem muito de nosso jeitinho, até caipirinha de cortesia me ofereceram nos restaurantes e meu sinal de celular ainda funcionava através das antenas do Paraná.

Eu estava ansiosa para enfrentar as 17 horas de viagem rumo a Buenos Aires, sentia que ali meu mochilão começaria pra valer.

Aquele momento em que só nos sai um "nooosaaa!"

Aquele momento em que só nos sai um “nooosaaa!”

Dicas úteis

Coletivo de Foz do Iguaçu para Puerto Iguazú 
8 ARS (pesos argentinos) ou R$ 4,00 (Valores em junho de 2012)
O ônibus passa pela Avenida das Cataratas em frente ao Hotel Bourbon. Se você está no aeroporto precisa pegar um ônibus sentido centro, descer em frente ao hotel, atravessar a avenida e pegar o outro ônibus. Pergunte mais informações nos postos de informação turística.
 
É uma maneira econômica de cruzar as fronteiras brasileiras e começar o seu Mochilão pela América do Sul, principalmente se você mora nas regiões Sul e Sudeste. Começou seu mochilão pela América do Sul por outra fronteira? Conta pra gente nos comentários como foi ;)
 
Viajando em ônibus pela Argentina
Viajar de ônibus pela Argentina não é exatamente barato, mas sempre pode-se encontrar promoções, principalmente quando se tem disponibilidade de horários. Para pesquisar preços, horários e companhias de ônibus, eu usei o site Central de Pasajes. Mas, para comprar a melhor maneira é perguntar nos guichês das companhias dentro das rodoviárias e sempre buscar promoções, chorar um descontinho. Às vezes se perde uns 15 minutos ou mais de guichê em guichê, mas vale a pena.
 
Este é o segundo post da série Mochilão América do Sul.
Não leu o primeiro? Confira aqui: A decisão de viajar sozinha e de mochila
 
 
Fotos por Danyelle Fioravanti
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Mochilão América do Sul – A decisão de viajar sozinha e de mochila

Cenário espetacular, rumo ao Salar do Uyuni. Laguna Blanca, Bolívia.

Cenário espetacular, rumo ao Salar do Uyuni. Laguna Blanca, Bolívia.

A parte mais difícil de decidir fazer um mochilão pela América do Sul , foi exatamente a decisão de fazê-lo.

Afinal, isso significava deixar oportunidades profissionais, gastar todo (ou quase todo) dinheiro que havia guardado nos últimos anos e enfrentar a estrada, como eu nunca tinha enfrentado: sozinha, com a mochila nas costas, passando por países e situações considerados não tão seguros (mitos ou verdades que só a vivência me ajudou a descobrir).

A Dany que cruzou a fronteira Bolívia-Brasil em novembro de 2012 não é a mesma que 4 meses antes cruzava Brasil-Argentina, ansiosa pelo que viria pela frente, medrosa, gaguejando um portunhol e mal aguentando a mochila de 17kg nas costas. Mochila que ao regresso pesava 22kg – 5kg a mais que a experiência dos meses na estrada, me ajudaram a tirar de letra.

Realmente uma viagem nos dá muito o que levar na mochila e não falo de souvenirs, mas histórias e lembranças impagáveis e inesquecíveis.

Mas não, os 5 kg a mais da minha mochila não eram das histórias, essas muito agregam e pouco pesam e, sim roupas  usadas no inverno chileno que já não me serviam ao ingressar no caloroso pantanal brasileiro.

Foram 146 dias; mais de 40 cidades entre Argentina, Chile, Peru, Bolívia e Brasil, rodadas em ônibus, somando viagens de mais de 20 horas em muitas das rotas; ficando 3 vezes doente, o que me fez valorizar cada centavo gasto no meu seguro viagem; convivendo com pessoas locais, dormindo, comendo e vivendo como eles e com eles, fosse através do couchsurfing ou também das pessoas que conheci pelo caminho.

