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Pub Crawl em Madrid, uma experiência nos bares da capital espanhola

Não se assustem com a foto, foi bem mais tranquilo do que parece.

Nos primeiros dias em Madrid, acabava voltando para o hostel por volta das 21h (nesse horário o sol ainda brilha), pois ficava super cansada de tanto andar pela cidade. Em uma quinta-feira me animei e resolvi participar de um pub crawl organizado pelo hostel. Nunca havia participado de um antes e a ideia nem me atraia tanto, mas como estava sozinha, pensei que seria uma boa oportunidade de conhecer pessoas e um pouco da noite de Madrid.

Nesse dia precisei trocar de quarto, saindo de um para 4 pessoas e indo para um com 6. Eis que estou em minha habitação, quando meus novos companheiros de quarto abrem a porta. Eram 5 californianos. Por um minuto senti uma mistura de alegria e desespero. Fiquei meio tímida, conversei um pouco com os caras e sai do quarto. Quando voltei estavam todos de cueca se preparando para tirar uma soneca. Por dentro, reagi assim. Por fora, fingi que não vi, peguei minhas coisas e sai correndo. Sim, sou uma loser.

Mais tarde, descobri que os caras também iriam para o pub crawl. Por 15 euros iríamos para 2 bares e uma balada, com direito a 2 cervejas no primeiro bar, um drink no segundo e entrada free na balada. Primeira parada: o bar underground do Cat’s Hostel. Muito legal, parece uma caverna, a cerveja é gelada, a música é boa e as vezes rola até umas bandas tocando por lá. Também é um ótimo lugar para se hospedar. Segunda parada: Não lembro. Não por culpa das cervejas, mas é que o bar era muito comum, não tinha nada que chamasse atenção, então fiquei conversando com um monte de gente e esqueci de fotografar e anotar o nome do lugar. Aos leitores, minhas sinceras desculpas. Terceira parada: Kapital. Maior balada que vi na vida. São 7 andares, cada um com um tipo de música. Cheio de gente bonita. O problema de lá é que eu sempre pensava “O que será que está tocando na outra pista?” e não parava quieta. De acordo com os californianos, o problema era que apesar de ser um lugar bem turístico, todas as meninas em quem eles chegavam falando inglês, não davam a menor atenção a eles. Então, garotos, se querem se dar bem, arrisquem falar espanhol.

No final o pub crawl foi acima das minhas expectativas. Conheci gente de várias partes do mundo, ouvi muitas histórias, ri demais, dancei e até cantei “Ai se eu te pego”, que estava tocando por toda parte. Valeu muito a pena, recomendo!

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Eu, eu mesma e Madrid

Preciso dizer que mal comecei a viagem e já estou apaixonada. Vou tentar resumir em dois posts como aconteceu. Nesse primeiro, vou contar as coisas legais que vi e fiz na cidade durante o dia.

Após me despedir da família mais linda de Mallorca, tomei meu rumo em direção à Madrid. Ali acabava o suporte dos Valentincic e minha jornada independente começava. Do aeroporto eu deveria ir até a Puerta del Sol de metrô e então trocar de trem em direção a estação Antón Martín. Por alguma razão que desconheço, ao invés de fazer a troca, desci na estação Sol e fiquei zanzando pela praça com uma mochila de 10kg nas costas. Sabia que dava para ir andando da praça até o hostel, mas preferi não arriscar me perder (pois acontece sempre) carregando aquele peso todo. Então voltei para o metrô e finalmente desci na estação certa. Me hospedei no Mad Hostel, que fica pertinho da estação. Logo na recepção percebi porque o lugar tinha tantos reviews positivos de mulheres… acho que sonhei uns dois dias seguidos com o recepcionista. O quarto era minúsculo, mas no geral o ambiente era muito legal. Também dei sorte com meus roommates, nos dois primeiros dias dividi o quarto com a Tammy (uma garota de Taiwan apaixonada pelo Kaká que foi minha companheira e guia por um dia) e com o Edward (um cara britânico que me deu um ingresso para o museu Reina Sofia \o/).

