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Jantar tipicamente Romano no Roma Sparita

É impossível não falar de comida quando se fala da Itália. Mas, bem diferente do menu “italiano” do Brasil, o tipo de comida em cada região da Itália varia muito. Em Roma, o meu restaurante favorito onde é possível encontrar comida tipicamente Romana, é o Roma Sparita.

O restaurante tem cara de restaurante de família e os garçons são extremamente gentis. Os pratos mais tradicionais custam por volta de €13.00, então se você só ficar no prato principal e água, não vai gastar muito. Mas, se você quiser fazer um baquete com o menu italiano completo, o valor sobe para €60.00 por pessoa.

A minha entrada favorita é Fiori di Zucca, muito comum em toda a Itália. É a flor de abobrinha recheada com mussarela de bufala, um toque de anchova, empanada e frita. É crocante por fora e bem macia por dentro. Não tem gosto forte de anchova, é bem delicada.

Comida Italiana: Fiori di Zucca

Outra entrada muito boa é o Carcioffo alla Giudia (alcachofra à moda judia). É a alcachofra toda frita,  não só o miolo. Pode comer as folhas sem procupação, elas ficam crocantes.

Comida Típica Romana: Alcachofra à moda judia

O prato principal é o Cacio e Pepe, um macarrão com queijo típico da região (Cacio) e pimenta preta (Pepe) , numa casquinha de parmesão. O prato custa €13.00.

Cacio e Pepe

Prato típico de Roma: Cacio e Pepe

Além do Cacio e Pepe, também gostei muito da pasta com funghi e pasta com alcachofra. Da última vez a Gigi, minha amiga, foi quem pediu esse prato.

Comida italiana: Massa com alcachofra

Comida italiana: Massa com alcachofra

Eu pedi um peito de frango com molho de limão Siciliano, acompanhado de chicória cozida com manteiga.

Comida italiana: Frango com molho de limão siciliano

Comida italiana: Frango com molho de limão siciliano

Se você estiver no ânimo para a sombremesa, pode ir no Tiramissu sem receio! O meu acabou rápido demais, nem deu tempo pra foto :O

Comer em Roma

Gigi e Hirochi bons de garfo.

Minha última dica é fazer a reserva algumas horas antes de aparecer por lá, por que o lugar sempre está lotado.

Endereço: Piazza di Santa Cecilia, 24 – Trastevere

Telefone: +39 06 58363165  ou +39 06 5800757

Quer mais dicas para sua viagem a Roma? Confira o posts anteriores:

1. 10 dicas de viagem essenciais para Roma

2. Sobremesa: O melhor gelato do mundo está em Roma

3. Café da manhã italiano

Você foi pra Roma e tem dicas pra dar? Conta pra gente!

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Dicas de Sobrevivência em Nova York

Nova York foi a cidade onde passei mais tempo fora do Brasil a turismo. Fui estudar em novembro do ano passado e não tirei o pé de Manhattan por 3 semanas, mesmo convivendo com os resquícios do Sandy.

Se por um lado não conheci toda a cidade, peguei bastante macete para aproveitar o melhor da cidade e pagar pouco.

Vamos lá:

METRÔ:

Metrô Nova York

Pode-se fazer tudo em NY de metrô ou a pé. O melhor é adquirir o Metrocard. Você pode comprar um passe semanal (US$ 28,00) ou mensal e usar quantas vezes você quiser. Nas linhas, cuidado com as linhas expressas. Tem pontos que elas não param. Veja pra onde você vai, os destinos em Manhatan são sempre divididos entre Downtown (Sul, lado do distrito financeiro) e Uptown (norte do Central Park e Harlem). É como o Corinthians – Palmeiras no metrô de São Paulo. Cuidado com os ratos também, tem muito. Apesar de falarem que só andam nos trilhos, teve gente que viu andando na plataforma. A parte mais legal são os artistas, de todo gênero, tocando a qualquer hora nas estações. Cada parade é uma boa surpresa musical.

