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#Mochilão SP – Existe AMOR em SP

Mesmo com a intervenção da Guarda Civil Metropolitana pela manhã (sem base nenhuma e provavelmente a pedido dos assessores do Kassab, que estavam no local), rolou ontem na Praça Franklin Roosevelt o festival #ExisteAMORemSP.

Apesar de ter um fundo político, que reivindicava uma cidade mais pública e uma administração menos repressora (como a atual), o festival era apartidário e tinha como objetivo também, inspirar uma São Paulo “mais humana, inclusiva e gentil, uma cidade com mais amor”.

É realmente inspirador ver mais de 8 mil pessoas de diversos estilos, reunidas pacificamente, reforçando esse coro, desfrutando de uma tarde ensolarada na praça e cantando junto nos shows do Porcas e Borboletas, Andreia Dias, Thiago Pethit, Lurdez da Luz, Gaby Amarantos, Emicida e Criolo.

Tudo correu maravilhosamente bem, parecia que todos ali eram amigos de longa data. Foi muito lindo participar de um festival onde o público era protagonista. Um dia para não se esquecer.

Tomara que eventos como esse se repitam, trazendo sempre mais e mais pessoas. Tomara que os sentimentos de luta, tolerância e amor não fiquem apenas no discurso. Esperamos que seja possível enxergar todo esse amor no dia-a-dia da nossa cidade, afinal…

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O rap que levo na mochila

Um movimento musical e cultural tem acontecido aqui em São Paulo e em outras regiões do Brasil, como Curitiba.

Parece que algum espaço, ainda que pequeno ao meu ver, tem sido aberto a novos músicos muito talentosos que estão na estrada há bastante tempo e agora tem conseguido chegar no que chamamos de “mainstream”.

É curioso ver a transformação do rap, hip hop… não é a primeira vez que falo aqui de artistas e bandas, como Rael da Rima e Pentágono.

Depois do Emicida que abriu as portas da periferia e ampliou a voz do rap nacional, a bola da vez pra mim é o Criolo, antes Criolo Doido.

A sensibilidade com que este cara toca em feridas sociais e culturais tem me levado a grandes reflexões e uma paixão demasiadamente verdadeira por sua música.

Criolo não é o tipo de música que você ouve por inércia, que simplesmente está ali no repeat e o gingado da música é bom. Criolo mexe com os nervos, com as tripas.

Sua música “Não existe amor em SP” tem sido amplamente compartilhada na internet, em blogs, timelines. Melodia suave e letra intensa: “Aqui ninguém vai pro céu”

É difícil escolher uma música preferida em um CD (Nó na Orelha), onde dar o play e ouvir da primeira a última faixa é inevitável.

Uma das minhas preferidas é Bogotá,  linda e vale a leitura sem pressa da letra.

“Se você quer amor, chegue aqui
Se quer esquecer a dor, venha pra cá
Pois a ilusão é doce como o mel”

Não sou crítica musical, minha intenção aqui está longe disso. Gosto de falar de música, principalmente da nossa Música Popular do Terceiro Mundo (parafraseando o nome do cd do Rael da Rima). Mas falar de Criolo vai além, falar de Criolo é falar de São Paulo, do Grajaú, bairro em que passei grande parte da minha adolescência.

:)

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