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Mochilão América do Sul: Buenos Aires, querida e louca!

Entardecer na Recoleta

Entardecer na Recoleta

A chegada a Buenos Aires, 20 horas depois – três a mais que o previsto, devido a um congestionamento para entrar na região da capital porteña, confirmava a expectativa: a aventura começava ali.

Minha primeira emoção foi o senhor que tirava as malas do ônibus me olhando feio e resmungando algo que eu e meu portunhol (de mierda) não entendíamos. Algum tempo depois percebi que ele queria a propina (gorjeta em espanhol), que eles realmente levam a sério por lá. Na dúvida dei 5 ARS , ele pareceu mais feliz e segui em frente.

Nos meus sete dias em Buenos Aires, fora toda a parte turística e super conhecida por nós brasileiros, como Recoleta, Malba, Palermo, Caminito e outras mais, conheci cantinhos que pareceram ainda mais especiais, como o Rio de la Plata e seu teatro a céu aberto, que tem um acesso escondido próximo a Ponte Saavedra e o espaço Konex, que recebe muitos viajantes adeptos do CouchSurfing, mas que provavelmente, você não vai ouvir falar em uma agência de viagens.

Falando nisso, foi em Buenos Aires que fiz meu primeiro couchsurfing. Tudo bem, que já conhecia meu host, pois o havia recebido com um grupo de amigos, todos argentinos para um passeio por São Paulo. Mas, a experiência de estar dentro da casa de alguém praticamente desconhecido, ter suas chaves em mãos, entrar e sair quando bem entender, era completamente nova e até um pouco estranha. Logo comecei a me sentir bem com a situação, uma das grandes descobertas de viajar se hospedando em casa de locais é ver como existem pessoas que sabem e gostam de receber.

Não foi a primeira vez que estive em Buenos Aires, mas nada como ter um guia local para descobrir de verdade uma cidade, principalmente quando a viajante é uma curiosa que pergunta sobre tudo, o tempo inteiro.

Dessa vez pude ver uma Buenos Aires muito mais frenética do que tive a oportunidade de conhecer antes, uma cidade como a minha São Paulo e outras grandes cidades pelo mundo, que crescem desordenadas e com uma pressa de chegar sabe se lá onde e porquê… e assim, muitos esquecemos de ver o que se tem de mais lindo e escondido entre tantos prédios.

Cores, árvores, pessoas e carros, um mix bem porteño

E Buenos Aires ainda guardava muitas emoções…

Lá fiquei doente pela primeira vez durante meu mochilão. Sim, tiveram outras e juntas fizeram valer cada centavo do seguro que eu fiz pela Intermac Assistence.

Me lembro bem da sensação de desespero, sozinha no hospital, quando me perguntavam algo como “Cual es su apechido?” e eu “Que? Apechido? No sé, tengo dolor!!!”. Até que entendi que me perguntavam qual é meu apellido (sobrenome em espanhol). Os porteños tem esse jeitinho bem diferente de falar, o que complica a comunicação, mas nada que gestos e um pouco de persistência não resolva. Para eles o ll soa como o nosso ch, enquanto nos demais países soa mais como nosso lh.  E também não existe o tu (você) e sim vos, o que acaba mudando toda a conjugação dos verbos.

Resolvido os desentendimentos de linguagem, fui atendida, tomei uns antibióticos e fiquei bem, mas assustada. E a partir dali comecei a pensar que não conseguiria viajar mais que um mês sozinha.

Tudo bem se eu resolvesse voltar antes, mas por enquanto iria continuar  a viagem, o próximo destino me esperava: Córdoba.

Já esteve em Buenos Aires? Conta pra gente como foi nos comentários e compartilhe fotos na nossa Fan Page e/ou instagram usando #levonamochila

Buenos Aires, vale mais de um post aqui, quero contar tudo do Konex para vocês,  dos shows incríveis que acontecem por lá e, compartilhar a lista de lugares a se conhecer que meu host fez para mim, mas por hora,  algumas fotos e um trecho do filme Medianeras, que vi faz algum tempo e não saia dos meus pensamentos enquanto estava lá, pois muito traduz essa cidade, querida e louca!