SOBREVIVÊNCIA:

• 
Wi-fi: todo Starbucks tem de graça. Só se conectar no ATTwifi, aceitar autorização no browser e ficar usando. Se preferir, compre crédito no Skype.

• 
Cupons: É tudo caro para entrar, acima de US$ 20,00. Via de regra, procure os cupons; tem em hotel, em flyers de outras atrações e até gente distribuindo na Times Square. Vale a pena, porque você acaba economizando uns 5 dólares em cada. No final, sobra um bom dinheiro.

Comida: também achei cara. É regra deixar de 15% a 20% da conta para o garçom. Eles não incluem na conta, mas se você não deixar, eles olham muito feio pra você. O mesmo vale pra taxi – 10% está ótimo. Café da manhã é Starbucks, pelo menos pra mim. Mc Donald’s tem algumas opções boas, que você não precise comer ovo e bacon, e bem baratas. De resto, o que puder comprar em supermercado vai salvar seu orçamento.

MUSEUS:

Se você gostar de museus, tem que ir no Metropolitan. É gigantesco, de tirar o fôlego. De longe, o que mais gostei. Tem de múmia, templos egípcios inteiros até Van Gogh. Tem exposições geniais, na minha época teve uma do Andy Warhol, que mostra como ele inovou e influenciou outros artistas na pop art. Não fui no Guggenhein, mas o MoMA é excelente também. O Jardim das Esculturas é maravilhoso. Se for por lá, prefira começar do andar mais alto e ir descendo. Assim, se cansar, já viu a parte mais bacana. Eu fiz o contrário e me arrependi. Se não gostar de museus, ainda tem 2 dicas bacanas: tem que dar uma passada no Museu de História Natural e no Madame Trussauds, o museu de cera. Não são cansativos e você se diverte muito. Se for no Madame Trussauds, não perde o cinema dos Vingadores. 
Museus são todos pagos e caros, mas tem uma pegadinha: no Metropolitan e no Museu de História Natural, a entrada é por doação. Então, só dar um dólar que eles te dão a entrada. Os museus de arte tem sempre um dia que é de graça. No MoMA, é toda sexta depois das 5pm. É bem cheio e pra pegar o ingresso de graça tem uma fila de virar o quarteirão, mas que você não precisa se preocupar, porque ela anda muito, muito rápida. Se não me engano, o Guggenhein é no sábado. Eu fiquei louco para visitar o Intrepid Sea, Air and Space Museum, um porta-aviões em Manhattan com aviões de todos os tempos e até um ônibus especial, mas o Sandy tenha feito um bom estrago e só abriria em 2013. 

Nova York

Nova York

Nova York

Monet no MoMA, MET e o Museu de História Natural, onde não se deve passar a noite, de acordo com o filme 

BROADWAY / TIMES SQUARE:


Nova YorkÉ muvuca, mas é é uma experiência inesquecível, especialmente pelos luminosos. Até McDonalds, entrada de metrô, é tudo brilhante. Não esqueça de passar na loja do MMs (no norte da Times) e na ToysRUs, uma loja de brinquedos que tem tiranossauro, legos gigantes do Empire State, da Estátua, e até uma roda gigante de verdade. 
Se quiser assistir um show, é tudo bem caro, a minha dica é ir em dia da semana e procurar lá no meio da Times Square o TKTS. O teto da bilheteria é uma arquibancada paras pessoas olharem pra Times Square. Lá tem a maioria dos espetáculos com 50% de desconto (Chicago, Fantasma da Ópera, etc.).

Times Square Nova York

ATRAÇÕES GRATUITAS:

• Central Park: é monstruoso e você pode passar dias lá, mas evite à noite. Dizem que é um pouco perigoso, especialmente para mulheres. Visite a Basheda Fountain, que todo dia tem noiva tirando foto. Tem sempre gente cantando opera e dançando por ali. Se for no inverno, na parte sul tem o rink de patinação, mas é bem cheio. Tem outras opções de rink como o Rockfeller Plaza (na 5a Av.) e no Briant Park (também na 5a Av., atrás da Biblioteca Municipal).

