Viajar de ônibus pela América do Sul

Rumo a Cusco, 21 horas em ônibus.

Rumo a Cusco – Peru, 21 horas em ônibus desde Lima.

Existem muitos mitos e verdades sobre viajar de ônibus pela América do Sul. Histórias sobre viajar com galinhas e outros animais dentro do ônibus, sequestros e roubos, estradas da morte e ônibus sem banheiro habitam nossa cabeça quando pensamos em viajar por terra pelo continente. A minha experiência de cinco meses viajando apenas em ônibus, e duas vezes em trem, por Argentina, Chile, Peru, Bolívia e Brasil, me mostraram que algumas dessas histórias são mitos, outras um dia foram verdade e outras continuam sendo.

Fui surpreendida positivamente pelas viagens de ônibus que em geral são seguras, basta tomar alguns cuidados como em qualquer lugar. Na Argentina, no Chile e Peru alguns ônibus oferecem serviço de bordo e superam qualquer companhia área que eu já tenha viajado. Em um determinado trecho na Argentina, comprei uma passagem que estava em promoção em uma classe mais confortável e, me ofereceram até whisky e pró-seco.

Alguns cuidados que me ajudaram a viajar tranquila:

– Cuidados com bagagem de mão

A mochila de mão ia enrolada no pé, embaixo do banco. Dinheiro e documentos sempre comigo, de preferência naquelas bolsinhas conhecidas como porta-dólares, que ficam por baixo da calça. Dava aquela vontade de ir no banheiro? A mochila de mão ia junto.

 

– Avise um conhecido

Para alguns é exagero, mas eu viajava mais tranquila avisando algum familiar ou conhecido no local sobre o trecho e companhia da viagem.

 

– Evitar viajar a noite

Nem sempre é possível evitar, o que me gerou algum pânico a princípio, mas relaxei e deu tudo certo. Não cruzei nenhuma fronteira a noite, tomei cuidado redobrado com as minhas coisas e, optava por empresas de ônibus maiores e mais conhecidas. Quando entrava no ônibus tratava de curtir a noite, as estrelas pela janela. Não adianta ficar tenso, você já está lá.

– Escolha da empresa de ônibus

Pesquise antes se possível, converse com locais, nem sempre passagens econômicas valem a pena. Economize, mas não quando isso interferir na sua segurança.

 

Argentina:

As estradas argentinas me pareceram seguras nos trechos que passei (Puerto Iguazú – Buenos Aires; Buenos Aires – Córdoba; Córdoba – Mendoza).  Existem muitas opções de empresas. Lá optei pelas mais econômicas. Uma boa dica é utilizar o site Central de Pasajes para pesquisar preços, horários e companhias e depois ir até o terminal de ônibus comprar. Pechinchar por lá pode funcionar.

 

Brasil:

O Brasil foi onde tive mais dificuldade com ônibus, atrasos, falta de informação e preços absurdos. Por aqui não existe uma companhia de ônibus que faça trechos por todo o país. Existem grandes empresas que cobrem determinadas regiões. O país é grande demais. Para ajudar na pesquisa de preços, horários e companhias de ônibus no Brasil o site Busca Ônibus  é uma boa alternativa.

 

 Bolívia:

Viajar pela Bolívia por terra é uma grande aventura, as estradas e ônibus desafiam a coragem do viajante. Como em todo lugar, existem os ônibus turísticos que oferecem um maior conforto, pero no mucho e,  por um preço bem maior. Ouvi relatos de outros viajantes de que os ônibus turísticos não valiam a pena e optei pelos ônibus comuns. Buscava me informar nos hostels e com pessoas locais sobre as companhias. Uma das mais conhecidas é a Trans Copacabana (não encontrei o site).

A história de não ter banheiro nos ônibus é verdade, eles fazem algumas paradas no caminho, mas aconselho evitar líquidos antes e durante a viagem.

Algumas estradas foram pavimentadas recentemente, como a que vai de La Paz a Potosí, mas se você pretende cruzar o país e chegar ou sair de Santa Cruz, prepare seu espírito aventureiro. As estradas são de terra, estreitas e rodeiam montanhas. Como prêmio pela coragem você ganha uma paisagem maravilhosa para apreciar da janela.

 

 Chile:

Viajei o Chile de Norte a Sul, suas estradas em geral são muito boas. Lá existem duas grandes empresas a Turbus e a Pullmam Bus, as duas realizam trechos por todo o país e existem outras menores que fazem apenas alguns trechos. A Turbus não tem boa fama por lá, mas eu usei bastante e achei ótima. Segundo um amigo chileno, sua má fama é porquê a frota deles é muito grande e houve uma época em que alguns acidentes geraram bochichos sobre a empresa.

