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Dicas de Sobrevivência em Nova York

Nova York foi a cidade onde passei mais tempo fora do Brasil a turismo. Fui estudar em novembro do ano passado e não tirei o pé de Manhattan por 3 semanas, mesmo convivendo com os resquícios do Sandy.

Se por um lado não conheci toda a cidade, peguei bastante macete para aproveitar o melhor da cidade e pagar pouco.

Vamos lá:

METRÔ:

Metrô Nova York

Pode-se fazer tudo em NY de metrô ou a pé. O melhor é adquirir o Metrocard. Você pode comprar um passe semanal (US$ 28,00) ou mensal e usar quantas vezes você quiser. Nas linhas, cuidado com as linhas expressas. Tem pontos que elas não param. Veja pra onde você vai, os destinos em Manhatan são sempre divididos entre Downtown (Sul, lado do distrito financeiro) e Uptown (norte do Central Park e Harlem). É como o Corinthians – Palmeiras no metrô de São Paulo. Cuidado com os ratos também, tem muito. Apesar de falarem que só andam nos trilhos, teve gente que viu andando na plataforma. A parte mais legal são os artistas, de todo gênero, tocando a qualquer hora nas estações. Cada parade é uma boa surpresa musical.

SOBREVIVÊNCIA:

• 
Wi-fi: todo Starbucks tem de graça. Só se conectar no ATTwifi, aceitar autorização no browser e ficar usando. Se preferir, compre crédito no Skype.

• 
Cupons: É tudo caro para entrar, acima de US$ 20,00. Via de regra, procure os cupons; tem em hotel, em flyers de outras atrações e até gente distribuindo na Times Square. Vale a pena, porque você acaba economizando uns 5 dólares em cada. No final, sobra um bom dinheiro.

Comida: também achei cara. É regra deixar de 15% a 20% da conta para o garçom. Eles não incluem na conta, mas se você não deixar, eles olham muito feio pra você. O mesmo vale pra taxi – 10% está ótimo. Café da manhã é Starbucks, pelo menos pra mim. Mc Donald’s tem algumas opções boas, que você não precise comer ovo e bacon, e bem baratas. De resto, o que puder comprar em supermercado vai salvar seu orçamento.

MUSEUS:

Se você gostar de museus, tem que ir no Metropolitan. É gigantesco, de tirar o fôlego. De longe, o que mais gostei. Tem de múmia, templos egípcios inteiros até Van Gogh. Tem exposições geniais, na minha época teve uma do Andy Warhol, que mostra como ele inovou e influenciou outros artistas na pop art. Não fui no Guggenhein, mas o MoMA é excelente também. O Jardim das Esculturas é maravilhoso. Se for por lá, prefira começar do andar mais alto e ir descendo. Assim, se cansar, já viu a parte mais bacana. Eu fiz o contrário e me arrependi. Se não gostar de museus, ainda tem 2 dicas bacanas: tem que dar uma passada no Museu de História Natural e no Madame Trussauds, o museu de cera. Não são cansativos e você se diverte muito. Se for no Madame Trussauds, não perde o cinema dos Vingadores. 
Museus são todos pagos e caros, mas tem uma pegadinha: no Metropolitan e no Museu de História Natural, a entrada é por doação. Então, só dar um dólar que eles te dão a entrada. Os museus de arte tem sempre um dia que é de graça. No MoMA, é toda sexta depois das 5pm. É bem cheio e pra pegar o ingresso de graça tem uma fila de virar o quarteirão, mas que você não precisa se preocupar, porque ela anda muito, muito rápida. Se não me engano, o Guggenhein é no sábado. Eu fiquei louco para visitar o Intrepid Sea, Air and Space Museum, um porta-aviões em Manhattan com aviões de todos os tempos e até um ônibus especial, mas o Sandy tenha feito um bom estrago e só abriria em 2013. 

Nova York

Nova York

Nova York

Monet no MoMA, MET e o Museu de História Natural, onde não se deve passar a noite, de acordo com o filme 

BROADWAY / TIMES SQUARE:


Nova YorkÉ muvuca, mas é é uma experiência inesquecível, especialmente pelos luminosos. Até McDonalds, entrada de metrô, é tudo brilhante. Não esqueça de passar na loja do MMs (no norte da Times) e na ToysRUs, uma loja de brinquedos que tem tiranossauro, legos gigantes do Empire State, da Estátua, e até uma roda gigante de verdade. 
Se quiser assistir um show, é tudo bem caro, a minha dica é ir em dia da semana e procurar lá no meio da Times Square o TKTS. O teto da bilheteria é uma arquibancada paras pessoas olharem pra Times Square. Lá tem a maioria dos espetáculos com 50% de desconto (Chicago, Fantasma da Ópera, etc.).

