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Pub Crawl em Madrid, uma experiência nos bares da capital espanhola

Não se assustem com a foto, foi bem mais tranquilo do que parece.

Nos primeiros dias em Madrid, acabava voltando para o hostel por volta das 21h (nesse horário o sol ainda brilha), pois ficava super cansada de tanto andar pela cidade. Em uma quinta-feira me animei e resolvi participar de um pub crawl organizado pelo hostel. Nunca havia participado de um antes e a ideia nem me atraia tanto, mas como estava sozinha, pensei que seria uma boa oportunidade de conhecer pessoas e um pouco da noite de Madrid.

Nesse dia precisei trocar de quarto, saindo de um para 4 pessoas e indo para um com 6. Eis que estou em minha habitação, quando meus novos companheiros de quarto abrem a porta. Eram 5 californianos. Por um minuto senti uma mistura de alegria e desespero. Fiquei meio tímida, conversei um pouco com os caras e sai do quarto. Quando voltei estavam todos de cueca se preparando para tirar uma soneca. Por dentro, reagi assim. Por fora, fingi que não vi, peguei minhas coisas e sai correndo. Sim, sou uma loser.

Mais tarde, descobri que os caras também iriam para o pub crawl. Por 15 euros iríamos para 2 bares e uma balada, com direito a 2 cervejas no primeiro bar, um drink no segundo e entrada free na balada. Primeira parada: o bar underground do Cat’s Hostel. Muito legal, parece uma caverna, a cerveja é gelada, a música é boa e as vezes rola até umas bandas tocando por lá. Também é um ótimo lugar para se hospedar. Segunda parada: Não lembro. Não por culpa das cervejas, mas é que o bar era muito comum, não tinha nada que chamasse atenção, então fiquei conversando com um monte de gente e esqueci de fotografar e anotar o nome do lugar. Aos leitores, minhas sinceras desculpas. Terceira parada: Kapital. Maior balada que vi na vida. São 7 andares, cada um com um tipo de música. Cheio de gente bonita. O problema de lá é que eu sempre pensava “O que será que está tocando na outra pista?” e não parava quieta. De acordo com os californianos, o problema era que apesar de ser um lugar bem turístico, todas as meninas em quem eles chegavam falando inglês, não davam a menor atenção a eles. Então, garotos, se querem se dar bem, arrisquem falar espanhol.

No final o pub crawl foi acima das minhas expectativas. Conheci gente de várias partes do mundo, ouvi muitas histórias, ri demais, dancei e até cantei “Ai se eu te pego”, que estava tocando por toda parte. Valeu muito a pena, recomendo!

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Rock em Londres: dicas, lugares e experiências únicas

Morei em Londres um tempo, e lá descobri alguns lugares e bandas de rock incríveis.

Camden Town é com certeza o centro do rock e cultura alternativa em Londres. Fui algumas vezes a um bar chamado The Monarch, onde costumava ir nas noites de clássicos do heavy metal. Lá conheci o Matt, guitarrista de uma das bandas covers da casa, que também tem outra banda, com músicas próprias, chamada Voodoo Six. Descobri tempos depois que essa banda participou de um dos maiores festivais de metal na Europa, o Download Festival (antigo Donington Festival), tocando com gigantes como Slash e Nightwish. Esse é um dos charmes da cena rock de Londres: você pode conhecer essas pessoas e histórias em um pub num canto qualquer.

Esse é o Angel, meu amigo mexicano, esperando a banda depois de Fish and Chips e algumas Pints (Pint é o chopp dos britânicos).

Decoração non-sense do The Monarch.

Outro bar interessante, que tem baladas para todas as vertentes do rock, é o Electric Ballroom. É um lugar incrível para shows: é pequeno, então é possível assistir ao show de qualquer canto do lugar. Vi o show o Hammerfall lá, em frente ao palco, sem problemas. Surtei no show: não acreditava que estava vendo a banda tão de perto, sem problemas de ser engolida pela galera (o pessoal se comportou mais do que no Brasil).

Rock em Londres é isso: Hammerfall pertinho do palco no Electric Ballroom.

