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Planejando seu Mochilão pela América do Sul

Deserto do Atacama, Chile.

Deserto do Atacama, Chile.

Quando começamos a planejar a sonhada viagem, seja pela América do Sul ou qualquer outra parte do mundo, algumas perguntas surgem em nossas cabeças. Quando? Quanto? Como?

Acredito que as respostas para a maior parte dessas perguntas são bastante relativas, porque cada pessoa tem seu jeito de viajar, seu ritmo e seus propósitos de viagem. É aí que para mim está a magia dos blogs e fóruns, você pode encontrar pessoas parecidas e diferentes de você, se inspirar nas experiências delas e criar a sua própria maneira de viajar.

Nesse post vou tentar responder algumas dessas perguntas frequentes, a partir da minha experiência viajando sozinha por Argentina, Chile, Peru, Bolívia e Brasil. Espero ajudar com meus erros e acertos ;)

Vamos lá?

1. Qual a melhor época para viajar pela América do Sul?

As regiões do Altiplano, como Peru, Bolívia e Equador tem seus meses de chuvas entre dezembro e abril. De maio a outubro a região tem seu período seco, considerado o melhor para viajar e por tanto o mais turístico.

O Salar do Uyuni, um dos grandes atrativos da região e para mim a cereja do bolo de uma viagem pela América do Sul, apresenta características bem diferentes em cada um desses períodos e merece uma visita em ambos. Na época seca é possível explorar mais o Salar, chegar mais ao seu interior e ele está branquinho como neve. Eu o visitei nessa época e é uma experiência realmente maravilhosa. Já no período de chuvas o Salar fica coberto por uma camada de água que impede que se chegue tanto ao seu interior, mas que provoca um efeito impressionante. A água no solo reflete o céu e o horizonte se perde, não se sabe o que é céu e o que é chão, provocando a impressão de estar voando. Quero muito voltar nessa época.

Eu e Aurore no Salar de Uyuni. Época Seca.

Eu e Aurore no Salar de Uyuni. Época Seca.

Roubei essa foto do site Boca Aberta para mostrar o espalho natural que se forma no Salar na época chuvosa.

Peguei essa foto do site Boca Aberta para mostrar o espelho natural que se forma no Salar de Uyuni na época chuvosa.

O Chile tem sua alta temporada de viagens no verão, que acontece na mesma época que o nosso. O inverno é muito procurado pelos turistas que buscam esquiar, mas mochileiros você encontrará poucos. Eu fui entre julho e agosto e ficava em quartos para 14 pessoas em hostels no sul do Chile sozinha. Minhas costas chegaram a travar de tanto frio. Minha melhor amiga era a estufa, não conseguia sair do lado dela. Já San Pedro de Atacama dizem estar sempre movimentado, a região é muito seca constantemente, afinal é o deserto mais seco do mundo. E pode ser bastante fria no inverno também. Costuma fazer muito sol durante o dia, protetor é fundamental, ainda que com vento geladíssimo e a noite é congelante. Uruguai e Argentina (principalmente o sul) também costumam ser bem frios no inverno, sendo mais procurados por turistas nos verão.

Outra época que os chilenos me recomendaram é setembro. Todos os anos nos dias 18 e 19 de setembro o país comemora suas festas pátrias e grande parte das empresas não trabalham durante toda essa semana. Eu não fiquei para conferir, mas dizem que é como nosso carnaval, o país inteiro entra em festa.

Visitar Machu Picchu no verão, principalmente em fevereiro, pode trazer problemas por causa das chuvas, por outro lado a paisagem está ainda mais verde e bonita. Eu visitei em outubro e foi ótimo. Recomendo essa época.

Não conheci Venezuela, Suriname e Guianas, mas dizem que por lá a palavra inverno não existe.

Protegida do vento gelado na Laguna Colorado, Bolívia.

Protegida do vento gelado na Laguna Colorado, Bolívia.

2. Quanto dinheiro preciso para viajar?

Os valores podem mudar bastante de país para país. Chile e Argentina merecem uma verba maior. Já o Peru pode sair mais barato, ainda que Lima não seja tão barata assim e a visita a Machu Picchu dependendo de como é feita pode esvaziar o bolso do viajante com pouca verba. A Bolívia é um presente, lá realmente dá para economizar sem muito esforço.

Lembre-se que diferente da Europa grande parte dos atrativos turísticos da América do Sul não estão na cidade e você precisará pagar por um tour ou pelo menos a locomoção até lá. Minha sugestão é reservar a verba dos passeios “especiais”, esses que você precisa de um deslocamento maior, como Machu Picchu, Salar do Uyuni, Islas Flotantes, Cañon del Colca, Aconcaguá e outros.

