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Viajar de ônibus pela América do Sul

Rumo a Cusco, 21 horas em ônibus.

Rumo a Cusco – Peru, 21 horas em ônibus desde Lima.

Existem muitos mitos e verdades sobre viajar de ônibus pela América do Sul. Histórias sobre viajar com galinhas e outros animais dentro do ônibus, sequestros e roubos, estradas da morte e ônibus sem banheiro habitam nossa cabeça quando pensamos em viajar por terra pelo continente. A minha experiência de cinco meses viajando apenas em ônibus, e duas vezes em trem, por Argentina, Chile, Peru, Bolívia e Brasil, me mostraram que algumas dessas histórias são mitos, outras um dia foram verdade e outras continuam sendo.

Fui surpreendida positivamente pelas viagens de ônibus que em geral são seguras, basta tomar alguns cuidados como em qualquer lugar. Na Argentina, no Chile e Peru alguns ônibus oferecem serviço de bordo e superam qualquer companhia área que eu já tenha viajado. Em um determinado trecho na Argentina, comprei uma passagem que estava em promoção em uma classe mais confortável e, me ofereceram até whisky e pró-seco.

Alguns cuidados que me ajudaram a viajar tranquila:

– Cuidados com bagagem de mão

A mochila de mão ia enrolada no pé, embaixo do banco. Dinheiro e documentos sempre comigo, de preferência naquelas bolsinhas conhecidas como porta-dólares, que ficam por baixo da calça. Dava aquela vontade de ir no banheiro? A mochila de mão ia junto.

 

– Avise um conhecido

Para alguns é exagero, mas eu viajava mais tranquila avisando algum familiar ou conhecido no local sobre o trecho e companhia da viagem.

 

– Evitar viajar a noite

Nem sempre é possível evitar, o que me gerou algum pânico a princípio, mas relaxei e deu tudo certo. Não cruzei nenhuma fronteira a noite, tomei cuidado redobrado com as minhas coisas e, optava por empresas de ônibus maiores e mais conhecidas. Quando entrava no ônibus tratava de curtir a noite, as estrelas pela janela. Não adianta ficar tenso, você já está lá.

– Escolha da empresa de ônibus

Pesquise antes se possível, converse com locais, nem sempre passagens econômicas valem a pena. Economize, mas não quando isso interferir na sua segurança.

 

Argentina:

As estradas argentinas me pareceram seguras nos trechos que passei (Puerto Iguazú – Buenos Aires; Buenos Aires – Córdoba; Córdoba – Mendoza).  Existem muitas opções de empresas. Lá optei pelas mais econômicas. Uma boa dica é utilizar o site Central de Pasajes para pesquisar preços, horários e companhias e depois ir até o terminal de ônibus comprar. Pechinchar por lá pode funcionar.

 

Brasil:

O Brasil foi onde tive mais dificuldade com ônibus, atrasos, falta de informação e preços absurdos. Por aqui não existe uma companhia de ônibus que faça trechos por todo o país. Existem grandes empresas que cobrem determinadas regiões. O país é grande demais. Para ajudar na pesquisa de preços, horários e companhias de ônibus no Brasil o site Busca Ônibus  é uma boa alternativa.

 

 Bolívia:

Viajar pela Bolívia por terra é uma grande aventura, as estradas e ônibus desafiam a coragem do viajante. Como em todo lugar, existem os ônibus turísticos que oferecem um maior conforto, pero no mucho e,  por um preço bem maior. Ouvi relatos de outros viajantes de que os ônibus turísticos não valiam a pena e optei pelos ônibus comuns. Buscava me informar nos hostels e com pessoas locais sobre as companhias. Uma das mais conhecidas é a Trans Copacabana (não encontrei o site).

A história de não ter banheiro nos ônibus é verdade, eles fazem algumas paradas no caminho, mas aconselho evitar líquidos antes e durante a viagem.

Algumas estradas foram pavimentadas recentemente, como a que vai de La Paz a Potosí, mas se você pretende cruzar o país e chegar ou sair de Santa Cruz, prepare seu espírito aventureiro. As estradas são de terra, estreitas e rodeiam montanhas. Como prêmio pela coragem você ganha uma paisagem maravilhosa para apreciar da janela.