E apesar de cada viagem ser única e pessoal, convido vocês a acompanharem essa série de publicações, onde vou dividir um pouco do que vivi neste mochilão, levá-los a viajar comigo pelos lugares que passei, explicar como superei os desafios e mostrar que viajar sozinha ou sozinho, com mochila nas costas, explorando as culturas maravilhosas da nossa América do Sul, não é tão caro ou difícil como parece. Ao longo das publicações também vou dividir dicas práticas e alternativas que encontrei para economizar e apreciar mais cada lugar em que estive.  

Foram apenas 5  países, mas que tentei conhecer ao máximo. Ainda assim, sinto que me falta muito para conhecer dos países nos quais estive e claro, dos que ainda nem visitei.

A ideia é que todos vocês compartilhem também suas dúvidas e experiências aqui nos comentários, por email (levonamochila@gmail.com), Fan Page ou no instagram usando #levonamochila. E assim, vamos trocando experiências e inspirando cada vez mais pessoas a viajar.

Convite feito, espero vocês na próxima quarta-feira ;)

Nas Salineiras de Maras no Peru

Nas Salineiras de Maras no Peru

Nos canais de Córdoba na Argentina

Nos canais de Córdoba na Argentina

No Vale da Morte, Deserto do Atacama, Chile

No Vale da Morte, Deserto do Atacama, Chile

Cruzando a fronteira, de volta as terras brasileiras

Cruzando a fronteira, de volta as terras brasileiras

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São Paulo 459, a gente leva na mochila

levonamochilaSP459

Nossa São Paulo de cada dia está completando 459 anos e para nós que tantas histórias vivemos aqui, é impossível deixar essa data passar em branco.

Esse ano nossa homenagem veio em forma de imagens e não a partir do nosso olhar, mas sim do olhar de pessoas que como nós, adoram parar em meio a toda correria para enxergar a Sampa além do que se vê, ou melhor a Sampa que poucas vezes se vê. A Sampa das oportunidades, das 24 horas em funcionamento; a Sampa dos parques que dividem seu espaço entre esportistas, músicos, vendedores de algodão doce; a Sampa dos prédios, dos guarda-chuvas tão necessários nessa terra que tanto garoa; a Sampa das histórias contadas em museus, ruas, muros; a Sampa que é Catraca Livre e oferece cultura acessível a todos os bolsos; a Sampa que apesar de louca e de nos deixar loucos às vezes, tem muita coisa boa para mostrar.

E para mostrar todas essas coisas boas que sozinhos não poderíamos clicar, realizamos um concurso de fotos pelo nosso instagram @levonamochila e confessamos que não foi fácil escolher entre tantos cliques lindos, mas por fim escolhemos belíssimas fotos que revelam diferentes faces dessa pauliceia desvairada e aproveitamos para bater um papo com essa galera que também morre de amores e, tá… um pouquinho de ódio também, por São Paulo.

 
Menino de Rua por Igor Bellino
@bellino

@bellino

 
Edifício Copan por Barbara Murakawa
@babiblah

@babiblah

 
Museu do Ipiranga por Evandro Dias
@evandrodias

@evandrodias

Obrigada a todos que participaram, a Bárbara, Igor e Evandro!

Continuem acompanhando o nosso instagram @levonamochila, mais promoções e novidades vão acontecer por lá.

Para ler o nosso bate-papo com os vencedores clique aqui.

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Que tal a Capital? | Parte 2

Grande Brasilia

Após aceitar o desafio que falamos aqui, começamos nossa exploração pela Torre de Televisão de Brasília,  que está lá desde 1965 e é nada menos que a segunda maior estrutura do Brasil. Por acaso a encontramos depois de perguntar para a vendedora do City Tour “O QUE TEM PRA FAZER EM BRASÍLIA”? Ela respondeu: vocês gostam de artesanato? Tem uma feira ali perto da Torre de TV”. E não é que a tal torre de TV permite visitação, e de lá foi possível ver toda a cidade em 360 graus? Uma boa.

Torre de TV de Brasília – 224 metros de altura

Realmente dá pra ver quase tudo, desde o Estádio Nacional de Brasília – que está sendo reformado para a Copa –  passando pelo Eixo Monumental, que é onde se concentram todos aqueles cartões postais carimbados de Brasília: Esplanada dos Ministérios, Catedral, Palácio do Planalto, Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, que formam a Praça dos 3 Poderes, bem como o Memorial e a Ponte JK – considerada a “ponte mais bonita do mundo” até uma vista do Lago Paranoá.