A Wembley Arena e o Wembley Stadium também sempre tem shows de rock, mas nesse caso, são os maiores shows, como Foo Fighters, Alice Cooper ou Bon Jovi. Consegui ver o show do Dream Theater lá, com direito a conhecer os caras e dar uma de tiéte. Procure por VIP Packages se você estiver em Londres, e querendo uma noite de rock com a sua banda favorita. Várias bandas tem ingressos especiais que dão direito ao backstage. Quem normalmente vende esse ingresso especial é a empresa Vip Nation. Mas, entenda se além do ingresso especial para conhecer a banda é preciso comprar também o ingresso para o show.

Pessoal esperando para conhecer a banda.

Tiéte mor de Dream Theater. Show no Wembley Arena, em 2009.

Uma dica final para descobrir a cena rock em Londres é: vá para Candem e converse com as pessoas. Tem um pessoal muito interessante, engajado no rock, que com certeza pode te ajudar a encontrar os lugares legais.

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Eu, eu mesma e Madrid

Preciso dizer que mal comecei a viagem e já estou apaixonada. Vou tentar resumir em dois posts como aconteceu. Nesse primeiro, vou contar as coisas legais que vi e fiz na cidade durante o dia.

Após me despedir da família mais linda de Mallorca, tomei meu rumo em direção à Madrid. Ali acabava o suporte dos Valentincic e minha jornada independente começava. Do aeroporto eu deveria ir até a Puerta del Sol de metrô e então trocar de trem em direção a estação Antón Martín. Por alguma razão que desconheço, ao invés de fazer a troca, desci na estação Sol e fiquei zanzando pela praça com uma mochila de 10kg nas costas. Sabia que dava para ir andando da praça até o hostel, mas preferi não arriscar me perder (pois acontece sempre) carregando aquele peso todo. Então voltei para o metrô e finalmente desci na estação certa. Me hospedei no Mad Hostel, que fica pertinho da estação. Logo na recepção percebi porque o lugar tinha tantos reviews positivos de mulheres… acho que sonhei uns dois dias seguidos com o recepcionista. O quarto era minúsculo, mas no geral o ambiente era muito legal. Também dei sorte com meus roommates, nos dois primeiros dias dividi o quarto com a Tammy (uma garota de Taiwan apaixonada pelo Kaká que foi minha companheira e guia por um dia) e com o Edward (um cara britânico que me deu um ingresso para o museu Reina Sofia \o/).

Na manhã seguinte tomei aquele café da manhã esperto no hostel, peguei minha garrafinha de água e fui bater perna. Assim foram todos os meus dias em Madrid… andando, andando, andando. Apesar do sistema de metrô impecável, fiz quase tudo a pé.  A facilidade para se locomover foi a primeira coisa que despertou o meu amor pela cidade. Me perdia, me encontrava, quando me perdia pra valer pedia informação para as pessoas que foram muito amigáveis e essa foi a segunda coisa que me agradou: a receptividade! A terceira coisa que me fez feliz foram os preços. Almoçava bem por 7 euros, comprava Kebab na rua por 3 euros, vi blusinhas lindas em lojas (mas não comprei! #focada) por 4 euros, o transporte também era barato. Enfim, deu pra economizar legal :)

Com poucos euros e muita disposição, fui a muitos lugares. Nem vou comentar muito sobre os váaarios pontos turísticos da cidade, pois tem informações a respeito em tudo quanto é canto e quando vocês forem lá, vão dar de cara com todos eles. Vou falar mesmo sobre dois lugares que tiraram meu fôlego. O primeiro, foi o museu Reina Sofia. Na verdade, vale a pena comprar um bilhete promocional que dá direito também ao Prado e ao Thyssen-Bornemisza, mas foi no Reina Sofia que vi um quadro do Salvador Dalí pela primeira vez (e meu coração disparou) e é lá que está o Guernica, super painel pintado por Picasso representando o bombardeio sofrido pela cidade de Guernica, antiga capital basca, durante a Guerra Civil Espanhola, em abril de 1937. O segundo lugar que tirou meu fôlego, por incrível que pareça, foi um jardim… o Real Jardín Botánico de Madrid. Geralmente não é o tipo de coisa que me cativa, mas na tentativa de encontrar o Parque del Buen Retiro, acabei me perdendo (oi?) e parando nesse jardim. Estava meio vazio, então fui caminhando sozinha entre as flores, árvores, plantas, pensando na vida… até que no meio daquele calorão, ligaram os sprinkles e ao invés de correr, fiquei sentada em um banquinho olhando para tudo aquilo, com a água fresquinha na cabeça e do nada, como diz minha vó, “tampei a chorar”. Não sou muito emotiva, mas foi um momento TÂO feliz que não aguentei. Passei o dia todo lá escrevendo, tirando fotos, fazendo um piquenique. Ai que dia… suspiro só de lembrar. Recomendo!