Espaço cultural Konex

Espaço cultural Konex

Teatro a céu aberto na margem do rio de La Plata

Muros expressivos de Buenos Aires

Muros expressivos de Buenos Aires

Hosts especiais, empanadas especiais. Feitas por Belén Callara e de recheio único, lentilhas :)

Medianeras em espanhol, não encontrei com legendas. Se alguém encontrar, me avisa, por favor, vale a pena.

Este é o terceiro post da série Mochilão América do Sul.

Confira os post anteriores:

1. A decisão de viajar sozinha e de mochila: http://tinyurl.com/viajarsozinha

2. Planejar e Cruzar fronteira: http://tinyurl.com/cruzarfronteiras

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Arquivado em América do Sul, Argentina, Destinos

Boas dicas de Curitiba à Fortaleza

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O Levo na Mochila está sempre em busca de parcerias para oferecer cada vez mais dicas e o melhor conteúdo para  manter nossos amigos viajantes sempre informados. Dessa vez contamos com a colaboração da FalaTurista, empresa que opera em mais de 150 cidades brasileiras, oferecendo hotéis para reservas online.

A dica de hoje vai agradar tanto os amantes de um friozinho quanto aos amantes do calor.

Aproveitem ;)

Quem gosta de mochilar já sabe que economia é o segundo passo para fazer uma viagem bacana: o primeiro é escolher o destino. E para viver dias de alegria, descanso e descobertas culturais e artísticas em um canto diferente não é preciso, necessariamente, sair do Brasil. Nosso país é um caldeirão de manifestações culturais em cada região. Por exemplo, já considerou viver todas as delícias de Curitiba, no sul do país, ou Fortaleza, no coração do Ceará?

No friozinho de Curitiba

Em Curitiba o mochileiro vai ver uma outra cara do Brasil. Apesar de ser capital e de ser cidade grande e organizada, a principal cidade do Paraná apresenta um cenário de filme com ares provincianos. Reservar hotel por lá é uma das melhores atividades da viagem, já que a rede hoteleira – assim como a gastronômica – em solo curitibano é de cair o queixo em relação a outros locais do Brasil.

Na cidade é possível viver alguns dias de total aproximação com a natureza, já que são mais de vinte e cinco parques com uma área verde preservada que supera os 80 mil m². E até os bosques e parques, por sua característica cultural, apresentam nuances e fatos do Brasil na época das grandes imigrações européias de italianos, alemães e portugueses e também da imigração japonesa, com vários memoriais a esses eventos espalhados pelos bosques da cidade.

E esse potencial pelas belezas naturais do estado é que fazem Curitiba ser ainda mais bonita e organizada, em relação a outras capitais brasileiras. Não é a toa que um dos principais cartões postais da metrópole de dois milhões de habitantes é justamente seu Jardim Botânico, com uma imperiosa estufa metálica que abriga espécies de plantas comuns em todo o país. A Ópera de Arame, outro monumento dentro de parque, também atrai muitos olhares por suas nuances entre o que o homem faz e o que a natureza fabrica.

Quem escolhe a capital do Paraná como destino e decide reservar albergue ou hotel em Curitiba pode esperar por uma grande imersão cultural. Por lá é possível ver o Museu Oscar Niemeyer, que tem 16 mil m² destinados a exposição de obras de arte, com uma arquitetura que, claro, não poderia deixar de ser exuberante, e o teatro Guaíra, uma das maiores casas de espetáculo da América Latina. Entre museus, igrejas e parques vale a pena visitar Curitiba e tirar de lá o maior número possível de boas experiências.

No calor de Fortaleza

Essa máxima também vale para o viajante que vai pesquisar hotéis em Fortaleza e seguir seu rumo pelo nordeste do Brasil. Cidade praiana e muito animada, a capital do Ceará nos lembra constantemente que há espaço na vida para o trabalho, para o descanso e para a simples constatação de que estar vivo vale muito a pena. Fortaleza tem muitos pontos turísticos certos, como o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, e muitos “neo-clássicos” que sempre chamam a atenção, como a casa onde foi tramado o maior assalto a banco da história do país, contada no filme Assalto ao Banco Central no ano de 2011.