Central Park Nova York

Central Park Nova York

Central Park: Gapstow Bridge e sessão de fotos de noivos na Basheda Fountain

• Grand Central Terminal: Estação central de trens e metrô em Manhattan. É a Luz de lá. O lugar é incrível, com um teto com constelações e uma Apple Store bem no meio, que é muito interessante de visitar. Está sempre cheia de gente passando, mas vale a pena parar meia hora lá e acompanhar o movimento e tirar fotos.
 Muitos filmes foram gravados lá.

Grand Central Terminal Nova York

Chinatown e Little Italy: Em uma tarde, você anda pelos 2 bairros e come bem. Chinatown é bem maior, e pra mim só valeu pelas ruas cheias de neon. Já a Little Italy é o Bixiga, só que saído do Poderoso Chefão. Vale parar pra comer lá, mas pode ser um pouco caro.
 De qualquer forma, é o lugar onde fui melhor atendido em NY. Os italianos são incomparáveis em simpatia.

Nova York

IMG_9670Chinatown & Little Italy

• Ponte do Brooklyn, Estátua da Liberdade, Wall Street e Memorial 9/11: está tudo em Downtown. Conselho: pegue um barco no Bryant Park e veja tudo. O memorial do WTC é bom passar na frente pra ver o que está acontecendo, na época que eu fui estava com problema por causa do Sandy. A Wall Street não tem nada de mais. 5 minutos andando em 2 quarteirões e tá tudo certo. Mesmo o Charging Bull, aquela estátua do touro, que fica para o sul de Wall Street não compensa, porque está sempre lotado de turista japonês em volta tirando foto segurando o saco do boi.
 A Brooklyn Bridge é um clássico, não pode deixar de visitar.

Nova York

Nova York

Estátua da Liberdade vista do barco e tudo o que você vai ver do Charging Bull, se tiver a mesma sorte que eu.

Sutton Place: é uma pracinha bem gostosa, mas minúscula, de frente para a Roosevelt Island. Achei bem bonito a vista de lá. É totalmente fora dos roteiros.

Nova York

• 5a Av.: Super lotado, ainda mais na época de natal. Tem várias lojas de grife mas a atração é o Rockfeller Center. É onde fica a famosa árvore de natal e sempre tem algo interessante ali na praça central. No natal é deslumbrante, com o rink de patinação em  frente à árvore. Dica, entra primeiro no prédio principal, desce pro subsolo, pega um café na Starbucks e depois passeia por lá.

Rockfeller Center Nova York

• Chryrsler Building: o prédio mais bonito de NY. É do lado da Grand Central, mas não tem nada pra fazer lá porque não dá pra entrar. Mas ele está presente o tempo inteiro na paisagem, o que garante várias belas fotos do skyline de Manhattan.

Nova York

• High Line: é meu lugar favorito de NY. Eles pegaram um Minhocão, mas que era uma linha de trem, e que estava abandonado, e transformaram em um parque, só deixando a vegetação crescer. Imperdível. Prefira a parte do sul, em Chelsea, e terminar o passeio no Chelsea Market.

Nova York

IMG_8860

• Harlem: eu não fui, mas o povo que foi se divertiu nas igrejas que tem lá. Falaram que vale o passeio e assistir um culto.

Roosevelt Island: não tem nada lá, mas tem uma bela vista de Manhattan. Se gostar de Friends, é onde a maioria das tomadas de Manhattan entre os quadros são feitas. Para chegar, é só pegar um teleférico perto da Bloomingdale’s.

Nova York

• St. Pratrick Cathedral:  eu tenho uma queda por igrejas, adoro visitar. E essa definitivamente não decepciona. É super bem localizada, na frente do Rockfeller Center. Você não perde tempo nenhum para visitar esse lugar.

PRÉDIOS e PASSEIOS:


• Empire State Building: o passeio é caro, mas vale a vista. A vista é incrível e o pessoal de todo o prédio é muito simpático e bem humorado. A arquitetura em Art Decó é um show à parte. Se quiser, só caminhar pelo saguão de graça já vale a pena.