Agora algumas fotos das minhas andanças em Madrid…

Fotos por: Fernanda Mendes

Publicado por: Fernanda Mendes

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Mallorca, um paraíso espanhol

Antes de chegar, tinha a impressão que Mallorca era pequena e meio natureba, primeiro engano. A ilha é beeem grande e tem de tudo, desde as facilidades de uma metrópole (só as facilidades, a poluição e trânsito não chegaram por lá) até a tranquilidade e belezas naturais. Mallorca tem praias incríveis como as de Illetes, Sant Elm, montanhas lindas a caminho de Valdemossa, sem contar o delicioso clima e culinária mediterrânea. Fiquei 4 dias em Palmanyola, na casa de amigos. O patriarca e os filhos são nativos da ilha, já a matriarca é italiana, mas vive em Mallorca há 20 anos. Tive muita sorte de poder conhecer Mallorca sob o olhar dos moradores, assim pude ir além do turismo e saber mais sobre o dia-a-dia, as histórias e os segredos do local. Agora Mallorca está passando por uma fase muito importante. Desde a morte de Franco, a Espanha recuperou a democracia e passou a retomar os dialetos que haviam sido banidos durante o regime de Franco. Há anos o Mallorquín passou a ser ensinado nas escolas, porém o governo espanhol há algum tempo vem tentando eliminar o dialeto novamente. A população está lutando contra, há laços com as cores da bandeira colocados em frente a estabelecimentos, escolas, igrejas como forma de protesto. Uma manifestação muito interessante está sendo organizada por diversos artistas locais. A Francesca Valentintic, a amiga que me hospedou com muuuito carinho, é escritora e foi convidada a participar dessa manifestação. Não vou contar agora como vai funcionar, pois ainda vai acontecer e não quero estragar a surpresa, só posso dizer que adoraria presenciar, pois vai ser muito bonita.

Agora fiquem com um gostinho desse paraíso espanhol.

Fotos por: Fernanda Mendes

Postado por: Fernanda Mendes

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Estudando e conhecendo a Irlanda II

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Hello, mochileiros!

Agora que vocês já conhecem a Isa e os primeiros desafios de um intercâmbio, é hora de abrir aquela lata de Guinness, encostar um pouquinho na poltrona e relaxar, curtindo boas dicas de passeios pela Europa e as incríveis fotos que a Isa reservou pra gente.

Let’s?

 Vivendo na Irlanda: dicas de passeios e viagens

 Oi, pessoal!

No meu primeiro post para o blog, compartilhei os aspectos iniciais da minha experiência de intercâmbio: o que motivou escolher a Irlanda, primeiras impressões, como conciliar trabalho e estudo, etc.

Agora, vou abordar um assunto que costuma ser de interesse geral: dicas de passeios e viagens. Pois, acredito que tão importante quanto o objetivo profissional ou acadêmico de um intercâmbio é o privilégio de descobrir e vivenciar outras culturas, além das amizades que você vai construindo no caminho.

Dicas: viagens 

Comecei a viajar após encontrar minha residência “fixa”. Com a rotina intensa de trabalho e estudo, restava os finais de semana e feriados para espairecer, viajar e conhecer a cidade, já que estava “reservando” as férias para a visita do Bruno, meu namorado.