Eixo Monumental de Brasília

Esplanada dos Ministérios – Eixo Monumental

Catedral Metropolitana de Brasília

Estádio Nacional de Brasília

Memorial JK – Fundador de Brasília

Ponte JK e Lago Paranoá

Com o City Tour, que leva 2 horas, pudemos ver de perto todos esses cartões postais, passando também pelo Palácio da Alvorada, residência  oficial da presidência… Não é o mesmo que o Palácio do Planalto, lugar de trabalho da presidência.

Palácio da Alvorada

Um aspecto interessante da cidade é que ela é predominantemente administrativa, ou seja, no Plano Piloto moram poucas pessoas, e por esse motivo, Brasília se mostra uma cidade quase desértica, apesar de seu entorno, conhecido como “Grande Brasília” apresentar alta densidade populacional.

Para um brasiliense é comum dizer ao colega de trabalho “boa viagem” ao invés de “vai com Deus”… É uma forma de brincarem com o fato de levarem até 3 horas para chegar ao Plano Piloto e trabalhar. Vale lembrar que a maioria dos trabalhadores de Brasília são servidores públicos, concursados, etc. É por esse motivo que a cidade fica cheia durante a semana, e nos finais de semana mostra-se desértica, uma vez que há um fluxo de ida para as casas (que podem ser até em outros Estados). Também é costume os amigos se reunirem nas casas de outros amigos, já que as opções de diversão em Brasília são limitadas.

Tecnicamente ocorre que as regiões periféricas de Brasília (Cidades satélites) concentram as pessoas, e por esse motivo, é lá que elas se divertem, nos cinemas, baladas, festas, etc. Brasília mesmo possui algumas poucas opções de diversão, principalmente noturna. Então, a dica para quem for para Brasília e quiser se divertir é: conheça as cidades satélites, pois é lá que encontrará vida fora de Brasília.

Não é exatamente uma cidade amiga dos pedestres. Tanto, que a maioria das pessoas de lá andam de carro, e não por coincidência, existem bolsões de estacionamento em vários pontos da cidade. Quando o pedestre se aventura a andar pelas ruas, pode muitas vezes deparar com a falta de calçada, ou calçadas dominadas pelos canteiros das obras.

Quanto ao calor… ahh, essa é uma característica marcante, porque lá sim é quente, e o Sol queima pra valer. Se um dia for para lá, considere o filtro solar e seus trajes de banho para se refrescar (sim, eles andam de sunga no parque). Talvez o Parque da Cidade poderá aliviá-lo nessa tarefa, porém apesar de extremamente grande e possuir muitas árvores, ainda assim é um parque artificial, e as sombras não estão nos lugares que deveriam estar… hehe… Não deixa de ser um bom passeio…

Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek

Sim, algumas pessoas vão ao parque de sunga

E se vocé está acostumado com a vida de cidade grande, com passeios em shoppings, lá a vantagem é que, com exceção do ParkShopping, os demais shoppings como Conjunto Nacional, Pátio Brasil e Brasília Shopping ficam próximos.

 A gastronomia recebe influência nordestina e goiana, mas também a mineira é notável.

Não vimos muitos restaurantes, bares, lanchonetes, etc,  por causa da localização em que estivemos a maior parte do tempo (Setor Hoteleiro Norte).  Porém, como dica,  no Brasília Shopping, encontramos o “Carpe Diem La Parrilla”, que serve a tradicional parrilla argentina, o que nos salvou a pele. O bom é que tem cara de restaurante mesmo, e não de mais um fast-food de shopping. A decoração é caprichada e o prato (ojo de beef) é muito saboroso. Recomendado.