Para quem tem flexibilidade de datas é possível encontrar ótimos preços, no Chile os valores mudam muito dependendo do dia da semana. Claro que os finais de semana são mais caros. É possível consultar os preços pelos sites das empresas, mas estrangeiros só conseguem realizar a compra nos terminais de ônibus ou nos postos de vendas. Se não tiver tempo de verificar os preços antes pela internet, peça ajuda aos atendentes, eles costumam ser gentis e te ajudam a encontrar a passagem mais barata.

Peru:

Viajar de ônibus pelo Peru já não foi uma opção muito segura, mas tem melhorado muito e com algumas empresas você viaja seguro, confortável, com comidinhas e bebidinhas a bordo. A maior empresa de ônibus do Peru é a Cruz del Sur (quem dera no Brasil companhias de ônibus e avião fossem parecidas com ela). As passagens pela Cruz del Sur são mais caras e em alguns trechos a diferença não é pouca não, mas eles sempre liberam alguns assentos com preço mais baratos, o que chamam de tarifa insuperable e, os preços são insuperáveis mesmo. A compra das passagens pode ser feita pelo site, pelo telefone ou nos terminais. Quando viajar pela Cruz del Sur, fique atento, em algumas cidades, como Lima, Ica, Cusco, a empresa tem um terminal de ônibus próprio. Outra grande empresa de ônibus por lá é a Ortusa.

Não se espante se antes de deixar o terminal um funcionário da empresa subir ao ônibus filmando todos os passageiros. É uma medida de segurança da empresa.

Algumas das paisagens que vi das janelas dos ônibus pela América do Sul:

Cruzando a fronteira Argentina - Chile em plena Cordilheira dos Andes.

Cruzando a fronteira Argentina – Chile em plena Cordilheira dos Andes

Viajando pelos povoados de Cusco, Peru.

Viajando pelos povoados de Cusco, Peru.

A primeira vez que vi um vulcão foi da janela. Osorno, Puerto Varas, Chile <3

A primeira vez que vi um vulcão foi da janela de um ônibus. Osorno, Puerto Varas, Chile <3

Balsas para cruzar o Titicaca em ônibus, Bolívia.

Balsas para cruzar o lago Titicaca em ônibus, Bolívia.

Céu pantaneiro visto da janela. Mato Grosso do Sul, Brasil.

Céu pantaneiro visto da janela. Mato Grosso do Sul, Brasil.

 
Tem boas dicas de viagem de ônibus por esses e/ou outros países da América do Sul? Manda pra gente: levonamochila@gmail.com
 
 
Fotos por Danyelle Fioravanti

2 Comentários

Arquivado em Dicas de Viagem

Levo na Mochila no Big Blog Exchange

Big Blog Exchange - Levo na MochilaVocê acredita que o conhecimento local pode gerar uma melhor compreensão do mundo? Que uma cidade diferente da sua pode se tornar a sua inspiração? Você acredita que o intercâmbio de culturas pode acabar com as guerras? E que o poder das ideias compartilhadas podem mudar o mundo?

Esses questionamentos nos moveram a participar do Big Blog Exchange,  um Projeto do Hostelling International, no qual 16 blogs de todo o mundo vão trocar de lugar na vida real e trocar de blogs por 10 dias, a fim de compartilhar ideias capazes de transformar o mundo, ou  ao menos algumas percepções sobre ele.

Fizemos a inscrição do Levo na Mochila no nome da Dany, afinal, nada mais justo já que ela é a mochileira que inspirou todos nós a começarmos a contar as nossas experiências  aqui. Se formos selecionados,  a Dany vai trocar de vida com um blogueiro de outra parte de mundo. Ela irá a seu país, enquanto receberemos a pessoa aqui em São Paulo, para viver um pouquinho da nossa cidade e comandar o blog, compartilhando com todos vocês um olhar diferente sobre o que estará vivendo da cultura paulistana e brasileira.

E claro, que quando a Dany voltar, também vai compartilhar todo o aprendizado e dicas dessa outra parte do mundo que ainda não sabemos qual.

Para passarmos nessa primeira fase precisamos que vocês votem. Topam ajudar a gente? Entre no site através do banner abaixo, coloque o seu e-mail, e depois confirme o voto com o link que eles enviarão. É isso! Valeu =)


Deixe um comentário

Arquivado em Novidades

Roteiro de 3 dias em Roma: Dia 1 no Centro

Tenho feito viagens frequentes a Roma nos últimos dois anos, já que meu namorado mora lá e temos mantido o relacionamento à distância. Nesse tempo, fiz e refiz roteiros com amigos que acabavam passando por lá para uma visitinha, e acabei criando um roteiro meu bem fácil para os viajantes que estão fazendo uma visita curta à cidade, por volta de 3 dias.