 

 Chile:

Viajei o Chile de Norte a Sul, suas estradas em geral são muito boas. Lá existem duas grandes empresas a Turbus e a Pullmam Bus, as duas realizam trechos por todo o país e existem outras menores que fazem apenas alguns trechos. A Turbus não tem boa fama por lá, mas eu usei bastante e achei ótima. Segundo um amigo chileno, sua má fama é porquê a frota deles é muito grande e houve uma época em que alguns acidentes geraram bochichos sobre a empresa.

Para quem tem flexibilidade de datas é possível encontrar ótimos preços, no Chile os valores mudam muito dependendo do dia da semana. Claro que os finais de semana são mais caros. É possível consultar os preços pelos sites das empresas, mas estrangeiros só conseguem realizar a compra nos terminais de ônibus ou nos postos de vendas. Se não tiver tempo de verificar os preços antes pela internet, peça ajuda aos atendentes, eles costumam ser gentis e te ajudam a encontrar a passagem mais barata.

Peru:

Viajar de ônibus pelo Peru já não foi uma opção muito segura, mas tem melhorado muito e com algumas empresas você viaja seguro, confortável, com comidinhas e bebidinhas a bordo. A maior empresa de ônibus do Peru é a Cruz del Sur (quem dera no Brasil companhias de ônibus e avião fossem parecidas com ela). As passagens pela Cruz del Sur são mais caras e em alguns trechos a diferença não é pouca não, mas eles sempre liberam alguns assentos com preço mais baratos, o que chamam de tarifa insuperable e, os preços são insuperáveis mesmo. A compra das passagens pode ser feita pelo site, pelo telefone ou nos terminais. Quando viajar pela Cruz del Sur, fique atento, em algumas cidades, como Lima, Ica, Cusco, a empresa tem um terminal de ônibus próprio. Outra grande empresa de ônibus por lá é a Ortusa.

Não se espante se antes de deixar o terminal um funcionário da empresa subir ao ônibus filmando todos os passageiros. É uma medida de segurança da empresa.

Algumas das paisagens que vi das janelas dos ônibus pela América do Sul:

Cruzando a fronteira Argentina - Chile em plena Cordilheira dos Andes.

Cruzando a fronteira Argentina – Chile em plena Cordilheira dos Andes

Viajando pelos povoados de Cusco, Peru.

Viajando pelos povoados de Cusco, Peru.

A primeira vez que vi um vulcão foi da janela. Osorno, Puerto Varas, Chile <3

A primeira vez que vi um vulcão foi da janela de um ônibus. Osorno, Puerto Varas, Chile <3

Balsas para cruzar o Titicaca em ônibus, Bolívia.

Balsas para cruzar o lago Titicaca em ônibus, Bolívia.

Céu pantaneiro visto da janela. Mato Grosso do Sul, Brasil.

Céu pantaneiro visto da janela. Mato Grosso do Sul, Brasil.

 
Tem boas dicas de viagem de ônibus por esses e/ou outros países da América do Sul? Manda pra gente: levonamochila@gmail.com
 
 
Fotos por Danyelle Fioravanti
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Sem eira, nem beira. Cairu, Bahia

Sempre ouvi minha mãe falar, aqui no interior de São Paulo, que alguém não tinha “eira nem beira”, ou seja, quando alguém não tinha grana ou um rumo na vida. Mas, foi é no começo desse ano que descobri o que isso significa, em Cairu na Bahia.

Eira e Beira são ornamentos que as casas de classe média  e classe média-alta possuíam para se distinguir dos mais pobres. Quando um homem ia pedir a mão de uma moça em casamento, a família da moça olhava esses ornamentos para ver se o moço tinha “Eira e Beira”. Se ele não tivesse, o casamento não acontecia. Afinal, “ minha filha não vai casar com um fulano sem eira nem beira”. É interessante como usamos essas expressões no dia-a-dia e, muitas vezes, nem sabemos de onde vem.

Uma casa sem eira.

Uma casa com beira.