Para dar uma ideia de valores, vou passar a minha verba por dia para cada país:

Chile: 70 reais
Argentina: 70 reais
Peru: 60 reais
Bolívia: 40 reais 

Há quem viaje com menos ou muito mais. Eu me virei bem com esses valores para comer, me hospedar, comprar algumas coisinhas, fazer alguns passeios. E comi bem, viu! hê Me hospedei bastante em casas de pessoas locais, o que ajudou na economia. Também separei a verba dos passeios que mais queria fazer e dos ônibus entre uma cidade e outra (não inclusos na verba diária). No total de cinco meses, gastei 12.500 reais, contando mochila, câmera e algumas roupas de frio compradas ainda no Brasil (viajar no inverno tem esse problema, carrega mais roupas, mais peso).

A parte mais cara da viagem foi a minha volta pelo Brasil, passando pelo Pantanal, Bonito e Foz do Iguaçu. Vou fazer um post específico desses lugares, pois acabei não fazendo a conta por dia. Também vou fazer um post sobre os passeios de Machu Picchu e Salar do Uyuni, com todas as dicas de valores, como economizar, se fazer com agências ou não, etc. Me cobrem. ;)

3. Como viajar pela América do Sul?

Minha escolha foram os ônibus. Confira as dicas sobre viajar de ônibus pela América do Sul aqui.

4. Preciso de visto para entrar nos países da América do Sul?

Apenas a Guiana Francesa exige visto de brasileiros. Para entrar no Suriname e Guiana é preciso de passaporte, já para os demais apenas do RG. O tempo de permissão máxima sem visto varia de país a país, geralmente são 90 dias. No Suriname são 30. No Peru e Bolívia a imigração costuma perguntar quanto tempo você vai ficar e se você falar menos que o tempo máximo, essa será a quantidade de dias permitidos e se você não sair do país no prazo terá problemas, como pagamento de multa. Recomendo dizer uns diazinhos a mais, vai que.

5. Onde me hospedo?

Eu sou super a favor dos hostels e do CouchSurfing.

O CouchSurfing possibilita uma maior interação com a cultura local, acredito ser uma das melhores maneiras de viajar como viajante e não como turista. O site ainda não é tão popular pela América do Sul, em lugares como Bolívia e algumas partes do Peru, mas funciona super bem na Argentina e no Chile. Para quem não conhece, o CouchSurfing é uma comunidade de viajantes de diferentes partes do mundo que recebem outros viajantes em suas casas, sem cobrar por isso. Vale ressaltar que intenção do CouchSurfing não é hospedagem grátis e sim a interação entre host e hóspede.

Já os hostels possibilitam a interação com pessoas de todo o mundo. São opções econômicas onde você divide o quarto com desconhecidos, quanto mais camas no quarto, mais barato. Geralmente incluem café da manhã, serviço de internet, cozinha. Se você nunca se hospedou em hostels tire alguns mitos da mochila com esse post aqui.

Para encontrar e reservar hostels eu uso o Hostel World, nesse site  você pode verificar as opiniões de pessoas que já se hospedaram no hostel.

Fachada do hostel que me hospedei em Mendoza.

Fachada do hostel, onde me hospedei em Mendoza.

6. Como organizo meu roteiro?

Nas minhas pesquisas pré-viagem encontrei várias planilhas que ajudam a organizar o roteiro  e os custos da viagem. Você pode baixar a que usei no link: Modelo de Planilha de Viagem

Confesso que acabei não seguindo direitinho, mas é um guia. Principalmente para quem gosta de seguir o planejamento a risca.

Espero que essas dicas ajudem vocês. Vamos ainda fazer um post  com outras dicas, sobre câmbio de moedas e cartão de crédito/travel money e um sobre o que levar na mochila. Qualquer dúvida ou sugestão envia um email pra gente levonamochila@gmail.com

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Meu passaporte confidente de viagens

Meu passaporte confidente

Meu passaporte confidente

Meu passaporte me acompanhou em visitas únicas e inesquecíveis aos Estados Unidos, Japão, Portugal, Alemanha, Letônia e Cingapura, além de muitas idas e vindas à Inglaterra, Itália, França, Espanha, e Hungria. Muitas vezes, ele era o meu único companheiro, aquele que estava lá registrando não só um carimbo no papel, mas a concretização do sonho de finalmente conhecer lugares que antes eu só podia ler à respeito.