Para começar, tenha em mente que a melhor forma de conhecer o centro de Roma é andando. No centro, as distancias são razoáveis, e você sempre pode andar e parar um pouquinho para apreciar a vista enquanto toma um “gelato” ;)

1. Coliseu + Foro Romano (sugiro que comece cedo, umas 9h00)

Os arredores do Coliseu está cheio de guias turísticos tentando te vender algo que você não vai precisar. Eles cobram por volta de €30.00 para fazer o tour do Coleseo + Foro Romano (Ruínas que formam o centro comercial de Roma Antiga), enquanto você pagaria apenas €17.00 para fazer isso sozinho. O ticket comprado no Coliseu já te dá direito à visita no Fórum Romano. Também tem a opção de comprar o Roma Pass em bancas de revista ou pontos turísticos, que dá descontos em museus (se você for visitar muitos, vale a pena).

Após o Coliseu, pegue a Via dei Fori Imperiali. Ao seu lado esquerdo você verá o Foro Romano. É melhor pegar um audio guide para fazer a visita, pois as vezes pode ser um pouco confuso entender onde ficavam as antigas construções.

Seguindo o roteiro do audio guide você subirá uma colina e encontrará uma vista incrível para o Coliseu. É aquele momento que você não em palavras, só um “wow”.

Coliseu

Coliseu

Vista do Foro Romano

Vista do Foro Romano

2. Il Vittoriano

Após uma parada para um lanchinho (mais dicas preciosas nesse outro post), volte à Via dei Fori Imperiali e siga até o final da avenida, onde você encontrará o Monumento a Emanuelle II (o primeiro rei de Roma unificada). Esse monumento é  megalomaníaco, na minha opinião. Na época do seu projeto, o objetivo é que ele fosse visto de toda cidade, e para isso não pouparam nem as ruínas de Roma antiga. Algumas foram destruídas para a sua construção, e reza a lenda que até um pedaço do Coliseu foi retirado para que ele pudesse ser visto . Mas, vale a pena entrar?  O museu é muito legal, com uma coleção de armas antigas bem interessante. A vista do terraço também é linda, mas eu vou te dar uma dica de vista ainda melhor. Então, se for pela vista, desencana. Se for para conhecer o museu, e história da Itália, vai fundo e gaste mais 1 horinha aí!

3. Pantheon

É incrível! Acredita que os caras projetaram aquilo no século 2?

Cúpula do Pantheon

Cúpula do Pantheon

4. Fontana di Trevi

É o meu lugar favorito de Roma até agora. A fonte é magnífica, linda, perfeita! Você se sentirá no filme “La Dolce Vita”, do Fellini. Os romanos dizem que você deve jogar duas moedinhas na fonte: 1 para pedir alguma coisa e a outra para retornar à Roma.

Fontana di Trevi

Gigi e eu na Fontana di Trevi. Foto do Humberto Hirochi.

5. Pausa para um lanchinho

Em volta da Fontana di Trevi tem uma série de bares que vendem panini e pizza, mas não coma por lá. Normalmente é caro, cheio de turista e tumultuado… Os sorvetes desses lugares também não são dos melhores (industrial, cheio de conservante, enquanto você pode achar um artesanal mais pra frente).

Nossa dica: Siga pela Via Poli, atravesse a avenida e ali você encontra alguns bares e pizzarias pequenas e baratas. Aliás, a pizza que comemos estava ótima, e custou 3 euros o pedaço.

Lanchinho numa pizzaria mais afastada da Fontana di Trevi

Lanchinho numa pizzaria mais afastada da Fontana di Trevi

5. Piazza di Spagna

Continue até chegar a Piazza di Spagna. Descanse na escadaria, dê uma olhada em volta. Agora é hora de subir as escadarias para uma vista linda!

Depois, siga pela Piazza della Trinita dei Monti (olhando para a igreja da Piazza di Spagna, caminhe por essa rua à esquerda) e pegue a primeira viela à direita (começa como uma paralela). Siga até chegar à Terrazza del Pincio. A vista é explêndida. Seguindo esse roteiro você provavelmente chegou à esse ponto com o pôr do sol, que está logo atrás da catedral de St.Peters (Vaticano). Aproveita para tirar umas fotos e compartilhar no Instagram com #levonamochila.

Piazza di Spagna

Piazza di Spagna

6. Desça até a Via del Corso e siga pelas lojas. É o mundo da perdição com Sephora, H&M, Gap e tantas outras.

7. Uma outra opção é entrar no parque atrás de você, que é a Villa Borghese. É um dos parques mais lindos de Roma. Existe uma galeria de arte clássica dentro do parque, mas é preciso comprar o bilhete e fazer a reserva antes no site www.rome-museum.com. O preço é €17.50, e não há desconto para estudantes, a não ser que você seja membro da comunidade Européia :( .

Gostaram do primeiro dia em Roma? Conta pra a gente a sua experiência.

Semana que vem tem o segundo dia em Roma: um passeio pela gastronomia e a arte milenar pelas ruas da cidade.

Acompanhe posts da série sobre Roma, dá uma olhada nas nossas dicas anteriores:

1. 10 dicas de viagem para Roma.