Times Square Nova York

ATRAÇÕES GRATUITAS:

• Central Park: é monstruoso e você pode passar dias lá, mas evite à noite. Dizem que é um pouco perigoso, especialmente para mulheres. Visite a Basheda Fountain, que todo dia tem noiva tirando foto. Tem sempre gente cantando opera e dançando por ali. Se for no inverno, na parte sul tem o rink de patinação, mas é bem cheio. Tem outras opções de rink como o Rockfeller Plaza (na 5a Av.) e no Briant Park (também na 5a Av., atrás da Biblioteca Municipal).

Central Park Nova York

Central Park Nova York

Central Park: Gapstow Bridge e sessão de fotos de noivos na Basheda Fountain

• Grand Central Terminal: Estação central de trens e metrô em Manhattan. É a Luz de lá. O lugar é incrível, com um teto com constelações e uma Apple Store bem no meio, que é muito interessante de visitar. Está sempre cheia de gente passando, mas vale a pena parar meia hora lá e acompanhar o movimento e tirar fotos.
 Muitos filmes foram gravados lá.

Grand Central Terminal Nova York

Chinatown e Little Italy: Em uma tarde, você anda pelos 2 bairros e come bem. Chinatown é bem maior, e pra mim só valeu pelas ruas cheias de neon. Já a Little Italy é o Bixiga, só que saído do Poderoso Chefão. Vale parar pra comer lá, mas pode ser um pouco caro.
 De qualquer forma, é o lugar onde fui melhor atendido em NY. Os italianos são incomparáveis em simpatia.

Nova York

IMG_9670Chinatown & Little Italy

• Ponte do Brooklyn, Estátua da Liberdade, Wall Street e Memorial 9/11: está tudo em Downtown. Conselho: pegue um barco no Bryant Park e veja tudo. O memorial do WTC é bom passar na frente pra ver o que está acontecendo, na época que eu fui estava com problema por causa do Sandy. A Wall Street não tem nada de mais. 5 minutos andando em 2 quarteirões e tá tudo certo. Mesmo o Charging Bull, aquela estátua do touro, que fica para o sul de Wall Street não compensa, porque está sempre lotado de turista japonês em volta tirando foto segurando o saco do boi.
 A Brooklyn Bridge é um clássico, não pode deixar de visitar.

Nova York

Nova York

Estátua da Liberdade vista do barco e tudo o que você vai ver do Charging Bull, se tiver a mesma sorte que eu.

Sutton Place: é uma pracinha bem gostosa, mas minúscula, de frente para a Roosevelt Island. Achei bem bonito a vista de lá. É totalmente fora dos roteiros.

Nova York

• 5a Av.: Super lotado, ainda mais na época de natal. Tem várias lojas de grife mas a atração é o Rockfeller Center. É onde fica a famosa árvore de natal e sempre tem algo interessante ali na praça central. No natal é deslumbrante, com o rink de patinação em  frente à árvore. Dica, entra primeiro no prédio principal, desce pro subsolo, pega um café na Starbucks e depois passeia por lá.

Rockfeller Center Nova York

• Chryrsler Building: o prédio mais bonito de NY. É do lado da Grand Central, mas não tem nada pra fazer lá porque não dá pra entrar. Mas ele está presente o tempo inteiro na paisagem, o que garante várias belas fotos do skyline de Manhattan.

Nova York

• High Line: é meu lugar favorito de NY. Eles pegaram um Minhocão, mas que era uma linha de trem, e que estava abandonado, e transformaram em um parque, só deixando a vegetação crescer. Imperdível. Prefira a parte do sul, em Chelsea, e terminar o passeio no Chelsea Market.

Nova York

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• Harlem: eu não fui, mas o povo que foi se divertiu nas igrejas que tem lá. Falaram que vale o passeio e assistir um culto.

Roosevelt Island: não tem nada lá, mas tem uma bela vista de Manhattan. Se gostar de Friends, é onde a maioria das tomadas de Manhattan entre os quadros são feitas. Para chegar, é só pegar um teleférico perto da Bloomingdale’s.

Nova York

• St. Pratrick Cathedral:  eu tenho uma queda por igrejas, adoro visitar. E essa definitivamente não decepciona. É super bem localizada, na frente do Rockfeller Center. Você não perde tempo nenhum para visitar esse lugar.

