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#Mochilão SP – Existe AMOR em SP

Mesmo com a intervenção da Guarda Civil Metropolitana pela manhã (sem base nenhuma e provavelmente a pedido dos assessores do Kassab, que estavam no local), rolou ontem na Praça Franklin Roosevelt o festival #ExisteAMORemSP.

Apesar de ter um fundo político, que reivindicava uma cidade mais pública e uma administração menos repressora (como a atual), o festival era apartidário e tinha como objetivo também, inspirar uma São Paulo “mais humana, inclusiva e gentil, uma cidade com mais amor”.

É realmente inspirador ver mais de 8 mil pessoas de diversos estilos, reunidas pacificamente, reforçando esse coro, desfrutando de uma tarde ensolarada na praça e cantando junto nos shows do Porcas e Borboletas, Andreia Dias, Thiago Pethit, Lurdez da Luz, Gaby Amarantos, Emicida e Criolo.

Tudo correu maravilhosamente bem, parecia que todos ali eram amigos de longa data. Foi muito lindo participar de um festival onde o público era protagonista. Um dia para não se esquecer.

Tomara que eventos como esse se repitam, trazendo sempre mais e mais pessoas. Tomara que os sentimentos de luta, tolerância e amor não fiquem apenas no discurso. Esperamos que seja possível enxergar todo esse amor no dia-a-dia da nossa cidade, afinal…

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Em São Paulo direto da Noruega

Mochilão SP direto da Noruega. Oi? É, isso mesmo! Um tempinho atrás recebemos um amigo norueguês em Sampa e nessa mistura cultural, houve espaço até para nos sentirmos no país dele sem sair da nossa Terra da Garoa.

Enquanto aqui no Brasil somos amantes do futebol, lá eles são apaixonados por handebol. Junto com o Stian fomos assistir ao mundial feminino de handebol no Ginásio do Ibirapuera, e o time feminino dá realmente um show na quadra.  Ginásio coberto de vermelho, gritos fortes “Kom igjen Norge, kom igjen!” (em português: Vamos Noruega, vamos!), era um verdadeiro pedacinho da Noruega em SP :)

Como tínhamos pouco tempo e São Paulo é gigante, tivemos que fazer uma seleção de roteiros e a ideia era mostrar o quanto essa cidade é diversa. Os destinos escolhidos foram o Studio SP – Show do Copacabana Club, Feira Preta – Show da Izzy Gordon, Rael da Rima e Criolo, Casa das Rosas para um almocinho tranquilo depois de tanta agitação. O mais legal era ver a cara do Stian diante das misturas brasileiras/paulistanas, como pizza de chocolate. hê

Que somos boas viajantes a gente sabe. Se somos boas anfitriãs…  é o Stian que tem que dizer, mas esperamos mesmo que sim! Tentamos mostrar um pouquinho do espírito dessa cidade enorme (“huuugee”, como disse o Stian logo que chegou à avenida Paulista).

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O rap que levo na mochila

Um movimento musical e cultural tem acontecido aqui em São Paulo e em outras regiões do Brasil, como Curitiba.

Parece que algum espaço, ainda que pequeno ao meu ver, tem sido aberto a novos músicos muito talentosos que estão na estrada há bastante tempo e agora tem conseguido chegar no que chamamos de “mainstream”.

É curioso ver a transformação do rap, hip hop… não é a primeira vez que falo aqui de artistas e bandas, como Rael da Rima e Pentágono.

Depois do Emicida que abriu as portas da periferia e ampliou a voz do rap nacional, a bola da vez pra mim é o Criolo, antes Criolo Doido.

A sensibilidade com que este cara toca em feridas sociais e culturais tem me levado a grandes reflexões e uma paixão demasiadamente verdadeira por sua música.

Criolo não é o tipo de música que você ouve por inércia, que simplesmente está ali no repeat e o gingado da música é bom. Criolo mexe com os nervos, com as tripas.

Sua música “Não existe amor em SP” tem sido amplamente compartilhada na internet, em blogs, timelines. Melodia suave e letra intensa: “Aqui ninguém vai pro céu”

É difícil escolher uma música preferida em um CD (Nó na Orelha), onde dar o play e ouvir da primeira a última faixa é inevitável.

Uma das minhas preferidas é Bogotá,  linda e vale a leitura sem pressa da letra.

“Se você quer amor, chegue aqui
Se quer esquecer a dor, venha pra cá
Pois a ilusão é doce como o mel”

Não sou crítica musical, minha intenção aqui está longe disso. Gosto de falar de música, principalmente da nossa Música Popular do Terceiro Mundo (parafraseando o nome do cd do Rael da Rima). Mas falar de Criolo vai além, falar de Criolo é falar de São Paulo, do Grajaú, bairro em que passei grande parte da minha adolescência.

:)

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