Fora os passeios pela cidade e sua rica manifestação gastronômica está a possibilidade de conhecer um dos mais lindos recortes litorâneos de todo o Brasil. Vale a pena dar uma passada pelas praias de Iracema, Mucuripe e Praia do Futuro e, quem sabe, estender a viagem até Canoa Quebrada e Jericoacoara, verdadeiros paraísos naturais do nosso nordeste. E não se esqueça da lembrança de que a vida pede descanso: aproveite os momentos entre um passeio e outro para tirar um cochilo na rede e compre uma, nas feirinhas de artesanato das praias, para trazer na mochila um pedacinho tradicional desse lindo estado.

Post por FalaTurista
Fotos Google Images e Danyelle Fioravanti

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Califórnia, TEDActive 2012

Na última semana tive a oportunidade de viver uma das experiências mais incríveis da minha vida. Fui convidada pela empresa que trabalho a participar do TEDActive em Palm Springs na Califórnia.

TEDActive é uma conferência que acontece em paralelo ao TED.

Tá, e o que é o TED? TED é uma conferência que nasceu nos EUA na década de 80, voltada para as áreas de Tecnologia, Entretenimento e Design e hoje reúne uma grande diversidade de ações que visam mudar o mundo, a partir do valor das ideias. Quando a gente fala sobre o TED é difícil explicar as proporções que as ideias ali espalhadas podem tomar, mas para vocês entenderem um pouquinho do que estou falando, aí vão alguns dados interessantes: o conteúdo que antes era exclusivo das pessoas que podiam pagar para participar da conferência (que não é nada barata), agora é publicado no site TED.com em vídeos de 3 a 18 minutos e traduzido para mais de 20 idiomas. Sem contar o movimento TEDx, que são eventos licenciados pelo TED, organizados de forma independente e voluntária, com o mesmo espírito de ideias que merecem ser espalhadas.  Os TEDx já acontecem em mais de 126 países e tem um potencial enorme de levar  ideias locais para o mundo e, o melhor, parte desses eventos são de graça ou de baixo custo. Para entender mais do que é o TED e o TEDx, super vale o play nesse vídeo aqui (lembrem de ativar a legenda).

Enfim, o TEDActive é onde esse bando de malucos envolvidos com o TEDx, traduções dos vídeos (também voluntários) e mais algumas pessoas que carregam esse espírito se encontram para, além de assistir as palestras, fazer conexões, falar de suas ideias e ações para mudar suas realidades locais e o mundo. É realmente coisa de doido!

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Paulista(S)!

Hoje nossa querida Av. Paulista faz 120 anos \o/

Já falamos muitas vezes dela aqui, afinal como falar de São Paulo e não falar dessa avenida que é o grande pulso da cidade? Até o nosso header é cheio de referências a ela ;)

Ô Paulistona… Palco da cultura, dos negócios, da educação e até da saúde da cidade. Ela não dorme, não para. Sempre cheia de pessoas indo e vindo.

Costumo dizer que a Paulista é o lugar onde você nunca está sozinho.

Se você perguntar para 10 moradores de São Paulo, cada um dará uma definição diferente e isso é ser Paulista. Múltipla, diversa, mutável.

É uma pena que as pessoas nem sempre percebam sua beleza. Na correria caótica da cidade, muitos passam por ela sem olhar seus prédios, suas calçadas, seus transeuntes.

Foi pensando nesse anonimato, nos detalhes que muitas vezes passam despercebidos que foi criado o projeto Anonimos – SP, que propõe uma experiência sensorial bem diferente com a avenida e seus espaços. É só baixar o áudio no site, se jogar pela Paulista com seu mp3 e conhecer uma nova Paulista. Ainda não experimentei, mas com certeza o farei. Para saber mais acessem o link: Anonimos-SP

Fica nossa dica e o nosso parabéns a Paulista que é avenida, lar, trabalho, história, diversão.

Para homenageá-la nada melhor que esse vídeo que quero postar há bastante tempo aqui, produzido pelo talentosíssimo Diego Oio em parceria com Felipe Mandl.