Meu (agora) antigo passaporte estava para expirar em Junho desse ano, mas em Abril vou começar uma série de viagens (que vou contar melhor para vocês em breve!), então, precisava renovar urgente. Fui à Polícia Federal renová-lo pela terceira vez. Documentos em mãos, maquiagem pronta (por que me recuso a ficar com cara de coxinha na foto do passaporte pelos próximos cinco anos viajando pelo mundo!) e tudo dentro do horário.

Na hora da entrega do passaporte antigo para o cancelamento, bateu saudades, fiquei nostálgica. Foram muitas horas de vôos, línguas aprendidas, amigos pelo caminho, comidas deliciosas e histórias que me fizeram refletir sobre o ser humano de uma forma geral. Além de tudo isso, conheci meu futuro marido nessa vida de viajante (e ele também, apaixonado por viagens). Me tornei alguém muito mais questionadora, passei perrengues, sofri preconceito em alguns lugares por ser brasileira, mas também fui muito bem recebida por aqueles que entendem as diferenças culturais. No Japão encontrei minhas origens e minha família; em Londres terminei um mestrado na minha área profissional, e a cidade também abrigou a minha história de amor. A cada pessoa que eu conversava, uma nova perspectiva era apresentada. Não concordei com todos, mas questionei muito, eu mudei muito. Viajar fez isso comigo, e aquele passaporte é o único que confidenciou cada pequena mudança que me trouxe até aqui.

Tokio

Tokio – Japão

Londres

Londres – Inglaterra

Roma

Roma, Itália – com Gigi e Hirochi

Madrid

Madrid – Espanha

Windsor

Windsor – Inglaterra

Florença

Florença, Itália, com o Marco, amor e companheiro de viagens.

Veneza

Veneza – Itália

Paris

Paris – França

Lisboa

Lisboa – Portugal

Cingapura

Cingapura

Berlin

Berlin – Alemanha

Barcelona - Espanha

Barcelona – Espanha

Cannes

Cannes – França

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Viajar de ônibus pela América do Sul

Rumo a Cusco, 21 horas em ônibus.

Rumo a Cusco – Peru, 21 horas em ônibus desde Lima.

Existem muitos mitos e verdades sobre viajar de ônibus pela América do Sul. Histórias sobre viajar com galinhas e outros animais dentro do ônibus, sequestros e roubos, estradas da morte e ônibus sem banheiro habitam nossa cabeça quando pensamos em viajar por terra pelo continente. A minha experiência de cinco meses viajando apenas em ônibus, e duas vezes em trem, por Argentina, Chile, Peru, Bolívia e Brasil, me mostraram que algumas dessas histórias são mitos, outras um dia foram verdade e outras continuam sendo.

Fui surpreendida positivamente pelas viagens de ônibus que em geral são seguras, basta tomar alguns cuidados como em qualquer lugar. Na Argentina, no Chile e Peru alguns ônibus oferecem serviço de bordo e superam qualquer companhia área que eu já tenha viajado. Em um determinado trecho na Argentina, comprei uma passagem que estava em promoção em uma classe mais confortável e, me ofereceram até whisky e pró-seco.

Alguns cuidados que me ajudaram a viajar tranquila:

– Cuidados com bagagem de mão

A mochila de mão ia enrolada no pé, embaixo do banco. Dinheiro e documentos sempre comigo, de preferência naquelas bolsinhas conhecidas como porta-dólares, que ficam por baixo da calça. Dava aquela vontade de ir no banheiro? A mochila de mão ia junto.

 

– Avise um conhecido

Para alguns é exagero, mas eu viajava mais tranquila avisando algum familiar ou conhecido no local sobre o trecho e companhia da viagem.

 

– Evitar viajar a noite

Nem sempre é possível evitar, o que me gerou algum pânico a princípio, mas relaxei e deu tudo certo. Não cruzei nenhuma fronteira a noite, tomei cuidado redobrado com as minhas coisas e, optava por empresas de ônibus maiores e mais conhecidas. Quando entrava no ônibus tratava de curtir a noite, as estrelas pela janela. Não adianta ficar tenso, você já está lá.

– Escolha da empresa de ônibus

Pesquise antes se possível, converse com locais, nem sempre passagens econômicas valem a pena. Economize, mas não quando isso interferir na sua segurança.