Nova YorkDowntown visto do observatório no 86º andar do Empire State Building

Top of the Rock, o topo do Rockfeller Center: dizem que a vista é mais bonita que a do Empire State, mas não fui não achei necessário pagar para subir. Mas deve ser mesmo, por poder ver o Empire State na paisagem e por ser mais próximo do Central Park. De qualquer forma, se quiser ir nos dois lugares, acho que vale ir em um de dia e no outro à noite.

• ONU: está fora dos roteiros número 1, mas gostei demais do passeio lá. O prédio é meio zuado, tipo Brasília, mas a visita guiada é interessante, é quase uma palestra sobre a história deles. Se gostar de história ou guerras, é demais. O meu guia foi um sujeito do Congo.

Nova YorkA parada final da visita: o hall da Assembléia Geral

COMPRAS:

• Century 21: melhor lugar para economizar em Manhattan. Você pode ir lá no dia que estiver em Downtown.

Apple Store: a loja da Grand Central e a da 5a Av., do lado do Central Park, o famoso cubo de vidro, são imperdíveis. Tem uma no Chelsea também, se estiver passeando pelo sul da High Line. Todas tem wi-fi grátis.

Nova YorkCubo de vidro da Apple visto de dentro

Bloomingdale’s: não fui, mas parece ser interessante. Não sei como é o preço.

• Macy’s: a maior loja de departamentos do mundo. São 9 andares de loja. Vale a visita, mesmo se não for comprar nada. Pode almoçar por lá. No natal, as vitrines são grandes atrações. É do lado do Empire State. 
 Evite na Black Friday como você deve evitar a Times Square no Reveillon.

• B&H: se quiser comprar alguma coisa de fotografia, é o melhor lugar do mundo. Gigantesco e barato. Mas fecha aos sábados, porque é quase todo mundo judeu.

Algumas fotos da viagem:

Sandy Nova YorkLembranças do Sandy

Nova YorkNova YorkEm um único passeio em Downtown: Bolsa de Valores em Wall Street e Brooklyn Bridge

Nova York

Nova YorkExistem lembranças do 11/09 por toda Downtown

Nova YorkNova YorkCity Hall, também em Downtown, e o prédio da ONU

St. Patrick Cathedral Nova YorkSt. Patrick Cathedral

Nova YorkRoda gigante na famosa loja da Toy’sRus, na Times Square

Fotos e texto por Lucas Machado
@lucasmachado

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Mochilão América do Sul: Buenos Aires, querida e louca!

Entardecer na Recoleta

Entardecer na Recoleta

A chegada a Buenos Aires, 20 horas depois – três a mais que o previsto, devido a um congestionamento para entrar na região da capital porteña, confirmava a expectativa: a aventura começava ali.

Minha primeira emoção foi o senhor que tirava as malas do ônibus me olhando feio e resmungando algo que eu e meu portunhol (de mierda) não entendíamos. Algum tempo depois percebi que ele queria a propina (gorjeta em espanhol), que eles realmente levam a sério por lá. Na dúvida dei 5 ARS , ele pareceu mais feliz e segui em frente.

Nos meus sete dias em Buenos Aires, fora toda a parte turística e super conhecida por nós brasileiros, como Recoleta, Malba, Palermo, Caminito e outras mais, conheci cantinhos que pareceram ainda mais especiais, como o Rio de la Plata e seu teatro a céu aberto, que tem um acesso escondido próximo a Ponte Saavedra e o espaço Konex, que recebe muitos viajantes adeptos do CouchSurfing, mas que provavelmente, você não vai ouvir falar em uma agência de viagens.

Falando nisso, foi em Buenos Aires que fiz meu primeiro couchsurfing. Tudo bem, que já conhecia meu host, pois o havia recebido com um grupo de amigos, todos argentinos para um passeio por São Paulo. Mas, a experiência de estar dentro da casa de alguém praticamente desconhecido, ter suas chaves em mãos, entrar e sair quando bem entender, era completamente nova e até um pouco estranha. Logo comecei a me sentir bem com a situação, uma das grandes descobertas de viajar se hospedando em casa de locais é ver como existem pessoas que sabem e gostam de receber.