2. Café da manhã Italiano em Roma.

3. Gelato em Roma.

1 comentário

Arquivado em Destinos, Europa, Itália

Mochilão América do Sul: Córdoba, serras e um abraço do Che

Parque Sarmiento - Córdoba - Argentina - Mochilão América do Sul

As dez horas de viagem de Buenos Aires a Córdoba não foram das mais fáceis, havia comprado um assento não muito confortável e um senhor um pouco espaçoso sentou ao meu lado, complicando a situação já nada cômoda. Mas, o problema mesmo era lidar com a minha cabeça, que depois de ter encarado ficar doente pela primeira vez fora de casa, estava fraca na missão e em intervalos entre dormir e acordar alimentava pensamentos não muito animadores.

Logo quando cheguei, conheci duas chilenas no hostel que fizeram o convite para irmos a uma feirinha de artes, como era feriado a cidade estava tranquila e repleta de atividades artísticas ao ar livre. Naquele primeiro momento minha impressão era de uma Córdoba colorida, de ritmo suave. Mas, conhecer uma cidade em dias de feriado, não é conhecer uma cidade.

Encontrar as simpáticas Dani e Nicol do Chile me animou bastante, pena que no mesmo dia estavam de regresso ao seu país. Eu não imaginava, mas viria a encontrá-las por lá, algumas semanas depois.

Não sei se minha percepção de Córdoba foi influenciada por como eu me sentia, de alguma maneira sempre é, mas conversando com outros viajantes que ali passavam, vejo que realmente o maior atrativo da cidade não está na própria cidade, se não ao se em torno, em suas serras.

Em Córdoba a maior atração está em sua arquitetura, muitas igrejas, museus, praças, mas a mim só convenceu mesmo a igreja gótica, essa sim foi de dizer uaauuu!

Catedral Gótica

Catedral Gótica

A cidade parecia viver o seu ritmo de trabalho, como qualquer cidade grande, mas me garantiram que o final de semana por lá é animado. Eu, preferi não esperar. Quero voltar um dia e ver se me acarinho mais pela cidade.

Córdoba tem dois terminais de ônibus e do pequeno, bem no coração da cidade saem ônibus às cidades localizadas nas serras, eu tratei de correr a Alta Gracia, onde está o museu A Casa de Che. A cidade parecia fantasma, quase ninguém nas ruas para eu pedir informação, me perdi um bocado, mas finalmente cheguei ao museu. O preço salgado logo me colocou uma cara de desespero, algo em torno de 75 ARS (+/- 40 reais), quase toda minha verba do dia. Acho que o recepcionista percebeu e me perguntou se eu tinha carteirinha de estudante. Eu, muito esperta, tinha esquecido de levar a minha válida até 2013 (santo Senac), mas ainda assim ele fez o preço de estudante. Não chegava a ser a metade, mas já era algum desconto.

Pronto, cruzando as portas do museu começou o chororô.  Não pude evitar, estava frágil e, se não me engano, já na segunda sala  havia uma carta que Che escreveu aos seus pais em sua primeira viagem pela Argentina, com a qual me identifiquei muito.

O museu é uma pequena casa, onde Ernesto Guevara de la Serna, viveu dos seus 6 a 14 anos, por recomendações médicas. Era asmático e o clima seco e puro de Alta Gracia o ajudaria com seus problemas respiratórios. Logo na entrada nos deparamos com uma escultura do pequeno Ernestito sentado na varanda, entramos e simples salas, com seus livros, cartas, objetos, vão contando como cresceu o viajante que viria a se tornar guerrilheiro e marcar a história da América Latina. Independente de concordar ou não com sua luta, é difícil passar ileso por sua história. Há quem consiga?

Eu que pensava que abortaria a missão que tanto tinha sonhado, agora estava ali diante de tantos relatos de coragem , de cartas onde o comandante falava sobre suas motivações para viajar e seus sonhos de mudar o mundo. Me senti abraçada e muito mais forte.

Che também levava na mochila

Che também levava na mochila

O menino Enerstito

O menino Enerstito

Depois do abraço de Che, ainda conheci Carlos Paz, uma charmosa cidade também nas serras de Córdoba, onde estão muitas fábricas de alfajores. Que tentação!

E segui em frente, próxima e última parada na Argentina : Mendoza.

Hasta la victoria siempre!

Muros coloridos de Córdoba

Muros coloridos de Córdoba

Mais arte nos muros de Córdoba

Mais arte nos muros de Córdoba

Entrada para o Link Córdoba Hostel

Entrada para o Link Córdoba Hostel

Dicas úteis:

Link Córdoba Hostel

Um dos melhores hostels que fiquei durante a viagem.  Ambiente agradável, pessoal do staff super simpáticos (um dos donos é um brasileiro), quartos e banheiros limpos. O café da manhã a la argentinos é bem servido, doce de leite, geleias, media lunas…

Então fica a dica para quem vai se hospedar em Córdoba ;)

Este é o quarto post da série Mochilão América do Sul.

