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Hostels: Tirando mitos da mochila

A principio, a ideia de compartilhar o quarto com desconhecidos em um hostel (também conhecido como albergue) nos deixava um pouco inseguras. Por outro lado,  a ideia de conhecer pessoas de várias partes do mundo e ainda viajar gastando pouco nos agradava muito. Tínhamos dúvidas, pois ouvimos muitas histórias a respeito de hostels, algumas boas e outras ruins. Mas por que não experimentar e tirar as próprias conclusões? Assim fizemos.

Cada uma de nós já se hospedou em tudo quanto é tipo de hostel e viveu as mais diferentes situações. Ficamos em lugares super chiques, super simples, alguns com balada e outros com iluminação a base de lampião, quarto misto, separado, quarto pra 26 pessoas super confortáveis, quarto pra 4 pessoas que mal cabiam 2, um banheiro pra 20 pessoas, suíte, hostel com janta free e música ao vivo, chuveiro frio, jacuzzi quentinha… Sério, todo tipo mesmo. Felizmente, o ponto em comum entre todos esses é que na grande maioria tivemos experiências positivas.

Todas as vezes tivemos a chance de conhecer pessoas de vários lugares, culturas e estilos.  É um ambiente que facilita muito a socialização, bem mais que hotel. Algumas dessas pessoas que conhecemos se tornaram grandes amigas. Por exemplo, no Rio de Janeiro a Dany e eu dividimos o quarto com 4 chilenos ano passado, esse ano ela reencontrou 3 deles no Chile e se hospedou na casa de 2.

Eu também mal posso dizer que fiz um mochilão sozinha pela Europa, estava sempre conhecendo pessoas no hostel e saiamos juntos para desbravar a cidade. Na véspera do meu aniversário, por exemplo, estava sozinha em um quarto para 4 pessoas em Dublin, prestes a ir dormir, até que as 22h30 uma garota colombiana chamada Gisela chegou no quarto. Ficamos conversando bastante e quando disse a ela que meu aniversário seria no dia seguinte, ela me fez pular da cama, trocar de roupa e sair para comemorarmos. Graças a animação da Gisela, meu aniversário foi regado a Guinness, risadas e música boa em um típico pub irlandês.

Isso sem contar (já contando) que conhecemos o Sergio, o homem mais famoso aqui no blog, em um hostel em Florianópolis. São tantas histórias boas que dava pra passar horas escrevendo aqui.

Claro que nem tudo é perfeito. Infelizmente já presenciamos caso de um homem entrando no vestiário feminino, pessoa que teve o celular roubado enquanto carregava, companheiros de quarto barulhentos. É raro acontecer, mas não dá pra negar que acontece. Nossa recomendação é que vocês pensem que tipo de ambiente desejam, pesquisem bem e escolham o local de acordo com seu estilo. Nosso meio favorito de pesquisa é o Hostelworld, lá é possível avaliar a classificação do hostel de acordo com critérios como localização, limpeza, segurança e atmosfera, ler depoimentos de quem já se hospedou e ter uma ideia se está de acordo com o que você procura.

Na nossa opinião, é um meio de hospedagem que vale muito a pena! Tanto que sempre que conhecemos um novo, damos dicas aqui e também buscamos fazer parcerias. A mais nova é o Lapa Hostel Rio. É um lugar super fofo e localizado onde a vida noturna do Rio acontece, na Lapa! Se tiverem dúvidas quanto a hostels e como aproveitar a cidade maravilhosa, podem falar com eles também, a equipe é muito prestativa.

É isso! Sempre que tivermos mais dicas, dividiremos aqui com vocês. E se vocês pretendem ou já tem experiências com hostels, compartilha aqui com a gente também!

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Fête de la Music: um festival para celebrar a música

Fête de la Music é uma celebração à música que acontece por toda a França no dia 21 de Junho. Há música em todos os cantos das cidades francesas, cada uma com a sua programação especial. Jazz, rock, eletrônico e outros ritmos convivem nas calçadas de cidades seculares.

Além da música, as pessoas e suas histórias me chamaram a atenção. Você encontra todo tipo de pessoa nas ruas para essa celebração, sejam crianças, jovens ou idosos. Eles apoiam os artistas que estão tocando, cantam e dançam todos os ritmos.

Em Cannes, na pequena praça da cidade, uma orquestra de estudantes se prepara para tocar no coreto. É impossível não ficar perplexa em encontrar uma orquestra dessas praticamente no meio da rua. A platéia começa se formar e aguarda ansiosa. Eles começam a tocar o tema de Star Wars e depois emendam outros temas de filmes clássicos do cinema americano que te fazem relembrar a infância.

Minha maior comemoração desse dia foi em Antibes, uma cidadezinha localizada entre Cannes e Nice. De Cannes até lá é preciso pegar um trem, que custa aproximadamente €2,50, e quando descer em Antibes é só ir até o centro que fica a cerca de 15 minutos a pé.

Eu ia de bar em bar com a Gi, minha amiga, passeando pelas ruelas históricas da cidade atrás de um som novo.  Ouvi de hip hop cantado em francês à bandas de rock irlandesas.

Lembro de uma menina de uns oito anos curtindo Killing in the name, do Rage Agains the Machine, como uma verdadeira headbanger. Sua sandália cor-de-rosa não fazia a mínima diferença nessa hora. Ela simplesmente estava curtindo a música sem preconceito algum.

Duas meninas dançavam ao som de uma banda de jazz, uma delas surpresa por estar fazendo aquilo em frente de todo mundo, mas radiante por estar se divertindo tanto. Uma das meninas usava uma flor vermelha no cabelo, mas com o balançar vigoroso do jazz, sua flor cai no chão. Ficam envergonhadas, sem razão, e alguns minutos depois vão embora. Um moço pega aquela flor caída no chão e vai atrás da menina para devolvê-la à sua dona. Fico imaginando como foi esse encontro e se os dois se tornaram amigos, ou quem sabe algo mais. Olha o vídeo delas dançando:

Ainda estou no meu canto, curtindo toda aquela festa ao ar livre, mas ainda quieta, quando alguém me puxa para dançar. E o festival segue dessa forma: conhecendo pessoas e interagindo mesmo sem usarmos palavras.

Esse é só um pedacinho do festival da música na França, cheia de histórias e músicas inspiradoras para ver, viver e sentir. Se você está planejando o seu mochilão pela Europa no próximo verão, vale a pena incluir a França nessa data. O melhor de tudo, é que o festival é de graça, tudo ao ar livre. Perfeito para o mochileiro que não pode gastar muito.

Se você já foi, ou se for um dia, no Fête de La Music, compartilha essa experiência com a gente!

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