Na manhã seguinte tomei aquele café da manhã esperto no hostel, peguei minha garrafinha de água e fui bater perna. Assim foram todos os meus dias em Madrid… andando, andando, andando. Apesar do sistema de metrô impecável, fiz quase tudo a pé.  A facilidade para se locomover foi a primeira coisa que despertou o meu amor pela cidade. Me perdia, me encontrava, quando me perdia pra valer pedia informação para as pessoas que foram muito amigáveis e essa foi a segunda coisa que me agradou: a receptividade! A terceira coisa que me fez feliz foram os preços. Almoçava bem por 7 euros, comprava Kebab na rua por 3 euros, vi blusinhas lindas em lojas (mas não comprei! #focada) por 4 euros, o transporte também era barato. Enfim, deu pra economizar legal :)

Com poucos euros e muita disposição, fui a muitos lugares. Nem vou comentar muito sobre os váaarios pontos turísticos da cidade, pois tem informações a respeito em tudo quanto é canto e quando vocês forem lá, vão dar de cara com todos eles. Vou falar mesmo sobre dois lugares que tiraram meu fôlego. O primeiro, foi o museu Reina Sofia. Na verdade, vale a pena comprar um bilhete promocional que dá direito também ao Prado e ao Thyssen-Bornemisza, mas foi no Reina Sofia que vi um quadro do Salvador Dalí pela primeira vez (e meu coração disparou) e é lá que está o Guernica, super painel pintado por Picasso representando o bombardeio sofrido pela cidade de Guernica, antiga capital basca, durante a Guerra Civil Espanhola, em abril de 1937. O segundo lugar que tirou meu fôlego, por incrível que pareça, foi um jardim… o Real Jardín Botánico de Madrid. Geralmente não é o tipo de coisa que me cativa, mas na tentativa de encontrar o Parque del Buen Retiro, acabei me perdendo (oi?) e parando nesse jardim. Estava meio vazio, então fui caminhando sozinha entre as flores, árvores, plantas, pensando na vida… até que no meio daquele calorão, ligaram os sprinkles e ao invés de correr, fiquei sentada em um banquinho olhando para tudo aquilo, com a água fresquinha na cabeça e do nada, como diz minha vó, “tampei a chorar”. Não sou muito emotiva, mas foi um momento TÂO feliz que não aguentei. Passei o dia todo lá escrevendo, tirando fotos, fazendo um piquenique. Ai que dia… suspiro só de lembrar. Recomendo!

Agora algumas fotos das minhas andanças em Madrid…

Fotos por: Fernanda Mendes

Publicado por: Fernanda Mendes

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Mallorca, um paraíso espanhol

Antes de chegar, tinha a impressão que Mallorca era pequena e meio natureba, primeiro engano. A ilha é beeem grande e tem de tudo, desde as facilidades de uma metrópole (só as facilidades, a poluição e trânsito não chegaram por lá) até a tranquilidade e belezas naturais. Mallorca tem praias incríveis como as de Illetes, Sant Elm, montanhas lindas a caminho de Valdemossa, sem contar o delicioso clima e culinária mediterrânea. Fiquei 4 dias em Palmanyola, na casa de amigos. O patriarca e os filhos são nativos da ilha, já a matriarca é italiana, mas vive em Mallorca há 20 anos. Tive muita sorte de poder conhecer Mallorca sob o olhar dos moradores, assim pude ir além do turismo e saber mais sobre o dia-a-dia, as histórias e os segredos do local. Agora Mallorca está passando por uma fase muito importante. Desde a morte de Franco, a Espanha recuperou a democracia e passou a retomar os dialetos que haviam sido banidos durante o regime de Franco. Há anos o Mallorquín passou a ser ensinado nas escolas, porém o governo espanhol há algum tempo vem tentando eliminar o dialeto novamente. A população está lutando contra, há laços com as cores da bandeira colocados em frente a estabelecimentos, escolas, igrejas como forma de protesto. Uma manifestação muito interessante está sendo organizada por diversos artistas locais. A Francesca Valentintic, a amiga que me hospedou com muuuito carinho, é escritora e foi convidada a participar dessa manifestação. Não vou contar agora como vai funcionar, pois ainda vai acontecer e não quero estragar a surpresa, só posso dizer que adoraria presenciar, pois vai ser muito bonita.

Agora fiquem com um gostinho desse paraíso espanhol.

Fotos por: Fernanda Mendes

Postado por: Fernanda Mendes

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