Paulista no Maps

Foto por: Jeng

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Parque da Independência

Eu queria mesmo era fazer uma andança pelo bairro do Ipiranga todo, que é todo fofinho, cheio de casinhas antigas e senhorzinhos pelas ruas, mas como fui abandonada pela Juliana Freitas, minha amiga e moradora do bairro (que me prometeu um passeio por lá e até agora nada), acabei indo visitar a região do Parque da Independência, pois a companheira de Mochilão, Carou Machado, queria ir à uma exposição no Museu Paulista, vulgo Ipiranga.

O lugar costuma ser lindo quando florido, mas não é época de flores e o dia não tava muito bonito, mesmo assim tiramos umas fotenhas por lá: no Museu, no Parque da Independência, na casa do Grito,  no Monumento da Independência, nas margens plácidas e nada cheirosas do rio Ipiranga e por fim no museu de zoologia, que fica ali pertinho na Av.  Nazaré.

O melhor do dia foi Tempurá que comemos lá, gigante e com direito a um molhinho de pimenta maravilhoso que me ganhou, afinal sou uma boa filha de mineira e não resisto a uma pimentinha :)

Aconselho quem for fazer o passeio pelo local ir em um dia de sol, deve ser bem mais legal. Mas valeu, mesmo com o dia super nublado…

O museu tem muita coisa bacana, adorei a exposição sobre as casas paulistas, contextualizando o espaço doméstico com o comportamento social.

O Parque da Independência é repleto de árvores maravilhosas (imagina quando floridas), super indico para quem gosta de natureza e o monumento tem esculturas belíssimas. Curti!

Já o museu de zoologia, nós achamos meio sem gracinha, talvez seja nossa falta de conhecimento no assunto, ainda assim rendeu boas risadas com os bichos “empanados”, segundo um moço que estava lá, olhando os bichos empalhados. Espertinho ele, né? :D


Veja bem, Juliana Freitas, eu quero voltar e conhecer o bairro todo, ok?
;)
Fotos: Carou Machado e Dany Fioravanti.

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Encantos de Londrina

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Quem vai contar  por onde andou sua Mochila é o Gustavo Oliveira do blog  Comédia da Vida Alheia, que eu adoro!

Esse último final de semana fui da capital de São Paulo para Londrina, um município localizado no norte do estado do Paraná, a 381 km da capital paranaense, Curitiba.
Vou confessar que a princípio não tive grandes expectativa em relação a cidade (já conheço algumas cidades do interior e nenhuma consegue se destacar por algum motivo peculiar, todas são bem pacatas, pequenas, enfim…), mas confesso que me surpreendi com Londrina, uma cidade pequena, porém charmosa, organizada, em processo de reestruturação, pessoas bonitas, milhares de pontos positivos (perde no excesso de ufanismo, mas afinal qual cidade não se vangloriza de ser a melhor, maior, mas populosa, a mais mais).

Mas vamos desvendar um pouco a partir da minha chegada, uma cidade que é possível atravessar do centro ao bairro em menos de 20 minutos, tive minha primeira parada em uma padaria e confeitaria 24h. (um dos únicos por sinal na cidade infelizmente, pois parece ser bem frenética em relação a movimentação noturna, graças a população jovem que compõe grande parte da população londrinense).

O Pátio San Miguel, com doces e salgados super atrativos, o melhor fica na varadinha aberta em que se pode tomar um bom café da manhã olhando o por do sol (o fato de estar em reforma a gente pula).

Após essa parada, uma volta pela cidade que ainda estava dormindo para conhecer as ruas bem arborizadas, de arquitetura limpa e nova, onde teve fim no hotel.

Fiquei hospedado no Thomasi Hotel na Av. Tiradentes, prédio com estrutura nova, com 5 andares, com instalações super confortáveis. O hotel possuí serviço de quarto, piscina, salão de jogos, sauna, academia, estacionamento, enfim não precisava nem sair do hotel pra ter entretenimento, aos finais de semana você consegue uma diária por uma bagatela de 90 mangos com café da manhã incluso (pode ter certeza que não é caro). Apesar de todo conforto do hotel, o legal mesmo é explorar as redondezas, após uma pausa merecida para repor as energias da viagem, fui para o centro de Londrina almoçar no restaurante ‘Dá Licença Alameda’.