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Um “causo” na Igreja de Santo Antônio. Cairu, Bahia

Cairu, na Bahia, é a segunda cidade mais antiga do Brasil, fundada em 1608. É formado por pequenas ilhas, então todo o transporte é feito por barcos de pescadores ou lanchas.

No alto do morro tem a Igreja e convento de Santo Antônio. Quando eu fui lá, o guia me disse que as moças que querem casar devem entrar com o pé direito na igreja. Eu fiquei tão empolgada, brincando com e idéia, que quase entrei com o pé esquerdo. Meu namorado me puxou a tempo de mudar de pé!

Não sei se foi a igreja ou não, mas depois de 4 meses fui pedida em casamento.

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VIAJE!

#insPire-se

Vídeo por Antônio Adriano

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Boas dicas de Curitiba à Fortaleza

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O Levo na Mochila está sempre em busca de parcerias para oferecer cada vez mais dicas e o melhor conteúdo para  manter nossos amigos viajantes sempre informados. Dessa vez contamos com a colaboração da FalaTurista, empresa que opera em mais de 150 cidades brasileiras, oferecendo hotéis para reservas online.

A dica de hoje vai agradar tanto os amantes de um friozinho quanto aos amantes do calor.

Aproveitem ;)

Quem gosta de mochilar já sabe que economia é o segundo passo para fazer uma viagem bacana: o primeiro é escolher o destino. E para viver dias de alegria, descanso e descobertas culturais e artísticas em um canto diferente não é preciso, necessariamente, sair do Brasil. Nosso país é um caldeirão de manifestações culturais em cada região. Por exemplo, já considerou viver todas as delícias de Curitiba, no sul do país, ou Fortaleza, no coração do Ceará?

No friozinho de Curitiba

Em Curitiba o mochileiro vai ver uma outra cara do Brasil. Apesar de ser capital e de ser cidade grande e organizada, a principal cidade do Paraná apresenta um cenário de filme com ares provincianos. Reservar hotel por lá é uma das melhores atividades da viagem, já que a rede hoteleira – assim como a gastronômica – em solo curitibano é de cair o queixo em relação a outros locais do Brasil.

Na cidade é possível viver alguns dias de total aproximação com a natureza, já que são mais de vinte e cinco parques com uma área verde preservada que supera os 80 mil m². E até os bosques e parques, por sua característica cultural, apresentam nuances e fatos do Brasil na época das grandes imigrações européias de italianos, alemães e portugueses e também da imigração japonesa, com vários memoriais a esses eventos espalhados pelos bosques da cidade.

E esse potencial pelas belezas naturais do estado é que fazem Curitiba ser ainda mais bonita e organizada, em relação a outras capitais brasileiras. Não é a toa que um dos principais cartões postais da metrópole de dois milhões de habitantes é justamente seu Jardim Botânico, com uma imperiosa estufa metálica que abriga espécies de plantas comuns em todo o país. A Ópera de Arame, outro monumento dentro de parque, também atrai muitos olhares por suas nuances entre o que o homem faz e o que a natureza fabrica.

Quem escolhe a capital do Paraná como destino e decide reservar albergue ou hotel em Curitiba pode esperar por uma grande imersão cultural. Por lá é possível ver o Museu Oscar Niemeyer, que tem 16 mil m² destinados a exposição de obras de arte, com uma arquitetura que, claro, não poderia deixar de ser exuberante, e o teatro Guaíra, uma das maiores casas de espetáculo da América Latina. Entre museus, igrejas e parques vale a pena visitar Curitiba e tirar de lá o maior número possível de boas experiências.

No calor de Fortaleza

Essa máxima também vale para o viajante que vai pesquisar hotéis em Fortaleza e seguir seu rumo pelo nordeste do Brasil. Cidade praiana e muito animada, a capital do Ceará nos lembra constantemente que há espaço na vida para o trabalho, para o descanso e para a simples constatação de que estar vivo vale muito a pena. Fortaleza tem muitos pontos turísticos certos, como o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, e muitos “neo-clássicos” que sempre chamam a atenção, como a casa onde foi tramado o maior assalto a banco da história do país, contada no filme Assalto ao Banco Central no ano de 2011.