 

Argentina:

As estradas argentinas me pareceram seguras nos trechos que passei (Puerto Iguazú – Buenos Aires; Buenos Aires – Córdoba; Córdoba – Mendoza).  Existem muitas opções de empresas. Lá optei pelas mais econômicas. Uma boa dica é utilizar o site Central de Pasajes para pesquisar preços, horários e companhias e depois ir até o terminal de ônibus comprar. Pechinchar por lá pode funcionar.

 

Brasil:

O Brasil foi onde tive mais dificuldade com ônibus, atrasos, falta de informação e preços absurdos. Por aqui não existe uma companhia de ônibus que faça trechos por todo o país. Existem grandes empresas que cobrem determinadas regiões. O país é grande demais. Para ajudar na pesquisa de preços, horários e companhias de ônibus no Brasil o site Busca Ônibus  é uma boa alternativa.

 

 Bolívia:

Viajar pela Bolívia por terra é uma grande aventura, as estradas e ônibus desafiam a coragem do viajante. Como em todo lugar, existem os ônibus turísticos que oferecem um maior conforto, pero no mucho e,  por um preço bem maior. Ouvi relatos de outros viajantes de que os ônibus turísticos não valiam a pena e optei pelos ônibus comuns. Buscava me informar nos hostels e com pessoas locais sobre as companhias. Uma das mais conhecidas é a Trans Copacabana (não encontrei o site).

A história de não ter banheiro nos ônibus é verdade, eles fazem algumas paradas no caminho, mas aconselho evitar líquidos antes e durante a viagem.

Algumas estradas foram pavimentadas recentemente, como a que vai de La Paz a Potosí, mas se você pretende cruzar o país e chegar ou sair de Santa Cruz, prepare seu espírito aventureiro. As estradas são de terra, estreitas e rodeiam montanhas. Como prêmio pela coragem você ganha uma paisagem maravilhosa para apreciar da janela.

 

 Chile:

Viajei o Chile de Norte a Sul, suas estradas em geral são muito boas. Lá existem duas grandes empresas a Turbus e a Pullmam Bus, as duas realizam trechos por todo o país e existem outras menores que fazem apenas alguns trechos. A Turbus não tem boa fama por lá, mas eu usei bastante e achei ótima. Segundo um amigo chileno, sua má fama é porquê a frota deles é muito grande e houve uma época em que alguns acidentes geraram bochichos sobre a empresa.

Para quem tem flexibilidade de datas é possível encontrar ótimos preços, no Chile os valores mudam muito dependendo do dia da semana. Claro que os finais de semana são mais caros. É possível consultar os preços pelos sites das empresas, mas estrangeiros só conseguem realizar a compra nos terminais de ônibus ou nos postos de vendas. Se não tiver tempo de verificar os preços antes pela internet, peça ajuda aos atendentes, eles costumam ser gentis e te ajudam a encontrar a passagem mais barata.

Peru:

Viajar de ônibus pelo Peru já não foi uma opção muito segura, mas tem melhorado muito e com algumas empresas você viaja seguro, confortável, com comidinhas e bebidinhas a bordo. A maior empresa de ônibus do Peru é a Cruz del Sur (quem dera no Brasil companhias de ônibus e avião fossem parecidas com ela). As passagens pela Cruz del Sur são mais caras e em alguns trechos a diferença não é pouca não, mas eles sempre liberam alguns assentos com preço mais baratos, o que chamam de tarifa insuperable e, os preços são insuperáveis mesmo. A compra das passagens pode ser feita pelo site, pelo telefone ou nos terminais. Quando viajar pela Cruz del Sur, fique atento, em algumas cidades, como Lima, Ica, Cusco, a empresa tem um terminal de ônibus próprio. Outra grande empresa de ônibus por lá é a Ortusa.

Não se espante se antes de deixar o terminal um funcionário da empresa subir ao ônibus filmando todos os passageiros. É uma medida de segurança da empresa.

Algumas das paisagens que vi das janelas dos ônibus pela América do Sul:

Cruzando a fronteira Argentina - Chile em plena Cordilheira dos Andes.

Cruzando a fronteira Argentina – Chile em plena Cordilheira dos Andes

Viajando pelos povoados de Cusco, Peru.

Viajando pelos povoados de Cusco, Peru.

A primeira vez que vi um vulcão foi da janela. Osorno, Puerto Varas, Chile <3

A primeira vez que vi um vulcão foi da janela de um ônibus. Osorno, Puerto Varas, Chile <3

Balsas para cruzar o Titicaca em ônibus, Bolívia.

Balsas para cruzar o lago Titicaca em ônibus, Bolívia.