O primeiro Dá Licença surgiu em 1979, mas a essência hospitaleira e aconchegante nasceu bem antes. Seu criador, ainda menino, reunia os amigos em volta de uma panela de ferro para conversar e criar, com o que cada um trazia, deliciosas refeições. Sem saber, ali já se definia o que seria o estilo da gastronomia do grupo: a mistura de um pouco de cada cultura com sabores, temperos e ingredientes brasileiros.

O nome foi sugerido por um amigo ao perceber, logo nos primeiros dias do restaurante, que o espaço de 40m² não era suficiente para a quantidade de clientes atraídos pela picanha grelhada acompanhada de feijão com caldo grosso, polenta crocante e maionese. Pedir licença, era sem dúvida, a maneira mais certa de se conseguir entrar e almoçar neste pequeno restaurante.
Em busca de mais espaço foram sendo criados os restaurantes do grupo. Uma trajetória de conquista de paladares que atravessou gerações e hoje faz parte da história de Londrina.

Um restaurante aconchegante, com um espaço contemporâneo, um ambiente totalmente climatizado, com uma decoração colorida e que diferencia cada ambiente que o restaurante possuí. O cardápio um pouco mais requintado que os outros da franquia, o ‘Dá Licença Alameda’ é perfeito para um almoço entre amigos em um clima descontraído. Fiquei com gostinho na boca de conhecer as outras franquias, mas confesso que estou apaixonado pelo colorido do lugar, pela comida com gostinho caseiro e pelo clima  hospitaleiro que o lugar possuí.

Além da parte interna ser incrível (sei ta redundante, vou parar rs), o espaço ainda conta com uma varandinha bem charmosa, com muitas plantas, ótima para os dias mais quentes.
O almoço foi ótimo obrigado, mas para ajudar na digestão um passeio aos arredores do centro foi a melhor opção. A primeira coisa que me chamou a atenção ao caminhas nas ruas centrais de Londrina foram as cabines telefônicas ao literal estilo londrino.

O que nos leva a mais uma contextualização histórica, Londrina quer dizer ‘Filha de Londres’, o que possa ser uma justificativa das cabines telefônicas vermelhas espalhadas pelo centro da cidade.

Primeira parada foi na Praça da Imigração Japonesa Tomi Nakagawa, uma lugar charmoso, bem projetado, ótimo para uma tarde para relaxar, contando com um espaço para meditação, é possível gastar uma tarde sem se notar (infelizmente a população não cuida como deveria do espaço).

Londrina é uma das maiores colônias japonesas do Brasil.

Tomi Nakagawa
O nome escolhido para a praça, Tomi Nakagawa, homenageia uma das imigrantes que chegaram ao Brasil no navio Kasato Maru, em 1908, integrando o primeiro grupo de japoneses que desembarcou no porto de Santos. Tomi Nakagawa residia em Londrina até outubro de 2006, quando faleceu poucos dias antes de completar 100 anos.

Apoucos minutos a pé da praça, estava no Museu Histórico Padre Carlos Weiss, o museu é instalado no prédio da antiga estação ferroviária da cidade. A arquitetura é linda, e junto com o que é exposto já conta por si só um pouco da história de Londrina, ao entrar no museu encontramos um saguão que o divide em duas galerias um lado com a exposição permanente sobre a história de londrina e outra com exposições itinerantes.

Ao entrar no lado histórico de londrina no museu, conseguimos contextualizar todo o desenvolvimento da cidade, as fases de desenvolvimento (uma das coisas mais bacanas são as ambientações que eles montaram de cada período), tenho certeza que qualquer um sai entendendo muito da história da pequena Londres do Brasil.

A exposição itinerante da vez era sobre “J. Juliani – O colono-fotógrafo”, um acervo fotográfico de um dos ‘fundadores’ de Londrina.