PRÉDIOS e PASSEIOS:


• Empire State Building: o passeio é caro, mas vale a vista. A vista é incrível e o pessoal de todo o prédio é muito simpático e bem humorado. A arquitetura em Art Decó é um show à parte. Se quiser, só caminhar pelo saguão de graça já vale a pena.

Nova YorkDowntown visto do observatório no 86º andar do Empire State Building

Top of the Rock, o topo do Rockfeller Center: dizem que a vista é mais bonita que a do Empire State, mas não fui não achei necessário pagar para subir. Mas deve ser mesmo, por poder ver o Empire State na paisagem e por ser mais próximo do Central Park. De qualquer forma, se quiser ir nos dois lugares, acho que vale ir em um de dia e no outro à noite.

• ONU: está fora dos roteiros número 1, mas gostei demais do passeio lá. O prédio é meio zuado, tipo Brasília, mas a visita guiada é interessante, é quase uma palestra sobre a história deles. Se gostar de história ou guerras, é demais. O meu guia foi um sujeito do Congo.

Nova YorkA parada final da visita: o hall da Assembléia Geral

COMPRAS:

• Century 21: melhor lugar para economizar em Manhattan. Você pode ir lá no dia que estiver em Downtown.

Apple Store: a loja da Grand Central e a da 5a Av., do lado do Central Park, o famoso cubo de vidro, são imperdíveis. Tem uma no Chelsea também, se estiver passeando pelo sul da High Line. Todas tem wi-fi grátis.

Nova YorkCubo de vidro da Apple visto de dentro

Bloomingdale’s: não fui, mas parece ser interessante. Não sei como é o preço.

• Macy’s: a maior loja de departamentos do mundo. São 9 andares de loja. Vale a visita, mesmo se não for comprar nada. Pode almoçar por lá. No natal, as vitrines são grandes atrações. É do lado do Empire State. 
 Evite na Black Friday como você deve evitar a Times Square no Reveillon.

• B&H: se quiser comprar alguma coisa de fotografia, é o melhor lugar do mundo. Gigantesco e barato. Mas fecha aos sábados, porque é quase todo mundo judeu.

Algumas fotos da viagem:

Sandy Nova YorkLembranças do Sandy

Nova YorkNova YorkEm um único passeio em Downtown: Bolsa de Valores em Wall Street e Brooklyn Bridge

Nova York

Nova YorkExistem lembranças do 11/09 por toda Downtown

Nova YorkNova YorkCity Hall, também em Downtown, e o prédio da ONU

St. Patrick Cathedral Nova YorkSt. Patrick Cathedral

Nova YorkRoda gigante na famosa loja da Toy’sRus, na Times Square

Fotos e texto por Lucas Machado
@lucasmachado
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Arquivado em América do Norte, Destinos, Estados Unidos

Nova York de mochila

 

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Vim fazer post penetra para a galera do Levo na Mochila para que você, leitor deste blog tudo de bom, possa aproveitar Nova York dentro do seu orçamento! 

O primeiro passo é encontrar passagens que caibam na mochila, certo? Achei bem mais fácil fazer isso com o site Skyscanner, empresa de busca que passagens, recente no Brasil, que tem apresentado os melhores preços e horários  de vôos que eu já vi até hoje. Além de poder usar o buscador pelo seu computador, os caras fizeram um aplicativo incrível para celulares Android e iPhone também para iPad, que ajuda os viajantes a pesquisar e reservar o bilhete diretamente pelo app.   

O próximo passo é ter onde ficar, não é? Infelizmente NYC é salgada nos preços de hotel, mas achamos alternativas ótimas para vários estilos de mochileiros. A primeira é se jogar numa experiência com couchsurfing. As mochileiras aqui do blog já tiveram experiências ótimas em viagens por vários lugares, mas não fizemos em NYC. Porém, a experiência é sempre válida, pois os donos das casas normalmente estão abertos a conversar e te indicar lugares legais para realmente vivenciar a cidade. 

Time Square

Uma opção é achar um hostel/YMCA. YMCA é viável e tem a até quarto para uma pessoa, mas achei o uso do banheiro meio caótico e a cama desconfortável. Caso você não se importe com nada disso, dê uma olhada no Vanderbilt YMCA (224 E 44h St). 