Carpe Diem

Carpe Diem

Carpe Diem

Por fim, podemos dizer que vimos as obras grandiosas, a arquitetura moderna, uma cidade verdadeiramente planejada, que tem uma história interessante no que tange sua concepção e sua construção. E, apesar de muitos considerarem a construção de Brasília um erro do presidente Juscelino Kubitschek, ela é a prova de que o brasileiro pode tudo. Pode inclusive construir uma capital no meio do deserto em apenas 5 anos. E foi o que fizeram. Portanto, se um dia te perguntarem o que você foi fazer em Brasília, você pode simplesmente responder: vim ver do que o brasileiro é capaz.

Bandeiras

Homenagem aos candangos, os construtores de Brasília, em sua maioria, nordestinos.

Fotos por: Antonio Adriano Brito e Reinaldo Oliveira

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Que tal a capital? | Parte 1

Por que Brasília? O que tem de bom em Brasília? Você veio fazer o que aqui?

Essas são algumas das perguntas que muitos nos fizeram nessa viagem.

A resposta é bem simples: Brasília é a capital do nosso país, e querendo ou não, é de lá que vem a maioria das decisões que afetam nosso cotidiano. Todo brasileiro ouve o nome dessa cidade quase que diariamente e sabe que ela representa o poder.

Mais interessante do que o jogo do poder, é descobrir o que tem a capital do seu país, pois muitas vezes é mais fácil conhecermos as capitais de outros países do que do nosso. Mas nem só de política vive Brasília. Ela é uma cidade considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Um grande título para uma cidade que tem apenas 50 aninhos, num corpinho de verdadeiro avião. Sim, a cidade foi desenhada em forma de avião, e por esse motivo existem os tais termos “ Plano Piloto, Asa Sul, Asa Norte e por aí vai…

Quase tudo em Brasília tem o toque de Oscar Niemeyer. Para amantes da arquitetura, a cidade é sem dúvida, fonte de inspiração e estudo. Gera no mínimo uma boa discussão, mesmo para leigos no assunto.

A cidade foi planejada por Lucio Costa, e é toda dividida por setores. Há por exemplo, o setor hoteleiro, os setores comerciais, hospitalar, de abastecimento, de gráficas, e até o setor de diversões!  Engana-se quem acha que os brasilienses se perdem com os códigos e os números relativos aos setores e as quadras. Eles sabem a cidade como a palma da mão.

Já quando o assunto é turismo… os brasilienses realmente estranham o movimento turístico, e sempre questionam: O que vieram fazer em Brasília se não vieram a trabalho?

Diante desse desafio, resolvemos descobrir o que é que Brasília tem afinal.

Contaremos essas descobertas no próximo post ;)

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Puerto Iguazú – As Cataratas do Iguaçu e atrativos da cidade

Lindo e colorido céu de Puerto Iguazú

Lindo e colorido céu de Puerto Iguazú

Puerto Iguazú é uma pequena cidade da província de Misiones na Argentina, fronteira com o Paraguay (Ciudad del Este) e o Brasil (Foz do Iguaçu).

Apesar de pequena, Puerto abriga em sua fronteira com o Brasil, parte de umas das grandes maravilhas naturais do mundo: As Cataratas do Iguaçu.

Eu imaginava que as cataratas seriam muito bonitas, mas me surpreenderam, são mais impressionantes do que pude imaginar.  A proximidade que se pode chegar desta maravilha, pelas passarelas do lado Argentino, são de tirar o ar.

Algumas dicas:

– O que fazer em Puerto Iguazú

 Cataratas do IguaçuSem dúvidas, o principal motivo para se visitar Puerto Iguazú. É possível fazer os circuitos pelas cataratas argentinas em um dia, mas se não está com pressa vale dividir em dois e o segundo sai pela metade do preço (para brasileiros e outros países do Mercosul 90 pesos o primeiro dia e 45 o segundo – valores atualizados no site oficial da Iguazú Argentina). A  Garganta do Diabo é imperdível, diferente do lado brasileiro, chega-se muito próximo e  a força da água impressiona. Prepare-se para se molhar.

 *São organizados passeios de barco, de bicicleta na lua cheia, confiram mais informações aqui.

Marco três fronteiras: As margens do Rio Iguaçu se pode observar as fronteiras entre Argentina, Brasil e Paraguai.