Não foi a primeira vez que estive em Buenos Aires, mas nada como ter um guia local para descobrir de verdade uma cidade, principalmente quando a viajante é uma curiosa que pergunta sobre tudo, o tempo inteiro.

Dessa vez pude ver uma Buenos Aires muito mais frenética do que tive a oportunidade de conhecer antes, uma cidade como a minha São Paulo e outras grandes cidades pelo mundo, que crescem desordenadas e com uma pressa de chegar sabe se lá onde e porquê… e assim, muitos esquecemos de ver o que se tem de mais lindo e escondido entre tantos prédios.

Cores, árvores, pessoas e carros, um mix bem porteño

E Buenos Aires ainda guardava muitas emoções…

Lá fiquei doente pela primeira vez durante meu mochilão. Sim, tiveram outras e juntas fizeram valer cada centavo do seguro que eu fiz pela Intermac Assistence.

Me lembro bem da sensação de desespero, sozinha no hospital, quando me perguntavam algo como “Cual es su apechido?” e eu “Que? Apechido? No sé, tengo dolor!!!”. Até que entendi que me perguntavam qual é meu apellido (sobrenome em espanhol). Os porteños tem esse jeitinho bem diferente de falar, o que complica a comunicação, mas nada que gestos e um pouco de persistência não resolva. Para eles o ll soa como o nosso ch, enquanto nos demais países soa mais como nosso lh.  E também não existe o tu (você) e sim vos, o que acaba mudando toda a conjugação dos verbos.

Resolvido os desentendimentos de linguagem, fui atendida, tomei uns antibióticos e fiquei bem, mas assustada. E a partir dali comecei a pensar que não conseguiria viajar mais que um mês sozinha.

Tudo bem se eu resolvesse voltar antes, mas por enquanto iria continuar  a viagem, o próximo destino me esperava: Córdoba.

Já esteve em Buenos Aires? Conta pra gente como foi nos comentários e compartilhe fotos na nossa Fan Page e/ou instagram usando #levonamochila

Buenos Aires, vale mais de um post aqui, quero contar tudo do Konex para vocês,  dos shows incríveis que acontecem por lá e, compartilhar a lista de lugares a se conhecer que meu host fez para mim, mas por hora,  algumas fotos e um trecho do filme Medianeras, que vi faz algum tempo e não saia dos meus pensamentos enquanto estava lá, pois muito traduz essa cidade, querida e louca!

Espaço cultural Konex

Espaço cultural Konex

Teatro a céu aberto na margem do rio de La Plata

Muros expressivos de Buenos Aires

Muros expressivos de Buenos Aires

Hosts especiais, empanadas especiais. Feitas por Belén Callara e de recheio único, lentilhas :)

Medianeras em espanhol, não encontrei com legendas. Se alguém encontrar, me avisa, por favor, vale a pena.

Este é o terceiro post da série Mochilão América do Sul.

Confira os post anteriores:

1. A decisão de viajar sozinha e de mochila: http://tinyurl.com/viajarsozinha

2. Planejar e Cruzar fronteira: http://tinyurl.com/cruzarfronteiras

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O melhor gelato do mundo está em Roma

A cerca de 400 metros do Castelo Sant’Angelo você encontra a Gelateria Del Teatro.

É a melhor sorveteria do mundo na minha opinião! O lugar oferece os sabores tradicionais de “gelato” (sorvete italiano) como pistache e chocolate, mas também outros bem diferentes, como abóbora e chocolate (incrível, vai sem medo nessa escolha).

A sorveteria fica numa viela super charmosa, escondidinha do mundo. Então, não tem trânsito ou lojas interferindo no seu momento especial em Roma com a galera ou com o seu amor. É legal para qualquer situação. Se você está procurando um ar romântico, pegue o sorvete e fique alí sem pressa sentado na escadaria. É um daqueles momentos especiais que você acha que só existe em filme, mas quando você está alí, percebe que é tudo real e que o filme é na verdade a sua vida.