Mas, a experiência em que eu me senti mais feliz foi a terceira: achar um hotel aconchegante e barato. Indico fortemente um hotelzinho chamado Hotel 31. Trata-se de um prédio restaurado e bem charmoso na 31st entre a Lexington e a Park Avenue.  É bem localizado e super limpo. Este também não tem banheiro dentro do quarto, mas isso não foi um problema: o banheiro compartilhado é bem legal, e pelo menos durante a minha experiência, pouco disputado.  

Estar na 31st é perfeito, pois o metrô está pertíssimo da 33rd x Park (linha 6, verde) e tem até uma opção de restô barato e gostoso logo na esquina da 31st com a Lexington para aquele dia em que você estiver querendo ficar pertinho da sua cama e sentindo vontade de comer algo com inspirações italianas– anotem: Vezzo

Agora, deixo alguns dos meus rolês preferidos em duas pontas de Manhattan. 

Em Downtown: 

Manhattan

Andando pelo Meat Packing District, não erre! Vá dar um passeio pelo High Line (entrada pela Gansevoort St.) e curtir um sol às margens do rio Hudson, confortavelmente instalado numa das espreguiçadeiras do lugar mais cool da cidade. Para quem não conhece, trata-se de um parque suspenso, construído numa antiga linha de trem. 

Dica: sempre que eu me programo para ir ao High Line, passo antes no Chelsea Market (75 9th Ave.) para comparar algumas gordices e, eventualmente, um livro ou revista. Para quem gosta de cookies o nome é Jacques Torres, o melhor do mundo! Já os amantes de brownie ficarão felizes em dar uma passada pela Fat Witch e suas milhares de opções de bolinhos (não me perguntem qual é o melhor, para mim, todos são bons). 

Quando der fome, se mande para o Village e vá ao The Spotted Pig (314 W 11th St) comer o hambúrguer com Roquefort, acompanhado de muita batatinha palito ($20)! 

Vá ao Harlem: 

Harlem

A paisagem do Harlem tem mudado bastante nos últimos tempos. Se você quiser subir e dar uma voltinha, pegue a linha 2  vermelha e suba  até a 125 st.- Lenox Avenue. Já nas imediações você encontrará o restaurante Red Rooster (310 Lenox Ave.). Para comer, se você for durante o almoço, recomendo o Helga’s Holiday Menu ($35).  

Gosta de Jazz? Aproveite para conhecer o Lenox Louge (288 Lenox Ave.), casa de lendas como Billie Holiday, Miles Davis, John Coltrane, etc. 

Essas são só algumas opções para você curtir bastante a sua viagem. Empolgados? Vamos ao primeiro passo: pesquisar as passagens para começar a organizar a mochila!

Texto de Isadora Calil – redatora convidada da Skyscanner

Fotos: @rafasilveira

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por | 2013/01/28 · 4:33 PM

Califórnia, TEDActive 2012

Na última semana tive a oportunidade de viver uma das experiências mais incríveis da minha vida. Fui convidada pela empresa que trabalho a participar do TEDActive em Palm Springs na Califórnia.

TEDActive é uma conferência que acontece em paralelo ao TED.

Tá, e o que é o TED? TED é uma conferência que nasceu nos EUA na década de 80, voltada para as áreas de Tecnologia, Entretenimento e Design e hoje reúne uma grande diversidade de ações que visam mudar o mundo, a partir do valor das ideias. Quando a gente fala sobre o TED é difícil explicar as proporções que as ideias ali espalhadas podem tomar, mas para vocês entenderem um pouquinho do que estou falando, aí vão alguns dados interessantes: o conteúdo que antes era exclusivo das pessoas que podiam pagar para participar da conferência (que não é nada barata), agora é publicado no site TED.com em vídeos de 3 a 18 minutos e traduzido para mais de 20 idiomas. Sem contar o movimento TEDx, que são eventos licenciados pelo TED, organizados de forma independente e voluntária, com o mesmo espírito de ideias que merecem ser espalhadas.  Os TEDx já acontecem em mais de 126 países e tem um potencial enorme de levar  ideias locais para o mundo e, o melhor, parte desses eventos são de graça ou de baixo custo. Para entender mais do que é o TED e o TEDx, super vale o play nesse vídeo aqui (lembrem de ativar a legenda).

Enfim, o TEDActive é onde esse bando de malucos envolvidos com o TEDx, traduções dos vídeos (também voluntários) e mais algumas pessoas que carregam esse espírito se encontram para, além de assistir as palestras, fazer conexões, falar de suas ideias e ações para mudar suas realidades locais e o mundo. É realmente coisa de doido!

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