Passeio pelo centro: Caminhar pelo centro de Puerto Iguazú releva sua identidade meio argentina, meio brasileira: cruzei com muita gente falando português, ouvi música brasileira e ganhei caipirinha de cortesia.  No centro de Puerto você pode começar a se aventurar pela gastronomia argentina, além de encontrar comidas para todos os gostos, barzinhos, sorveterias e lojinhas de souvernis.

Feirinha de Puerto Iguazú: Uma feirinha repleta de especialidades argentinas, azeitonas recheadas, salames, pimentas, doces de leite, alfajores, vinhos. Existem também alguns barzinhos no meio da feirinha que vendem empanadas e outros quitutes. Os preços são baratos e muitos vendedores aceitam real. Maravilha!

 – Onde comer em Puerto Iguazú

Yuca: Comida ítalo-argentina (existe esse termo?). Comi uma ótima pizzela acompanhada de uma Pepsi 500ml por  29 pesos. Ótimo para uma comida rápida e saborosa.

Puerto Bambu: Boa música, ambiente e atendimento. Foi neste restaurante que comi meu primeiro beef de chorizo, pedida obrigatória em uma visita à Argentina.

– Onde se hospedar em Puerto Iguazú

Eu me hospedei no hostel Park Iguazú, que foi uma opção bastante econômica. Não foi dos melhores hostels que já me hospedei, mas dá para encarar.  Minha sugestão para quem quer conhecer os dois lados das cataratas é se hospedar  em Foz do Iguaçu – Brasil no Paudimar Hostel da rede HI, encontra-se camas a partir de R$30,00.

– Viajando de Foz do Iguaçu para Puerto Iguazú

Saem ônibus de Foz do Iguaçu para Puerto Iguazú por 8 ARS ou R$4,00. O ônibus te deixa na rodoviária de Puerto Iguazú de onde saem ônibus para as cataratas por  10 ARS (pesos) (valores em junho de 2012).

Passarelas argentinas, circuito inferior – Cataratas do Iguaçu

Vista das passarelas argentinas, circuito superior – Cataratas do Iguaçu

Quatis espertos

O senhor alimentava os passarinhos e eu admirava a harmonia entre o homem e a natureza

Borboletas colorindo o caminho à Garganta del Diablo

Garganta del Diablo

Fotos por Danyelle Fioravanti

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Gramado e Canela – Encantos do Sul do Brasil.

Ando super atrasada com os posts, muito trabalho e preparativos para o Mochilão América do Sul. Conto tudinho depois aqui!

Visitei Gramado e Canela há uns dois meses, como vocês podem ver nas fotos na época da páscoa. Mas, acredito que não existe época melhor para essa dica do que o inverno, afinal Gramado é aquela cidade que a gente sempre vê nos noticiários, mostrando em seus termômetros que Brasil não é só calor e praia e que por sinal pode ser beeem frio. hê

As duas cidades ficam muito próximas, eu fiz um tour pelas duas em um dia. E claro que a maior parte do tempo foi comendo, no delicioso e clássico Café Colonial. Por lá existem muitas dessas casas que oferecem café no estilo colonial, chamam de café, mas tem tanta coisa que vira café + almoço + janta. É muita comida!!! Vinho, sucos, geleias, pães, salgadinhos, doces… uma verdadeira loucura!!!

As duas cidades me lembraram bastante Campos do Jordão na serra paulista, que inclusive o Levo na Mochila já visitou, confiram o vídeo aqui.

Meus guias Stellinha e Júnior me mostraram um pouco das duas cidades, que fica pertinho de Porto Alegre – RS, o passeio foi rápido, mas deu para perceber que atrações não faltam por lá, tem museu de tudo que é coisa, museu do automóvel, museu da moda… e tem também as fábricas de chocolates.

As duas cidades, principalmente Gramado são bem românticas e nesse friozinho então, vale uma visita acompanhada de um cobertor de orelha ;)

Confiram a gordice que é o Café Colonial e algumas belezas de Gramado e Canela.

Onde fica?

Gramado

Canela

Fotos por Danyelle Fioravanti

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