O lugar é escondidinho, não dá pra ver direito no Google Maps. É uma das vielas que saem da praça onde o Google Maps aponta como o lugar da gelateria (Via de San Simone, 70).

Achei o preço bem justo. O copinho pequeno com dois sabores sai por €2.00 e o cone de biju artesanal com dois sabores sai por €2.50.

Viela charmosa - Gelateria del Teatro

Viela charmosa – Gelateria del Teatro

Gelato del Teatro

A escadaria faz toda a diferença na atmosfera. E olha só: não tem loja ou trânsito!

Gelato del Teatro

Gelateria del Teatro

Gelato del Teatro

Para ir com a galera ou para um pouco de romance <3

Pensando na janta e no café da manhã? Confira nossas dicas:

1. Café da manhã italiano.

2. Jantar tipicamente Romano.

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Mochilão América do Sul – Planejar e cruzar fronteiras

Cruzando fronteiras

Cruzando fronteiras

Depois de decidir viajar, chegou o momento de planejar.

Horas e horas em frente ao mapa, entendendo caminhos e distâncias (geografia nunca foi o meu forte), conhecendo ainda sem sair de casa sobre as culturas dos países que gostaria de visitar, entendendo as roubadas e o melhor de cada lugar.

Gosto bastante dessa etapa, para mim a viagem já começa aí.

Ler os relatos de viagem de outros viajantes ajudou muito. Viajar sozinho e de mochila é mais simples do que parece, mas é importante estar sempre o mais informado o possível. Para isso o Levo na Mochila está aqui e mais um montão de blogs e fóruns de viagens. Os guias de viagem ajudam muito nessa etapa também e meu grande amigo foi o Guia Criativo do Viajante Independente na América do Sul.

Após analisar quais seriam os possíveis pontos de partida do meu mochilão, escolhi a Argentina. Opção que me pareceu a mais  tranquila para começar e me adaptar a vida de mochileira.

A princípio eu teria 3 meses para viajar e a difícil decisão de escolher quais países visitar, os que cabiam na verba e na coragem de uma viajante principiante. Deixei o Brasil pensando em conhecer Argentina, Chile, Peru, Bolívia, Equador e Colômbia, mas estava super aberta a mudar a rota conforme as descobertas e sim, tudo mudou ao longo do caminho.

Dia 28 de junho de 2012 deixei São Paulo rumo a Foz do Iguaçu, de avião, o único de toda a viagem. Sabia que de Foz saia um coletivo para Puerto Iguazú e logo que desembarquei, busquei informações de onde pegá-lo. Não conheci o lado brasileiro das Cataras do Iguaçu neste primeiro momento, a pedido da minha família que planejava uma viagem para lá e gostaria que fizéssemos essa viagem juntos. Eu ainda não sabia que terminaria meu mochilão no Brasil, exatamente nas maravilhosas cataratas ao lado das pessoas que mais amo <3

Nunca tinha cruzado uma fronteira por terra e estava bastante nervosa, atrapalhada com a mochila, sem entender bem a lógica de onde entra, onde sai, com o motorista do ônibus falando rápido, apressando a todos. Os cartazes desbotados de pessoas e crianças desaparecidas dava um clima um pouco pesado. Atravessar fronteiras de ônibus é bem diferente do que de avião, mas acabou sendo fácil, percebi que era bobagem o nervosismo.

Vale lembrar que, salvo Guiana Francesa, nós brasileiros não precisamos de visto para nenhum país da América do Sul. Em geral os países nos dão uma permissão de 3 meses de permanência. Diferente da Europa, a permissão vale para cada país e não para toda a região. 

E quando se entra na Argentina por Puerto Iguazú é preciso avisá-los caso vá continuar viagem Argentina a dentro, muitas vezes eles só registram no sistema e não dão o carimbo com a permissão de 90 dias, o que te dará problemas ao tentar sair do país por outras fronteiras.