Perdeu os anteriores? Confira aqui:

1. A decisão de viajar sozinha e de mochila

2. Planejar e Cruzar fronteira

3. Buenos Aires, querida e louca!

1 comentário

Arquivado em América do Sul, Argentina, Destinos

Jantar tipicamente Romano no Roma Sparita

É impossível não falar de comida quando se fala da Itália. Mas, bem diferente do menu “italiano” do Brasil, o tipo de comida em cada região da Itália varia muito. Em Roma, o meu restaurante favorito onde é possível encontrar comida tipicamente Romana, é o Roma Sparita.

O restaurante tem cara de restaurante de família e os garçons são extremamente gentis. Os pratos mais tradicionais custam por volta de €13.00, então se você só ficar no prato principal e água, não vai gastar muito. Mas, se você quiser fazer um baquete com o menu italiano completo, o valor sobe para €60.00 por pessoa.

A minha entrada favorita é Fiori di Zucca, muito comum em toda a Itália. É a flor de abobrinha recheada com mussarela de bufala, um toque de anchova, empanada e frita. É crocante por fora e bem macia por dentro. Não tem gosto forte de anchova, é bem delicada.

Comida Italiana: Fiori di Zucca

Outra entrada muito boa é o Carcioffo alla Giudia (alcachofra à moda judia). É a alcachofra toda frita,  não só o miolo. Pode comer as folhas sem procupação, elas ficam crocantes.

Comida Típica Romana: Alcachofra à moda judia

O prato principal é o Cacio e Pepe, um macarrão com queijo típico da região (Cacio) e pimenta preta (Pepe) , numa casquinha de parmesão. O prato custa €13.00.

Cacio e Pepe

Prato típico de Roma: Cacio e Pepe

Além do Cacio e Pepe, também gostei muito da pasta com funghi e pasta com alcachofra. Da última vez a Gigi, minha amiga, foi quem pediu esse prato.

Comida italiana: Massa com alcachofra

Comida italiana: Massa com alcachofra

Eu pedi um peito de frango com molho de limão Siciliano, acompanhado de chicória cozida com manteiga.

Comida italiana: Frango com molho de limão siciliano

Comida italiana: Frango com molho de limão siciliano

Se você estiver no ânimo para a sombremesa, pode ir no Tiramissu sem receio! O meu acabou rápido demais, nem deu tempo pra foto :O

Comer em Roma

Gigi e Hirochi bons de garfo.

Minha última dica é fazer a reserva algumas horas antes de aparecer por lá, por que o lugar sempre está lotado.

Endereço: Piazza di Santa Cecilia, 24 – Trastevere

Telefone: +39 06 58363165  ou +39 06 5800757

Quer mais dicas para sua viagem a Roma? Confira o posts anteriores:

1. 10 dicas de viagem essenciais para Roma

2. Sobremesa: O melhor gelato do mundo está em Roma

3. Café da manhã italiano

Você foi pra Roma e tem dicas pra dar? Conta pra gente!

4 Comentários

Arquivado em Destinos, Europa, Itália

Dicas de Sobrevivência em Nova York

Nova York foi a cidade onde passei mais tempo fora do Brasil a turismo. Fui estudar em novembro do ano passado e não tirei o pé de Manhattan por 3 semanas, mesmo convivendo com os resquícios do Sandy.

Se por um lado não conheci toda a cidade, peguei bastante macete para aproveitar o melhor da cidade e pagar pouco.

Vamos lá:

METRÔ:

Metrô Nova York

Pode-se fazer tudo em NY de metrô ou a pé. O melhor é adquirir o Metrocard. Você pode comprar um passe semanal (US$ 28,00) ou mensal e usar quantas vezes você quiser. Nas linhas, cuidado com as linhas expressas. Tem pontos que elas não param. Veja pra onde você vai, os destinos em Manhatan são sempre divididos entre Downtown (Sul, lado do distrito financeiro) e Uptown (norte do Central Park e Harlem). É como o Corinthians – Palmeiras no metrô de São Paulo. Cuidado com os ratos também, tem muito. Apesar de falarem que só andam nos trilhos, teve gente que viu andando na plataforma. A parte mais legal são os artistas, de todo gênero, tocando a qualquer hora nas estações. Cada parade é uma boa surpresa musical.

SOBREVIVÊNCIA:

• 
Wi-fi: todo Starbucks tem de graça. Só se conectar no ATTwifi, aceitar autorização no browser e ficar usando. Se preferir, compre crédito no Skype.

• 
Cupons: É tudo caro para entrar, acima de US$ 20,00. Via de regra, procure os cupons; tem em hotel, em flyers de outras atrações e até gente distribuindo na Times Square. Vale a pena, porque você acaba economizando uns 5 dólares em cada. No final, sobra um bom dinheiro.

Comida: também achei cara. É regra deixar de 15% a 20% da conta para o garçom. Eles não incluem na conta, mas se você não deixar, eles olham muito feio pra você. O mesmo vale pra taxi – 10% está ótimo. Café da manhã é Starbucks, pelo menos pra mim. Mc Donald’s tem algumas opções boas, que você não precise comer ovo e bacon, e bem baratas. De resto, o que puder comprar em supermercado vai salvar seu orçamento.