Fora os passeios pela cidade e sua rica manifestação gastronômica está a possibilidade de conhecer um dos mais lindos recortes litorâneos de todo o Brasil. Vale a pena dar uma passada pelas praias de Iracema, Mucuripe e Praia do Futuro e, quem sabe, estender a viagem até Canoa Quebrada e Jericoacoara, verdadeiros paraísos naturais do nosso nordeste. E não se esqueça da lembrança de que a vida pede descanso: aproveite os momentos entre um passeio e outro para tirar um cochilo na rede e compre uma, nas feirinhas de artesanato das praias, para trazer na mochila um pedacinho tradicional desse lindo estado.

Post por FalaTurista
Fotos Google Images e Danyelle Fioravanti

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Natal, Rio Grande do Norte.

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Hoje é aniversário de uma pessoa muito especial, que já apareceu aqui no blog algumas vezes: Reinaldo Filho. Junto com o Antônio Adriano, outra pessoa super especial para o Levo na Mochila (e, famoso por aqui), o Rei escreveu um post sobre a viagem deles para Natal, no Rio Grande do Norte. Um cantinho no Nordeste do Brasil que fiquei pra lá de tentada em conhecer, depois de ver essas fotos tão lindas!!! Parabéns, Rei! E super obrigada por esse post lindo.

Natal – RN no Maps

Este é um pequeno relato de uma viagem à Natal/RN, um lugar incrível, onde há muito o que se fazer e muito que se lembrar. Tentaremos nesse post dar uma dimensão, mesmo que superficial, dessa experiência. Boa leitura!

Natal surpreende desde a chegada, quando o avião sobrevoa a cidade em direção ao aeroporto.  Tem pouco mais de 800 mil habitantes, mas de cima, parece muito maior. Os quarteirões bem divididos, mostram a face de uma cidade bonita e organizada. Impressionante é a árvore de natal que está montada em uma de suas praças. Moderna e iluminada por leds, é imponente até mesmo do alto. Não é a toa que ela se chama Cidade do Natal.

 


Ficamos no Lua Cheia Hostel. Esse é um dos pontos turísticos da cidade por sua construção nada comum: pretende ser uma réplica de um castelo medieval, com direito a fosso, ponte, e tudo mais. Os quartos foram batizados com nomes do tipo: masmorra, casa das bruxas, calabouço e por aí vai.

A idéia é mesmo transportar o hóspede para a idade média, com direito a uma mesa para refeições ao estilo taberna. O clima foi tanto, que não percebemos o chuveiro queimado e achamos natural passarmos 5 dias tomando banho frio. Mas, para uma cidade que promete  300 dias de sol por ano, tomar banho frio é perfeito.

Praia de Ponta Negra e Morro do Careca-Natal/RN

Para quem gosta de uma boa praia, de águas quentes, claras e muita natureza, a Praia de Ponta Negra é o local ideal. O Morro do Careca  localizado nesta praia, é facilmente reconhecido por se tratar de uma extensa faixa de areia que corta a vegetação.

Praia do Forte dos Reis Magos e Ponte Newton Navarro-Natal/RN

Conhecemos a região da  Praia do Forte, com seu forte de 1598, bem próximo a moderníssima ponte Newton Navarro, o cartão postal de Natal.  Uma cena de contraste. A ponte, vista do Forte proporciona uma visão imperdível do por do sol.

Mas, nem só de praia vive o turista, principalmente o turista que vai para Natal. E como não poderia ser diferente, fizemos o passeio das Dunas de Genipabu.

Dunas de Genipabu/RN

O passeio de buggy custa cerca de R$ 80  por pessoa, se forem 4 pessoas. Se você estiver em um número menor, vai desembolsar um pouco mais para fazer o passeio. Nessas horas, uma nova amizade é sempre bem vinda. Por isso, converse com as pessoas que estiverem no hostel, ou no hotel, e convide-as para fazerem o passeio.