Então, como não tinha muitos dias, foquei em conhecer as principais cidades e aquelas que sempre tive um interesse especial, como Roma (sonho), Barcelona, Londres e Praga. Faltou ainda vários destinos (Turquia e Croácia, quero muito!). Mas, a vida continua e terão outras oportunidades.

Enfim, vamos às dicas. Quando comecei a pesquisar fiquei impressionada com a facilidade de viajar pela Europa. As passagens são muito mais acessíveis e é possível encontrar promoções inacreditáveis. As principais dicas são: pesquisar com antecedência, planejar, e para poupar ainda mais, procurar sempre levar bagagem de mão.

Quando me registrei na imigração da Irlanda, recebi uma carteirinha, chamada GNIB, que é praticamente um visto de entrada nos outros países europeus. Eu digo praticamente porque, se não tiver um passaporte europeu, de qualquer maneira é necessário pegar a fila de Cidadãos Estrangeiros (Non-EU) para permitirem sua entrada no país. Mas, com a carteirinha costuma ser bem mais tranquilo.

Como Dublin fica em uma ilha, não viajei muito de trem (acho que só peguei trem de Düsseldorf para Colônia, na Alemanha, e para Galway, uma cidade linda na Irlanda). Então, o jeito era pesquisar frequentemente nos sites das duas principais companhias aéreas low cost que operam em Dublin: Aer lingus e Ryanair.

Aer lingus

Começou a voar na Irlanda em 1936 e hoje é uma das principais companhia aérea de baixo custo. Costumo dizer que ela é a prima melhorada da Ryanair, pois os aviões são um pouco melhores, mais espaçosos, o limite de bagagem de mão é maior e é possível reservar o assento com antecedência.

Ryanair

A Ryanair é mais nova, fundada em 1985. A empresa cresceu rapidamente e se tornou a maior companhia aérea de baixo custo da Europa. As passagens na Ryanair costumam ser absurdamente baratas, mas é preciso levar em consideração alguns aspectos: a companhia opera em aeroportos mais distantes, o que no final poderá encarecer a viagem em função do traslado. O limite de bagagem de mão é também um pouco menor e eles não reservam o assento com o antecedência, o que costuma ser engraçado, pois forma uma bagunça básica antes de entrar no avião.

Resumindo

Apesar da Aer lingus geralmente ser mais cara, vale a pena sempre pesquisar nas duas companhias. Até porque a Aer linguns opera em algumas cidades que a Ryanair não vai, como Amsterdam, por exemplo.

Onde ficar

Viajar pela Europa costuma ser sinônimo de se hospedar em hostels. Excluindo Varsóvia e Colônia, cidades que fui super bem recebida por queridos amigos, nas outras cidades que visitei o esquema foi hostel ou hotel de médio/baixo custo mesmo. Utilizei muito o site Hostel World que indica as principais acomodações de acordo com os critérios de busca.

Para a decisão final, eu levava sempre em consideração os comentários e avaliações das pessoas no site e a localização. De maneira geral, consegui me hospedar em hostels e hotéis muito simpáticos.

Dicas: o que fazer em Dublin 

Não é só de viagem que é feito um intercâmbio. Descobrir a cidade que você mora também é um privilégio. A seguir, vou compartilhar algumas dicas do que fazer em Dublin, a partir da minha experiência pessoal, é claro.

Conhecendo a cidade 

Como na maioria das cidades da Europa, em Dublin existe um rio principal que corta a cidade ao meio. Esse rio chama-se é Liffey e é sobre a O’Connell Bridge que fica o ponto central da capital da Irlanda.

Portanto, Dublin é dividida em duas partes: lado norte do Rio Liffey e lado sul do Rio. Não existe CEP na cidade. As regiões são divididas em números sendo o lado norte os números ímpares e o lado sul os pares. As regiões 1, 2, 7 e 8 são as mais centrais. Confira o mapa abaixo para entender melhor.

Considero Dublin uma cidade jovem e animada. Mas, essa é a impressão de quem não passou pelo frio mais intenso (morei na cidade de fevereiro ao final de setembro, justamente para fugir do inverno). Então, nesse período, os pubs estão sempre abertos e com música ao vivo. Só um detalhe: a maioria dos estabelecimentos fecham às três da manhã, incluindo as baladas.