MUSEUS:

Se você gostar de museus, tem que ir no Metropolitan. É gigantesco, de tirar o fôlego. De longe, o que mais gostei. Tem de múmia, templos egípcios inteiros até Van Gogh. Tem exposições geniais, na minha época teve uma do Andy Warhol, que mostra como ele inovou e influenciou outros artistas na pop art. Não fui no Guggenhein, mas o MoMA é excelente também. O Jardim das Esculturas é maravilhoso. Se for por lá, prefira começar do andar mais alto e ir descendo. Assim, se cansar, já viu a parte mais bacana. Eu fiz o contrário e me arrependi. Se não gostar de museus, ainda tem 2 dicas bacanas: tem que dar uma passada no Museu de História Natural e no Madame Trussauds, o museu de cera. Não são cansativos e você se diverte muito. Se for no Madame Trussauds, não perde o cinema dos Vingadores. 
Museus são todos pagos e caros, mas tem uma pegadinha: no Metropolitan e no Museu de História Natural, a entrada é por doação. Então, só dar um dólar que eles te dão a entrada. Os museus de arte tem sempre um dia que é de graça. No MoMA, é toda sexta depois das 5pm. É bem cheio e pra pegar o ingresso de graça tem uma fila de virar o quarteirão, mas que você não precisa se preocupar, porque ela anda muito, muito rápida. Se não me engano, o Guggenhein é no sábado. Eu fiquei louco para visitar o Intrepid Sea, Air and Space Museum, um porta-aviões em Manhattan com aviões de todos os tempos e até um ônibus especial, mas o Sandy tenha feito um bom estrago e só abriria em 2013. 

Nova York

Nova York

Nova York

Monet no MoMA, MET e o Museu de História Natural, onde não se deve passar a noite, de acordo com o filme 

BROADWAY / TIMES SQUARE:


Nova YorkÉ muvuca, mas é é uma experiência inesquecível, especialmente pelos luminosos. Até McDonalds, entrada de metrô, é tudo brilhante. Não esqueça de passar na loja do MMs (no norte da Times) e na ToysRUs, uma loja de brinquedos que tem tiranossauro, legos gigantes do Empire State, da Estátua, e até uma roda gigante de verdade. 
Se quiser assistir um show, é tudo bem caro, a minha dica é ir em dia da semana e procurar lá no meio da Times Square o TKTS. O teto da bilheteria é uma arquibancada paras pessoas olharem pra Times Square. Lá tem a maioria dos espetáculos com 50% de desconto (Chicago, Fantasma da Ópera, etc.).

Times Square Nova York

ATRAÇÕES GRATUITAS:

• Central Park: é monstruoso e você pode passar dias lá, mas evite à noite. Dizem que é um pouco perigoso, especialmente para mulheres. Visite a Basheda Fountain, que todo dia tem noiva tirando foto. Tem sempre gente cantando opera e dançando por ali. Se for no inverno, na parte sul tem o rink de patinação, mas é bem cheio. Tem outras opções de rink como o Rockfeller Plaza (na 5a Av.) e no Briant Park (também na 5a Av., atrás da Biblioteca Municipal).

Central Park Nova York

Central Park Nova York

Central Park: Gapstow Bridge e sessão de fotos de noivos na Basheda Fountain

• Grand Central Terminal: Estação central de trens e metrô em Manhattan. É a Luz de lá. O lugar é incrível, com um teto com constelações e uma Apple Store bem no meio, que é muito interessante de visitar. Está sempre cheia de gente passando, mas vale a pena parar meia hora lá e acompanhar o movimento e tirar fotos.
 Muitos filmes foram gravados lá.

Grand Central Terminal Nova York

Chinatown e Little Italy: Em uma tarde, você anda pelos 2 bairros e come bem. Chinatown é bem maior, e pra mim só valeu pelas ruas cheias de neon. Já a Little Italy é o Bixiga, só que saído do Poderoso Chefão. Vale parar pra comer lá, mas pode ser um pouco caro.
 De qualquer forma, é o lugar onde fui melhor atendido em NY. Os italianos são incomparáveis em simpatia.

Nova York

IMG_9670Chinatown & Little Italy

• Ponte do Brooklyn, Estátua da Liberdade, Wall Street e Memorial 9/11: está tudo em Downtown. Conselho: pegue um barco no Bryant Park e veja tudo. O memorial do WTC é bom passar na frente pra ver o que está acontecendo, na época que eu fui estava com problema por causa do Sandy. A Wall Street não tem nada de mais. 5 minutos andando em 2 quarteirões e tá tudo certo. Mesmo o Charging Bull, aquela estátua do touro, que fica para o sul de Wall Street não compensa, porque está sempre lotado de turista japonês em volta tirando foto segurando o saco do boi.
 A Brooklyn Bridge é um clássico, não pode deixar de visitar.