Voltando para Genipabu, trata-se de um passeio que atravessa 4 parques de dunas, com vistas estonteantes, muito vento no cabelo, muita areia no rosto e nos olhos #Antônio fail – leve um óculos de sol…tão importante quanto o filtro solar, acredite.

Como extras,  fizemos brincadeiras de tirolesa, e eskibunda. Duas coisas divertidas e baratas, que fazem a diferença no passeio.

Esse passeio leva um dia inteiro, saindo às 8:00h e voltando às 17:00h.

Importante: É possível que se você fizer esse passeio, em algum lugar das dunas, locais podem te oferecer para tirar foto com iguanas e outros bichos selvagens da região. Não dê sua ajuda a nenhuma pessoa que faça isso, por se tratar de crime ambiental. Essas pessoas machucam os bichos para que eles percam a capacidade de se defender e fugir. Foto com bicho selvagem não é legal, ok?

Pipa/RN

A praia de Pipa fica a 60km de Natal. Para ir, pode ser de carro ou ônibus mesmo. Dessa vez, levamos o reforço de uma galera que conhecemos no hostel – 3 amigos vindos de Recife.

Pipa é um dos destinos mais procurados por quem vai a Natal. A praia é muito bonita. Está numa região de falésias, e por isso, existem imensos paredões que circundam a praia. Nessa região também está a Baia dos Golfinhos.  Pegamos um catamarã para chegar até o local onde eles ficam… e… realmente eles existem! Mas, não é tão fácil entrar em contato com eles, no máximo dá pra ver de longe, mas vale a pena – menos para quem tem estômago fraco e não aguenta o sacolejo do barco – #Reinaldo fail.

Podemos dizer que o amor de Pipa é o que fica. Lá descobrimos que essa máxima, adaptada, é uma verdade.

Cajueiro de Pirangi do Sul/RN

No último dia de nossa “aventura” por Natal – e o Rio Grande do Norte – fomos conhecer o “ maior cajueiro do mundo” , que fica  em Pirangi do Sul, uma cidade vizinha a Natal, a cerca de 20 km. Para chegar lá bastou um coletivo.

E chegando lá, fomos procurar o tal cajueiro… e realmente, ele é imenso. É do tamanho de um quarteirão. Para quem não conseguiu visualizar, faça o exercício de imaginar uma árvore cujas raízes se espalharam por todo o terreno e formaram uma floresta de uma árvore só. Pois é isso mesmo, acredite.

Tá certo que o cajueiro é algo assim… ok! Mas, não poderíamos voltar de lá só com isso na bagagem, e enfrentar a estrada novamente apenas por causa do cajueiro. Fizemos diferente: um passeio de quadriciclo!

O quadriciclo – Pirangi do Sul/RN

Esse passeio custa R$ 90 por pessoa para um quadriciclo de duas pessoas. Se quiser fazer o passeio sozinho, custa R$ 180. Vale a pena mesmo ir de duas pessoas porque pode revezar. Assim ninguém fica sem pilotar o treco.

Esse passeio de quadriciclo foi uma das coisas  mais legais da viagem. Começa em uma estrada de terra, e depois passa por uma vila de paralelepípedo escondida entre a vegetação – coisa que você só veria se fizesse o tal passeio. Depois de passar pela vila, começa a aventura pelas areias…

E possível percorrer uma infinita combinação de trilhas pelas dunas, em um ambiente cinematográfico. Não tem nada ali além do seu quadriciclo e do guia. Somente areia, uma vegetação que lembra episódios do Pica Pau, e para refrescar diante de tanto calor e tanta areia, alguns açudes. Um deles chamado de Açude da Juventude promete devolver a juventude a quem mergulha nele. Pode não ser verdade, mas que dá pra enxergar os próprios pés nele, dá. Água doce, cristalina. Um paraíso.

Isso porque ainda nao mencionamos que em cada um dos açudes que passávamos, a cor da areia mudava. Tinha um que a areia era vermelha.  Nessa, era possível ate fazermos zerinhos com o quadriciclo.

O passeio termina depois de uma hora e meia, mas fica um gosto de quero mais. Certamente é algo que deve ser feito todas as vezes que puder estar lá. Vale a pena.

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