Além dos famosos pubs, vale ainda citar o famoso St. Patrick’s Day, quatro dias de festa em março que dão às ruas de Dublin uma atmosfera de Carnaval.

Ok, a cidade é legal, tem coisas interessantes… Mas, o que fazer, exatamente?

 

Layout da cidade

 

Pontos turísticos

  1. Fábrica da Guinness | Eu adoro Guinness e gostei bastante do tour, que conta todo o processo de fabricação da cerveja. Sem falar que a loja com produtos é a maior de Dublin. 
  1. Phoenix Park | É considerado o maior parque fechado da Europa. Vale a pena conhecer. 
  1. Trinity College | Essa Universidade foi fundada praticamente na época do descobrimento do Brasil. O lugar é incrível e vale a visita. Os prédios internos são lindos.
  1. O’Connell St. | É a principal rua de Dublin e onde tem o Spire, uma “agulha” gigante. É cheia de lojas e sempre fica lotada. 
  1. Grafton St. | Os brasileiros chamam de a “Oscar Freire” de Dublin, mas sinceramente acho que tem muito menos lojas bacanas que a nossa representante hehe. Mas ainda assim, vale a caminhada, por ficar em uma região muito bonita de Dublin. 
  1. Stephen’s Green Park | Depois de passear na Grafton St., aproveite e dê uma passada no Stephen’s Green que fica logo no final da rua. 
  1. The Irish Museum of Modern Art | O museu é sensacional e com muitas obras bacanas. O acesso também é fácil, pelo Luas, espécie de metrô que anda nas ruas da cidade.
  1. Old Jameson Distillery | A Irlanda é a terra da Guinness, mas quem gosta de whiskey não irá se decepcionar.

Pubs e comidinhas 

  1. The PorterHouse | É um pub muito bacana, com fabricação própria de cerveja e possui ainda diversos rótulos de cervejas especiais. Toda noite tem música ao vivo. São três casas na cidade, mas a melhor é o da região do Temple Bar.
  1. The Tempe Bar | É o pub mais popular de Dublin, cheio de turistas. Mas, isso não o torna ruim. Pelo contrário, o bar é muito animado, com música ao vivo (rock e pop) toda hora e ainda é uma graça. Vale a pena conhecer. 
  1. Cafe en Seine | A decoração é linda, e até às 22h funciona um restaurante bom também. Ele é mais no esquema baladinha, ótimo para dançar. 
  1. Johnnie Fox’s | Não é só um pub… É uma experiência! É considerado o pub mais antigo de Dublin, a decoração é bem tradicional e eles fazem shows de música e dança típica. Por ser afastado do centro, possuem serviço de transporte que sai dos principais hotéis de Dublin. 
  1. The Queen of Tarts | Tem os melhores doces e tortas do mundo!!! O lugar é muito fofo, parece uma casa da vó. 
  1. Dakota Bar | É um pub digamos mais “playboyzinho”. Toca músicas conhecidas e vai um pessoal mais arrumado. O ambiente é uma delícia, assim como as bebidas. 
  1. Howl at the moon | Costumava ir nessa baladinha com minha flatmate da Inglaterra. É um dos lugares favoritos dos moradores da cidade, sendo mais difícil encontrar brasileiros (pelo menos quando fui).

É obvio que não podia esquecer da famosa Dicey’s, pub/baladinha que anima as terças dos brasileiros com bebidas por apenas dois euros e o Fitzsimons, sempre o fim de festa de quem mora no centro de Dublin. Também gostava muito do The Mezz, um pub mais alternativo. Ah, a maioria dos pubs tem restaurante, mas não tenho tantas dicas de onde comer simplesmente porque não gostava muito da comida e cozinhar em casa sempre é mais econômico.

Depois de tantas experiências, viagens e descobertas, qual seria o principal aprendizado do meu intercâmbio? Confiram no próximo post. Até mais!

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Estudando e conhecendo a Irlanda

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Hoje começa o ‘Isa na Irlanda’ aqui no Levo na Mochila. Uma série de posts sobre intercâmbio na Irlanda, com ótimas dicas da Isa.