Nova York

Nova York

Estátua da Liberdade vista do barco e tudo o que você vai ver do Charging Bull, se tiver a mesma sorte que eu.

Sutton Place: é uma pracinha bem gostosa, mas minúscula, de frente para a Roosevelt Island. Achei bem bonito a vista de lá. É totalmente fora dos roteiros.

Nova York

• 5a Av.: Super lotado, ainda mais na época de natal. Tem várias lojas de grife mas a atração é o Rockfeller Center. É onde fica a famosa árvore de natal e sempre tem algo interessante ali na praça central. No natal é deslumbrante, com o rink de patinação em  frente à árvore. Dica, entra primeiro no prédio principal, desce pro subsolo, pega um café na Starbucks e depois passeia por lá.

Rockfeller Center Nova York

• Chryrsler Building: o prédio mais bonito de NY. É do lado da Grand Central, mas não tem nada pra fazer lá porque não dá pra entrar. Mas ele está presente o tempo inteiro na paisagem, o que garante várias belas fotos do skyline de Manhattan.

Nova York

• High Line: é meu lugar favorito de NY. Eles pegaram um Minhocão, mas que era uma linha de trem, e que estava abandonado, e transformaram em um parque, só deixando a vegetação crescer. Imperdível. Prefira a parte do sul, em Chelsea, e terminar o passeio no Chelsea Market.

Nova York

IMG_8860

• Harlem: eu não fui, mas o povo que foi se divertiu nas igrejas que tem lá. Falaram que vale o passeio e assistir um culto.

Roosevelt Island: não tem nada lá, mas tem uma bela vista de Manhattan. Se gostar de Friends, é onde a maioria das tomadas de Manhattan entre os quadros são feitas. Para chegar, é só pegar um teleférico perto da Bloomingdale’s.

Nova York

• St. Pratrick Cathedral:  eu tenho uma queda por igrejas, adoro visitar. E essa definitivamente não decepciona. É super bem localizada, na frente do Rockfeller Center. Você não perde tempo nenhum para visitar esse lugar.

PRÉDIOS e PASSEIOS:


• Empire State Building: o passeio é caro, mas vale a vista. A vista é incrível e o pessoal de todo o prédio é muito simpático e bem humorado. A arquitetura em Art Decó é um show à parte. Se quiser, só caminhar pelo saguão de graça já vale a pena.

Nova YorkDowntown visto do observatório no 86º andar do Empire State Building

Top of the Rock, o topo do Rockfeller Center: dizem que a vista é mais bonita que a do Empire State, mas não fui não achei necessário pagar para subir. Mas deve ser mesmo, por poder ver o Empire State na paisagem e por ser mais próximo do Central Park. De qualquer forma, se quiser ir nos dois lugares, acho que vale ir em um de dia e no outro à noite.

• ONU: está fora dos roteiros número 1, mas gostei demais do passeio lá. O prédio é meio zuado, tipo Brasília, mas a visita guiada é interessante, é quase uma palestra sobre a história deles. Se gostar de história ou guerras, é demais. O meu guia foi um sujeito do Congo.

Nova YorkA parada final da visita: o hall da Assembléia Geral

COMPRAS:

• Century 21: melhor lugar para economizar em Manhattan. Você pode ir lá no dia que estiver em Downtown.

Apple Store: a loja da Grand Central e a da 5a Av., do lado do Central Park, o famoso cubo de vidro, são imperdíveis. Tem uma no Chelsea também, se estiver passeando pelo sul da High Line. Todas tem wi-fi grátis.

Nova YorkCubo de vidro da Apple visto de dentro

Bloomingdale’s: não fui, mas parece ser interessante. Não sei como é o preço.

• Macy’s: a maior loja de departamentos do mundo. São 9 andares de loja. Vale a visita, mesmo se não for comprar nada. Pode almoçar por lá. No natal, as vitrines são grandes atrações. É do lado do Empire State. 
 Evite na Black Friday como você deve evitar a Times Square no Reveillon.

• B&H: se quiser comprar alguma coisa de fotografia, é o melhor lugar do mundo. Gigantesco e barato. Mas fecha aos sábados, porque é quase todo mundo judeu.

Algumas fotos da viagem:

Sandy Nova YorkLembranças do Sandy

Nova YorkNova YorkEm um único passeio em Downtown: Bolsa de Valores em Wall Street e Brooklyn Bridge

Nova York

Nova YorkExistem lembranças do 11/09 por toda Downtown

Nova YorkNova YorkCity Hall, também em Downtown, e o prédio da ONU

St. Patrick Cathedral Nova YorkSt. Patrick Cathedral

Nova YorkRoda gigante na famosa loja da Toy’sRus, na Times Square

Fotos e texto por Lucas Machado
@lucasmachado

Deixe um comentário

Arquivado em América do Norte, Destinos, Estados Unidos

Mochilão América do Sul: Buenos Aires, querida e louca!