Céu pantaneiro visto da janela. Mato Grosso do Sul, Brasil.

Céu pantaneiro visto da janela. Mato Grosso do Sul, Brasil.

 
Tem boas dicas de viagem de ônibus por esses e/ou outros países da América do Sul? Manda pra gente: levonamochila@gmail.com
 
 
Fotos por Danyelle Fioravanti

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Como tirar ou renovar o passaporte brasileiro

Como tirar ou renovar passaporte brasileiro

O/A viajante que vai tirar ou renovar o passaporte brasileiro normalmente não encontra dificuldade. O processo também é parecido para ambos os casos.

1. Preencha seus dados no site da Polícia Federeal.

2. Após o preenchimento dos dados, o site gera automaticamente a GRU que é uma taxa que você tem que pagar para conseguir agendar um atendimento em um dos postos da Polícia Federal. Essa GRU também tem um número que você vai precisar para o agendamento no posto da Polícia Federal, então melhor salvá-la e guardar o comprovante de pagamento. A GRU fica em R$156.07.

3. Agende sua ida ao posto da Polícia Federal mais perto para você. Em São Paulo é possível fazer pelo site, mas algumas localidades não permitem, então você vai ter que dar uma passadinha lá no posto deles na sua cidade.

4. Leve os documentos necessários no dia da entrevista e não se preocupe com a foto, pois eles tiram lá na hora.

Documentos:

Cédula de identidade (RG). Tem que estar em bom estado, com os dados legíveis. Caso contrário, eles podem negar.

CPF. Também em bom estado.

Documento de quitação militar (para os meninos).

Se for uma renovação, leve o passaporte anterior. Se você teve o seu passaporte anterior roubado, preencha esse documento e leve com você.

Carteira de habilitação (caso tenha).

Carteira de trabalho e previdência social (caso tenha).

Caso tenha alterado o nome alguma vez (como adicionar o nome do marido), leve os documentos que comprovem a mudança, como certidão de casamento.

Título de eleitor, comprovantes de votação das duas últimas eleições. Caso não tenha votado, você deve emitir um documento no seu cartório eleitoral.

GRU e comprovante de pagamento impressos.

5. No posto da Polícia Federal eles tiram sua impressão digital e foto. Aqui vai opinião super pessoal para as meninas: eu sempre coloco uma base + blush + rímel, por que se não colega, são 5 anos com aquela cara estampada alí. Isso vai da vaidade de cada viajante; na minha mochila tem “meninices”.

6. O passaporte demora por volta de 10 dias para ser entregue, e você deve pegá-lo no posto onde fez o requerimento.Mas, isso varia muito. Melhor adiantar sua ida do que correr o risco de perder a viagem.

Atenção: O seu passaporte deve ter no mínimo 6 meses de validade para entrar em alguns países, como Estados Unidos. Então dê uma olhada nisso antes de viajar.

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Sobre viagem e perspectiva

É um clichê monstruoso dizer que cada viagem é uma experiência única.

Mas é, de fato. Ter a oportunidade de conviver com culturas diferentes, estar diante de paisagens que nunca imaginou e respirar centenas de anos de história faz você aprender enxergar as coisas sob outra perspectiva.

É por isso que me encanto com filmes que nos trazem um ponto de vista completamente diferente para as coisas, como esse aqui.

É fácil para um viajante se imaginar dentro de qualquer uma destas tomadas. A primeira reação é tentar buscar um lugar comum, algo com que você se identifique, como você faz quando chega em um lugar estranho e começa a encontrar semelhança entre pessoas na rua com seus amigos ou atores da Globo.

A segunda reação é se imaginar lá dentro. O que pode levar para uma terceira, mais deprimente, que pode fazer você questionar o seu lugar – e sua importância – neste mundo enorme. Ou ficar ansioso por tudo que você nunca vai conseguir conhecer.

Mas, se qualquer coisa como essa aconteceu enquanto você assistia, não se preocupe.

Basta mudar a novamente sua perspectiva.

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São Paulo para estrangeiros

Pôr do Sol visto de casa.

Tenho visto uma quantidade imensa de “gringos” em São Paulo. No ibirapuera é super comum ouvir alguém falando em inglês e os hostels estão sempre cheios deles. Mas, às vezes pode ser complicado aproveitar o melhor de São Paulo quando não se sabe como falar português. Essa cidade tem de tudo, do forró ao rock, e um pouquinho de várias culturas e formas de se divertir. Porém, as melhores dicas de um paulistano de verdade, raramente encontram-se fácil em sites por aí.