Quem é a Isa?

Vocês vão descobrir nesse post, que está uma delícia de ler. Enjoy! :)

Irlanda no maps

“Fazer intercâmbio é também perder-se”

Oi, pessoal!

Aqui é a Isa, trabalho com as meninas na Educartis e fique super honrada ao receber o convite para colaborar com o blog. O motivo do convite? Fiz um intercâmbio de sete meses para a Irlanda no ano passado e continuei trabalhando para a Educartis de lá! A experiência por si só converge bastante com a proposta do blog e espero poder compartilhar um pouquinho dessa vivência e algumas dicas bacanas também.

Chega de enrolação e vamos ao que interessa. Por que morar em outro país? Por que a Irlanda? E por que continuar trabalhando e não aproveitar integralmente a vida e os mil pubs que o país oferece? Pois bem,  vamos lá!

Para responder a primeira questão, precisei resgatar um pouco minha infância e adolescência. Sou de uma geração (tenho 24 anos) que cresceu com a influência da importância de um intercâmbio na vida/carreira. Essa influência, somada a um desejo natural e inquietação que eu tinha de querer conhecer outras realidades, fizeram com que desde de sempre sentisse uma necessidade de morar fora do Brasil. Uma coisa até meio sem explicação. Parecia que minha vida só estaria completa (!) se eu passasse por isso.

Mas, as coisas nem sempre saem como esperado. Minha mãe não tinha recursos para subsidiar minha viagem na época. E ao passar na faculdade, esse sonho foi ficando cada vez mais distante, mas ainda presente.

Após me formar, surgiu a oportunidade de trabalhar na Educartis, uma empresa única que acredita no modelo de trabalho à distância. Mais que home office, adotamos o modelo “Anywhere Office”. Você leva o trabalho com você, na sua mochila, para onde quiser.

Eu sou uma pessoa bastante cética, mas essa oportunidade foi a definição de que o Universo conspira quando realmente queremos algo. Poder trabalhar à distância + desejo de fazer intercâmbio? O que eu estava esperando, né?

Por que a Irlanda?

Como o objetivo do meu intercâmbio foi aperfeiçoar o nível do meu inglês, a principal dúvida que surgiu no começo foi onde morar: Estados Unidos, Europa, África do Sul ou Austrália/Nova Zelândia? E foi então e comecei a pesquisar diariamente e exaustivamente para definir a opção que melhor se encaixasse às minhas necessidades. Para isso, criei alguns critérios de decisão:

  1. Uma cidade com um fuso-horário não tão diferente, por conta de continuar trabalhando para uma empresa no Brasil;
  2. Uma cidade não tão grande, por estar acostumada à vida no interior;
  3. Um lugar que possibilitasse fazer a maioria das coisas a pé (sim, isso era importante para mim!);
  4. Uma escola conceituada, mas acessível;
  5. Um investimento inicial relativamente baixo, já que banquei toda minha viagem e ninguém aqui ganhou na Mega Sena, né!

E foi aí que entre todas as opções, Dublin, na Irlanda, mostrou-se a melhor! Sempre tive muito interesse em morar na Europa, e como a Inglaterra é um pouco mais burocrática e com um custo de vida muito maior, a opção de morar em Dublin mostrou-se super acertada. Mas, como disse, vale a pena criar os seus critérios de escolha, e basear sua busca a partir deles.

Chegada: primeiras impressões

Primeiro dia na Irlanda. Primeira impressão: que frio! Cheguei no final de fevereiro e os resquícios do inverno ainda estavam fortes. Mas, que delícia! A primeira coisa que fiz foi tirar meu casaco e sentir aquele vento e tudo de novo que ele trazia.

Fiquei uma semana em casa de família, uma experiência ótima. Aproveitei esse período para buscar um apartamento central e próximo a minha escola. Para encontrar o apartamento, utilizei um site muito confiável e utilizado por intercâmbistas e moradores, chamado Daft.ie. Em duas semanas já tinha casa nova, morava há 8 minutos a pé da minha escola e com uma menina de Liverpool que tornou-se uma grande amiga. Considero fundamental a oportunidade de morar com alguém de outra nacionalidade.