Entardecer na Recoleta

Entardecer na Recoleta

A chegada a Buenos Aires, 20 horas depois – três a mais que o previsto, devido a um congestionamento para entrar na região da capital porteña, confirmava a expectativa: a aventura começava ali.

Minha primeira emoção foi o senhor que tirava as malas do ônibus me olhando feio e resmungando algo que eu e meu portunhol (de mierda) não entendíamos. Algum tempo depois percebi que ele queria a propina (gorjeta em espanhol), que eles realmente levam a sério por lá. Na dúvida dei 5 ARS , ele pareceu mais feliz e segui em frente.

Nos meus sete dias em Buenos Aires, fora toda a parte turística e super conhecida por nós brasileiros, como Recoleta, Malba, Palermo, Caminito e outras mais, conheci cantinhos que pareceram ainda mais especiais, como o Rio de la Plata e seu teatro a céu aberto, que tem um acesso escondido próximo a Ponte Saavedra e o espaço Konex, que recebe muitos viajantes adeptos do CouchSurfing, mas que provavelmente, você não vai ouvir falar em uma agência de viagens.

Falando nisso, foi em Buenos Aires que fiz meu primeiro couchsurfing. Tudo bem, que já conhecia meu host, pois o havia recebido com um grupo de amigos, todos argentinos para um passeio por São Paulo. Mas, a experiência de estar dentro da casa de alguém praticamente desconhecido, ter suas chaves em mãos, entrar e sair quando bem entender, era completamente nova e até um pouco estranha. Logo comecei a me sentir bem com a situação, uma das grandes descobertas de viajar se hospedando em casa de locais é ver como existem pessoas que sabem e gostam de receber.

Não foi a primeira vez que estive em Buenos Aires, mas nada como ter um guia local para descobrir de verdade uma cidade, principalmente quando a viajante é uma curiosa que pergunta sobre tudo, o tempo inteiro.

Dessa vez pude ver uma Buenos Aires muito mais frenética do que tive a oportunidade de conhecer antes, uma cidade como a minha São Paulo e outras grandes cidades pelo mundo, que crescem desordenadas e com uma pressa de chegar sabe se lá onde e porquê… e assim, muitos esquecemos de ver o que se tem de mais lindo e escondido entre tantos prédios.

Cores, árvores, pessoas e carros, um mix bem porteño

E Buenos Aires ainda guardava muitas emoções…

Lá fiquei doente pela primeira vez durante meu mochilão. Sim, tiveram outras e juntas fizeram valer cada centavo do seguro que eu fiz pela Intermac Assistence.

Me lembro bem da sensação de desespero, sozinha no hospital, quando me perguntavam algo como “Cual es su apechido?” e eu “Que? Apechido? No sé, tengo dolor!!!”. Até que entendi que me perguntavam qual é meu apellido (sobrenome em espanhol). Os porteños tem esse jeitinho bem diferente de falar, o que complica a comunicação, mas nada que gestos e um pouco de persistência não resolva. Para eles o ll soa como o nosso ch, enquanto nos demais países soa mais como nosso lh.  E também não existe o tu (você) e sim vos, o que acaba mudando toda a conjugação dos verbos.

Resolvido os desentendimentos de linguagem, fui atendida, tomei uns antibióticos e fiquei bem, mas assustada. E a partir dali comecei a pensar que não conseguiria viajar mais que um mês sozinha.

Tudo bem se eu resolvesse voltar antes, mas por enquanto iria continuar  a viagem, o próximo destino me esperava: Córdoba.

Já esteve em Buenos Aires? Conta pra gente como foi nos comentários e compartilhe fotos na nossa Fan Page e/ou instagram usando #levonamochila

Buenos Aires, vale mais de um post aqui, quero contar tudo do Konex para vocês,  dos shows incríveis que acontecem por lá e, compartilhar a lista de lugares a se conhecer que meu host fez para mim, mas por hora,  algumas fotos e um trecho do filme Medianeras, que vi faz algum tempo e não saia dos meus pensamentos enquanto estava lá, pois muito traduz essa cidade, querida e louca!

Espaço cultural Konex

Espaço cultural Konex

Teatro a céu aberto na margem do rio de La Plata

Muros expressivos de Buenos Aires

Muros expressivos de Buenos Aires

Hosts especiais, empanadas especiais. Feitas por Belén Callara e de recheio único, lentilhas :)

Medianeras em espanhol, não encontrei com legendas. Se alguém encontrar, me avisa, por favor, vale a pena.

Este é o terceiro post da série Mochilão América do Sul.

Confira os post anteriores:

1. A decisão de viajar sozinha e de mochila: http://tinyurl.com/viajarsozinha

2. Planejar e Cruzar fronteira: http://tinyurl.com/cruzarfronteiras

3 Comentários

Arquivado em América do Sul, Argentina, Destinos