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Desfilando na Vai Vai

Faz tempo que venho falando do desfile da Vai Vai, do dia que fui parar quase que sem querer no ensaio da escola e acabei na maior vontade de desfilar, de participar dessa grande festa.

O enredo da Vai Vai esse ano, como já contei aqui, conta a história de superação do Maestro João Carlos Martins. A história deste homem é incrível e extremamente emocionante e o enrendo transmite isso muito bem. Juro, de chorar, de arrepiar. Ouçam aqui.

Eu, muito abençoada que sou, desejei tanto que logo em seguida soube que teria a sorte de poder participar do desfile da Vai Vai, na Ala Mais Feliz. Aproveito  para agradecer imensamente meu Presidente e Idealizador do Movimento Mais Feliz, Mauro Motoryn, por essa oportunidade. E ao maestro, grande inspiração para todos nós, e que  sempre engajado em grandes causas,  é um dos grandes apoiadores deste movimento.

Não encontro palavras para descrever a emoção que é participar de um desfile desses. Mesmo com todo o cansaço, das mais de seis horas aguardando para entrar na avenida, devido aos atrasos que rolaram com as outras escolas, a partir do momento que você entra na avenida e sente a responsa de fazer o seu melhor por você, pela escola e por todos aqueles que se dedicam tanto para esta festa acontecer, o coração dispara, a garganta, mesmo seca, grita e o corpo vibra!

Adorei!

E ainda sermos a escola campeã?! Só tenho o que agradecer :)

Amanhã tem mais: desfile das campeãs! E é um fato que ano que vem, se Deus quiser, estarei lá mais uma vez!

Fotos: Fernanda Mendes

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Bairro do Bixiga I

“Feliz da vida,  lá vem o Bixiga”

O Bixiga…ahhh o Bixiga. Que bairro apaixonante!

Minha companhia da vez foi a Fernanda Mendes (@fernanda_m)

Nossa aventura pelo Bairro do Bixiga, que na verdade se chama Bela Vista, começou na sexta-feira em um jantarzinho básico no shopping Paulista, ali na 13 de maio com a Paulista. A ideia era repor as energias, pois dali iriamos cair no samba, ensaio técnico da Vai-Vai no Sambódromo.

Isso mesmo, depois daquele dia que fui parar no ensaio da Vai-Vai,  quase que  sem querer, acabei decidindo desfilar na tradicional escola do Bixiga. Samba enredo decorado e começamos nossa overdose de Bixiga, através da música e do samba. Se já é emocionante ensaiar, imagina quando for pra valer? O momento que passamos em frente ao recuo da bateria… juro, é inexplicável!

De volta ao Bixiga, uma dormidinha básica no apê que ficamos por lá, para no dia seguinte andar e andar muito, nem a gente imaginava o quanto.

No sábado, descansadas, começamos nossa andança pela Rua 13 de maio. Muitas fotinhas das casas antigas, dos grafites, das placas (como eu tiro foto de placas, deve ser até um tipo de TOC). De repente um senhorzinho para pra conversar com a gente e perguntar o porquê estavamos tirando tantas fotos. Papeamos um bocado com ele e resolvemos almoçar na sua cantina, Trattoria da Conchetta. Foi então que descobrimos que estávamos falando com o Rei do Bixiga, o Sr. Walter Taverna.

A cantina é repleta de reportagens com Sr. Walter. Ele é presidente do Bixiga, da república de Vila Mariana, participou do projeto do calçadão da Praia Grande, realiza todos os anos o bolo gigaaaanteee do aniversário de SP, enfim aos seus 77 anos, ele está com todo o pique e cuidando da nossa cidade. Depois do almoço na cantina com direito a paneladas, pratos ao chão e música ao vivo, tocamos o famoso sino da simpatia italiana. Não vou contar quantas vezes batemos o sino, segredinho… mas ô good vibe para que os desejinhos se realizem :)

Fiz um videozinho com o Sr. Walter,  contando a história do bairro, posto amanhã aqui.