O passeio continuou pela antiga rodoviária atual Museu de Arte de Londrina, segui para Bosque Mal. Cândido Rondon onde encontrei várias pessoas jogando cartas, conversando, estudando (o mesmo clima do Parque Ibirapuera aqui em SP) e por fim  passei no Centro Comercial. Para ajudar a digerir todas as informações histórias do dia, nada como um bom doce de sobremesa, e a escolha foi a confeitaria Mister Cuca, ambiente bem iluminado, bem decorado, onde você se delicia só de olhar a beleza dos doces, um verdadeiro paraíso de delícias onde o carro chefe da casa é a torta trufada, que não resisti e comprovei que realmente faz juzo a popularidade que recebe, mas a gordisse não parou por aí, tive que provar um bomba de chocolate que me fez brilhar os olhos, que por sinal é uma delícia também, um lugar com clima descontraído, para um fim de tarde muito doce.

Pra finalizar o dia nada como um bom jantar, e a parada foi no La Gondola (melhor restaurante italiano da região), restaurante com um clima elegante de decoração intimista, frequentado pela ‘burguesia’ da cidade. Um lugar confortável e que oferece muitas opções de cardápio (rodízio de massas, rodízio de queijos, pizzas, opção é o que não falta), e apesar da finésse do lugar, pagasse pouco por um bom jantar comparando aos restaurantes de SP.

Como ninguém é de ferro, nada como finalizar a noite como uma boa cerveja, onde o ponto de encontro foi um pub irlandês chamado Cheers Pub, um lugar novo na região, onde se encontra uma boa variedade de drinks e cerveja importadas para aqueles que gostam de inovar, mas pros mais tradicionalistas o bom e velho chop também é uma boa pedida.

Pra finalizar minha passagem não podia deixar de conhecer o shopping da cidade, o Catuaí Shopping (pra ajudar no ufanismo tradicional londrinense o maior shopping center em área bruta locável da região Sul do Brasil),  conta com mais de 300 lojas dos mais variados seguimentos, tem uma área de decoração, além dos atrativos como cinema, área de lazer e a sempre movimentada praça de alimentação onde tive minha última refeição no Pastel Mel (sim eu só comi em Londrina, lá você tem uma variedade gastronômica incrível que te deixa com águia na boca).

Inicialmente inaugurado em 1980 em Londrina o Pastel Mel tinha como especialidade pastéis e panquecas, mas ao passar do tempo se especializou em massas e refeições, hoje funciona com um excelente buffet, tem entre 15 e 20 pratos, porém não abriram mal do tradicional pastel que deu nome a franquia que possuí mais de uma loja em Londrina.

Espero que tenha curtido o release de Londrina, é um lugar ótimo para aprender sobre história, com ótimos parques e praças, e um tour gastronômico excelente para os que apreciam assim como eu bons restaurantes, já estou me programando para voltar e conhecer o que ficou pra trás.

Serviço:
• Padaria e confeitaria Pátio San Miguel – Av. Higienópolis 762, Londrina –  Telefone: 43 3324-1661
• Restaurante ‘Dé Licença Alameda’ – Endereço: Alameda Miguel Blasi, 41 Londrina – Telefone: 43 3326 0044 / 3321 9000
• Museu Histórico Padre Carlos Weiss – R. Benjamin Constant, 900 – Centro
Horários:
ter à sex: 9h30-11h30 e 14h30-17h30
sáb e dom: 9h30-11h30 e 13h30-17h00
seg: fechado
• Mister Cuca Confeitaria – Rua Sergipe, 1.524, telefone 3373-1000
• Restaurante La Gondola – Av. Santos Dumont, 1300 – Londrina – Telefone: 43 3339-6050
• Catuaí Shopping Center Londrina | Rodovia Celso Garcia Cid, s/n, km 377 Londrina/PR
• Pastel&Mel, é av. Higienópolis, 437, telefone 43 3025-4544
 

Por Gustavo Oliveira                                                                                                                                                                                @guto_oliveira                                                                                                                                                                                                       Blog: Comédia da Vida Alheia

Quer contar por onde andou sua mochila?                                                                                                                                                Mande um email para levonamochila@gmail.com

;)

 
 

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