A boa notícia é que há pouco tempo descobrimos um site que ajuda essa galera. É um site bem legal, que dá muitas dicas sobre o que fazer em São Paulo sob a perspectiva de pessoas que moram na cidade. É o My Destination São Paulo. O pessoal do site mostra para os estrangeiros que vêm morar ou visitar São Paulo que a cidade é divertida, com muita beleza, atividades… e que paulistanos também são simpáticos e receptivos! Além disso, tem de tudo e para qualquer budget.

Nós adoramos essa abordagem do My Destination São Paulo. Eles realmente querem apresentar a cidade como ela é: culturalmente rica, diversa e para todos os gostos.

Oca, no Parque Ibirapuera.

Estádio do Pacaembu em dia de jogo

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Hostels: Tirando mitos da mochila

A principio, a ideia de compartilhar o quarto com desconhecidos em um hostel (também conhecido como albergue) nos deixava um pouco inseguras. Por outro lado,  a ideia de conhecer pessoas de várias partes do mundo e ainda viajar gastando pouco nos agradava muito. Tínhamos dúvidas, pois ouvimos muitas histórias a respeito de hostels, algumas boas e outras ruins. Mas por que não experimentar e tirar as próprias conclusões? Assim fizemos.

Cada uma de nós já se hospedou em tudo quanto é tipo de hostel e viveu as mais diferentes situações. Ficamos em lugares super chiques, super simples, alguns com balada e outros com iluminação a base de lampião, quarto misto, separado, quarto pra 26 pessoas super confortáveis, quarto pra 4 pessoas que mal cabiam 2, um banheiro pra 20 pessoas, suíte, hostel com janta free e música ao vivo, chuveiro frio, jacuzzi quentinha… Sério, todo tipo mesmo. Felizmente, o ponto em comum entre todos esses é que na grande maioria tivemos experiências positivas.

Todas as vezes tivemos a chance de conhecer pessoas de vários lugares, culturas e estilos.  É um ambiente que facilita muito a socialização, bem mais que hotel. Algumas dessas pessoas que conhecemos se tornaram grandes amigas. Por exemplo, no Rio de Janeiro a Dany e eu dividimos o quarto com 4 chilenos ano passado, esse ano ela reencontrou 3 deles no Chile e se hospedou na casa de 2.

Eu também mal posso dizer que fiz um mochilão sozinha pela Europa, estava sempre conhecendo pessoas no hostel e saiamos juntos para desbravar a cidade. Na véspera do meu aniversário, por exemplo, estava sozinha em um quarto para 4 pessoas em Dublin, prestes a ir dormir, até que as 22h30 uma garota colombiana chamada Gisela chegou no quarto. Ficamos conversando bastante e quando disse a ela que meu aniversário seria no dia seguinte, ela me fez pular da cama, trocar de roupa e sair para comemorarmos. Graças a animação da Gisela, meu aniversário foi regado a Guinness, risadas e música boa em um típico pub irlandês.

Isso sem contar (já contando) que conhecemos o Sergio, o homem mais famoso aqui no blog, em um hostel em Florianópolis. São tantas histórias boas que dava pra passar horas escrevendo aqui.

Claro que nem tudo é perfeito. Infelizmente já presenciamos caso de um homem entrando no vestiário feminino, pessoa que teve o celular roubado enquanto carregava, companheiros de quarto barulhentos. É raro acontecer, mas não dá pra negar que acontece. Nossa recomendação é que vocês pensem que tipo de ambiente desejam, pesquisem bem e escolham o local de acordo com seu estilo. Nosso meio favorito de pesquisa é o Hostelworld, lá é possível avaliar a classificação do hostel de acordo com critérios como localização, limpeza, segurança e atmosfera, ler depoimentos de quem já se hospedou e ter uma ideia se está de acordo com o que você procura.

Na nossa opinião, é um meio de hospedagem que vale muito a pena! Tanto que sempre que conhecemos um novo, damos dicas aqui e também buscamos fazer parcerias. A mais nova é o Lapa Hostel Rio. É um lugar super fofo e localizado onde a vida noturna do Rio acontece, na Lapa! Se tiverem dúvidas quanto a hostels e como aproveitar a cidade maravilhosa, podem falar com eles também, a equipe é muito prestativa.

É isso! Sempre que tivermos mais dicas, dividiremos aqui com vocês. E se vocês pretendem ou já tem experiências com hostels, compartilha aqui com a gente também!

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