Tudo perfeito no meu primeiro cruze de fronteiras. O único problema foi a polícia argentina não me pedir o carimbo de saída do Brasil, que eu só descobri ser necessário depois na volta, o que quase me causou um problema para entrar no Brasil.

Em terras hermanas, ainda na rodoviária me informei que dali saem ônibus para  às cataratas, que visitaria no dia seguinte e já aproveitei para rodar em busca das passagens mais baratas a Buenos Aires.

Foram 3 dias na pequena Puerto Iguazú, confiram o post com algumas dicas do que aproveitar, onde comer e se hospedar por lá. A viagem tinha começado, mas ainda não me sentia em terras estrangeiras.  Puerto por sua proximidade com o Brasil ainda tem muito de nosso jeitinho, até caipirinha de cortesia me ofereceram nos restaurantes e meu sinal de celular ainda funcionava através das antenas do Paraná.

Eu estava ansiosa para enfrentar as 17 horas de viagem rumo a Buenos Aires, sentia que ali meu mochilão começaria pra valer.

Aquele momento em que só nos sai um "nooosaaa!"

Aquele momento em que só nos sai um “nooosaaa!”

Dicas úteis

Coletivo de Foz do Iguaçu para Puerto Iguazú 
8 ARS (pesos argentinos) ou R$ 4,00 (Valores em junho de 2012)
O ônibus passa pela Avenida das Cataratas em frente ao Hotel Bourbon. Se você está no aeroporto precisa pegar um ônibus sentido centro, descer em frente ao hotel, atravessar a avenida e pegar o outro ônibus. Pergunte mais informações nos postos de informação turística.
 
É uma maneira econômica de cruzar as fronteiras brasileiras e começar o seu Mochilão pela América do Sul, principalmente se você mora nas regiões Sul e Sudeste. Começou seu mochilão pela América do Sul por outra fronteira? Conta pra gente nos comentários como foi ;)
 
Viajando em ônibus pela Argentina
Viajar de ônibus pela Argentina não é exatamente barato, mas sempre pode-se encontrar promoções, principalmente quando se tem disponibilidade de horários. Para pesquisar preços, horários e companhias de ônibus, eu usei o site Central de Pasajes. Mas, para comprar a melhor maneira é perguntar nos guichês das companhias dentro das rodoviárias e sempre buscar promoções, chorar um descontinho. Às vezes se perde uns 15 minutos ou mais de guichê em guichê, mas vale a pena.
 
Este é o segundo post da série Mochilão América do Sul.
Não leu o primeiro? Confira aqui: A decisão de viajar sozinha e de mochila
 
 
Fotos por Danyelle Fioravanti

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Café da manhã em Roma: Comer como os italianos

Tenho duas sugestões para um café da manhã típico em Roma: ir a um Bar ou uma Padaria.

O conceito de Bar e Padaria é um pouco diferente do Brasil.

No bar você encontra o espresso, latte macchiato (mais leite do que café), caffè latte (mais café do que leite), cappucino, etc. Eles também tem panino (sanduiche frio), spremuta (suco de laranja feito na hora), tramezzino (sanduiche quente), cornetto (cone de massa folhada com creme de baunilha ou chocolate). Enfim, tem para todos os gostos. O legal de ir aos bares de manhã é que você pode ver o caos organizado que é pedir um café. Cena de cinema.

Você encontra bares em qualquer esquina de Roma, então se aventure em algum próximo de onde você está hospedado.

Já as padarias tem mais variedade de doces, mas você normalmente terá que comer fora do estabelecimento. Eu não acho um problema, é só sentar em alguma piazza próxima e curtir o que está ao seu redor, especialmente as pessoas falando essa língua tão linda.

Recomendo a Il Fornaio, que fica entre a Piazza Navona e o Campo di Fiori (Via dei Baullari, 5-7). Eu já comi uma tortinha com pinoli e também um cornetto napoletano com creme de baunilha. Mas tudo parece tão bom…É como entrar na loja da nonna do Willy Wonka.