E também um vídeo dele, todo fofo batendo as panelas e animando o nosso almoço pra lá de italiano, é só dar o play ;)

As fotenhas:


Reparem o pratinho de salada da Fernanda. Já tava pensando na massa. Gorda!

Ainda tem muito pra contar, mas fica pro próximo post, afinal um final de semana inteiro no Bixiga, não dá para contar de uma vez só.

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Um domingo cultural que deu samba em SP

Como diria  Marcelo Yuka e o Rappa: “…não me deixe sentar na poltrona no dia de domingo.”

E lá fui eu, levantar do sofá e ir atrás do que fazer em SP no domingão. Assim, meio sem destino…

Primeira parada: Centro Cultural SP, Rua Vergueiro – Paraíso

Interior do Centro Cultural

Passamos (a Carou, eterna companheira de mochilões e eu) rapidinho por lá.
Descobrimos uma exposição sobre arte postal, que se mostrou bem divertida em algumas obras (ou nós que estávamos rindo a toa mesmo). Andando mais um pouquinho por lá, vimos umas obras que chamaram bastante a atenção por misturar religião e imagens, como posso dizer… um tanto quanto polêmicas (minha mãe não ia gostar de ver). Não consigo lembrar o nome do artista de jeito nenhum, dei uma fuçada pela internet e também não encontrei, se alguém souber, por favor, conta pra gente.

Dei um click em uma das imagens

O Centro Cultural São Paulo é um lugar eclético, sempre receptivo a todos. Um lugar delicioso para quem gosta de tranquilidade para ler. E sempre com exposições legais, sua programação conta também com cinema, teatro, dança.

De lá seguimos andando até a Avenida Paulista.

Vista da Avenida 23 de Maio

Segunda parada: Casa das Rosas, Avenida Paulista – Bela Vista

Como não conheci esse lugar antes?
Lindo!!! A casa, que também é um centro cultural, é um dos últimos casarões da Av. Paulista. Transformando a imagem desta avenida tão movimentada, nos coloca frente ao velho e o novo, ao calmo e o frenético. Elementos opostos se misturando em grande harmonia.
Afinal, não teria vista melhor daquela sacada tranquila, envolta de árvores, se não nossa agitada Paulista.
Poucas eram as rosas que realmente tinham no jardim do casarão, acho que não é época delas florecerem, mas na minha imaginação haviam rosas, pessoas de vestidos longos, grande encontros, música, piano. O Casarão realmente mexeu com a minha imaginação.

Biblioteca da Casa das Rosas

Vale a pena conhecer e sempre rolam umas exposições bacanas por lá. No site tem todas as informações.

Avenida Paulista, vista da Casa das Rosas

Seguimos nosso rumo, chegamos a Pompéia, Av. Professor Alfonso Bovero. Não fomos parar lá por acaso, tinhamos uma missão: utilizar o voucher que compramos no Peixe Urbano há meses e estava quase vencendo. Missão cumprida, nos deliciamos no restaurante mexicano Nacho Libre, que tem uma comida bem gostosa. Nos acabamos nos Nachos, Burritos, Tacos e ainda pude tomar suco de cupuaçu, que não tomava desde o meus 6 anos, mas me lembro que adorava, quando criança. Nem lembrava do gosto direito, mas não tive dúvidas na hora que vi no cardápido. Escolha certa, ele é realmente delicioso, como na minha lembrança.

E parecia que esse seria um domingo tranquilo, mas quando se começa um Mochilão sem destino, tudo pode acontecer e uma ligação me desviou do caminho de casa. Fui parar no Bixiga, quadra da Vai Vai. Muito samba no pé e agitação no ensaio da escola que esse ano homenageia o Maestro João Carlos Martins, em seu samba enredo. E o domingo que tinha tudo para se tranquilo acabou em samba.
Viva a diversidade dessa cidade!

 Ensaio na rua em frente a quadra da Vai Vai

Falando em diversidade, no carro, já voltando para casa, uma pergunta surge:
– O Bixiga não é um bairro tradicionalmente italiano?
– Sim
– Você viu algum italiano por lá?

É, tá na hora do Mochilão conhecer o Bixiga.

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