Acredito que por querer tanto fazer um intercâmbio na minha vida, não foquei muito nos pequenos problemas do dia-a-dia. Eu achava tudo muito legal e usava os deslizes como aprendizado. Peguei o ônibus errado? E daí, aproveita para conhecer a cidade! Não gosta da comida? Aprende a cozinhar! O famoso “se vira” tem que ser incorporado integralmente em uma experiência como essa.

É difícil condensar tantas impressões nos primeiros meses de intercâmbio. Tentarei compartilhar em alguns tópicos:

  1. Pessoas: os irlandeses são extremamente abertos e festivos. Pub, música e cerveja para eles é como o nosso futebol: uma paixão nacional. É muito difícil encontrar um pub sem música ao vivo. Isso traz uma energia muito boa para a cidade.
  2. Cultura: estamos na Europa, então fica um pouco redundante falar em cultura. Dublin tem muitas opções: festivais ao ar livre, museus, parques…
  3. Cidade: Dublin pode não ser a primeira opção para muitos em termos de turismo (há outras cidades na Europa com muito mais apelo para isso). Mas, gostei bastante da minha escolha. Bonita, organizada e com um charme europeu natural, Dublin pode parecer um pouco cinzenta à primeira vista, mas quem dá uma chance para a cidade poderá descobrir novas cores. Ah, e engana-se quem pensa que tudo funciona 24 horas. Quem é de São Paulo ou outra grande capital brasileira poderá estranhar um pouco isso.
  4. Escola: estudei na Isi Ireland e gostei bastante. Professores ótimos, atmosfera boa e um grupo bastante multicultural (eles procuravam diversificar bastante a sala).
  5. Saudade: para mim, o principal obstáculo da viagem. Mas, o Skype foi meu melhor amigo nesses momentos. Outra dica é verificar a possibilidade de alguns encontros. Viajei bastante com amigos do Brasil, meu namorado foi me visitar no meio do intercâmbio e encontrei minha mãe em Berlin.
  6. Pontos negativos: claro que nem tudo são flores. Além da já citada “saudade”, há um grupo xenófobo que às vezes amedronta imigrantes, principalmente à noite. Como em qualquer cidade, é fundamental ter cuidado e voltar para casa sempre com amigos. Outro ponto negativo, na minha opinião, é que a cidade foi tomada por brasileiros!

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Retrô: Vacanze Italiane


Para ler ouvindo: Mike Patton’s Mondo Cane – Il Cielo In Una Stanza

Há muitas viagens marcantes que as mochileiras aqui fizeram B.L.M (before Levo na Mochila). Alguns dias atrás estavamos lembrando de duas em especial, que cada uma fez no ano passado quase na mesma época. Concluímos que elas mereciam um post, afinal ricordare è vivere. Aqui vai um pouquinho da minha!

Em agosto de 2010 passei dez dias de férias na Itália. Poucos dias para conhecer tanta coisa, mas o Mattia (meu amigo italiano que já apareceu aqui ) e eu fizemos o milagre da multiplicação do tempo e conseguimos visitar muitos lugares. Passamos por Mantova, Lago di Garda, Cinque Terre, Pisa, Siena (infelizmente perdemos o Palio)Roma e várias cidadezinhas que admito não lembrar o nome.

Foi a primeira vez que saí do Brasil e desde pequena, por conta das aulas de história e do cinema, a Itália era um dos lugares que sonhava em conhecer. Imaginem como estava meu coração ao ver de perto o Colosseo, o Foro Romano, a Torre di Pisa… Me beliscava, esfregava os olhos e ainda assim parecia que aquilo tudo não era de verdade. No dia que visitei a Fontana di Trevi, tive que me conter para não fazer a Sylvia Rank e não cair na água gritand“Marcello, come here!”

Para os turistas, a Itália é um paraíso para os olhos e especialmente para o paladar!

Quero muito voltar, terminar de desbravar o país e fazer um especial Levo na Lancheira. Por enquanto, me contento com as lembranças.

Tem mais fotos, bebe.

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