Il Fornaio

Il Fornaio: Via dei Baullari, 5-7

Doce italiano. Corneto.

Doces de massa folheada e tortinhas de creme.

Cornetto Napoletano alla crema

Cornetto Napoletano alla crema. Foto do Humberto Hirochi.

Roteiro de 3 dias em Roma: Doce romano

Tortinha de pinoli com creme de baunilha…e a cara da pessoa sonhando em destruir o docinho! haha

 

Já pensando na janta e sobremesa? Dá uma olhada nessas dicas:

1. Jantar tipicamente Romano.

2. O melhor sorvete do mundo está em Roma.

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Mochilão América do Sul – A decisão de viajar sozinha e de mochila

Cenário espetacular, rumo ao Salar do Uyuni. Laguna Blanca, Bolívia.

Cenário espetacular, rumo ao Salar do Uyuni. Laguna Blanca, Bolívia.

A parte mais difícil de decidir fazer um mochilão pela América do Sul , foi exatamente a decisão de fazê-lo.

Afinal, isso significava deixar oportunidades profissionais, gastar todo (ou quase todo) dinheiro que havia guardado nos últimos anos e enfrentar a estrada, como eu nunca tinha enfrentado: sozinha, com a mochila nas costas, passando por países e situações considerados não tão seguros (mitos ou verdades que só a vivência me ajudou a descobrir).

A Dany que cruzou a fronteira Bolívia-Brasil em novembro de 2012 não é a mesma que 4 meses antes cruzava Brasil-Argentina, ansiosa pelo que viria pela frente, medrosa, gaguejando um portunhol e mal aguentando a mochila de 17kg nas costas. Mochila que ao regresso pesava 22kg – 5kg a mais que a experiência dos meses na estrada, me ajudaram a tirar de letra.

Realmente uma viagem nos dá muito o que levar na mochila e não falo de souvenirs, mas histórias e lembranças impagáveis e inesquecíveis.

Mas não, os 5 kg a mais da minha mochila não eram das histórias, essas muito agregam e pouco pesam e, sim roupas  usadas no inverno chileno que já não me serviam ao ingressar no caloroso pantanal brasileiro.

Foram 146 dias; mais de 40 cidades entre Argentina, Chile, Peru, Bolívia e Brasil, rodadas em ônibus, somando viagens de mais de 20 horas em muitas das rotas; ficando 3 vezes doente, o que me fez valorizar cada centavo gasto no meu seguro viagem; convivendo com pessoas locais, dormindo, comendo e vivendo como eles e com eles, fosse através do couchsurfing ou também das pessoas que conheci pelo caminho.

E apesar de cada viagem ser única e pessoal, convido vocês a acompanharem essa série de publicações, onde vou dividir um pouco do que vivi neste mochilão, levá-los a viajar comigo pelos lugares que passei, explicar como superei os desafios e mostrar que viajar sozinha ou sozinho, com mochila nas costas, explorando as culturas maravilhosas da nossa América do Sul, não é tão caro ou difícil como parece. Ao longo das publicações também vou dividir dicas práticas e alternativas que encontrei para economizar e apreciar mais cada lugar em que estive.  

Foram apenas 5  países, mas que tentei conhecer ao máximo. Ainda assim, sinto que me falta muito para conhecer dos países nos quais estive e claro, dos que ainda nem visitei.

A ideia é que todos vocês compartilhem também suas dúvidas e experiências aqui nos comentários, por email (levonamochila@gmail.com), Fan Page ou no instagram usando #levonamochila. E assim, vamos trocando experiências e inspirando cada vez mais pessoas a viajar.

Convite feito, espero vocês na próxima quarta-feira ;)

Nas Salineiras de Maras no Peru

Nas Salineiras de Maras no Peru

Nos canais de Córdoba na Argentina

Nos canais de Córdoba na Argentina

No Vale da Morte, Deserto do Atacama, Chile

No Vale da Morte, Deserto do Atacama, Chile

Cruzando a fronteira, de volta as terras brasileiras

Cruzando a fronteira, de volta as terras brasileiras

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